Sobre morar no Erre Jota parte II

Sexta feira, dia 21 de fevereiro de 2014 fez UM ANO que eu moro no Rio.

Coincidentemente acabou rolando um encontro de despedida do Diley (que eu conheço a pouco tempo, mas já considero ~pakas), então lá estavam eu, Diley, Jany e Luana comendo uma boa pizza em Santa Teresa.

Mas sim, um ano. Eu lembro que eu tinha feito um daqueles posts rápidos e rasteiros sobre morar no Rio, aí decidi fazer uns comentários sobre como estão as coisas.

“Meu patins novo chegou e ontem foi usado pela primeira vez (estou me sentindo um pouco Bliss/Babe Ruthless) …” Meus patins tem quase um ano, huh! Mas não me sinto mais nem um pouco Bliss/Babe Ruthless. Muita coisa rolou no Derby, e hoje em dia a verdade é que eu tô parada. Sem contar com um sábado de janeiro que rolou jogo, eu não patinei esse ano. Mas é provavel que eu volta ao ~normal, ainda amo Derby e faz bem pra saúde HAHA

“…e hoje foi a minha aula inaugural da pós.” VISH. Fiquei sabendo na aula da semana passada que nosso curso tá sem coordenador HAHA >( Mas o que importa é que em abril começa o ÚLTIMO módulo da pós :OOO E essa semana começa uma das matérias mais importante pra mim: Captação de recursos para eventos, que é sobre o que eu pretendo escrever no meu artigo de conclusão da pós (!!!!)

“Tive a certeza de que quero organizar eventos hoje, quando encontrei gente que parece comigo, e que levam realmente a sério o que muitos acham que qualquer um pode fazer a qualquer hora e em qualquer lugar.” Se eu tinha tido a certeza de que era isso que eu queria na minha primeira aula, imagina quando participei do meu primeiro festival de música!!! O Novas Frequências não é um festival grande em tamanho de público, mas o enriquecimento que ele trouxe pra mim, assim como traz pra todo mundo que tem contato com o mesmo, é ENORME. Amei muito todos os 10 dias do festival e tudo o que ele foi.  Esse ano é ~rezar pra ser chamada de novo \o/

“Ainda me falta um pouco de coragem (de vencer a preguiça) pra ir me aventurar por aí …” Esse item ainda precisa melhorar, mas considerando que entrei o ano super ~alegre, depois de ter ido numa festa em Santa Teresa, ter parado na praia, pulado ondinha, caído e muito mais, dá pra ver que tô no caminho certo.

Morar no Erre Jota tá sendo isso mesmo, não é minha cidade ideal, não é o clima ideal, nem todas as pessoas são legais (cariocas e seu estilo único inconfundível) mas vem se mostrando uma ótima aventura, para o lado bom E ruim. Vamo só ver se dura até a próxima? HAHA

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A minha sonolência

O Brasil acordou.

Essa frase vem brotando na minha timeline há pelo menos 10 dias. Na minha não, aposto que na de todo mundo.

Não vim aqui falar de política e reivindicações porque, sinceramente, não me sinto informada o bastante para tal. Hoje estou tão sincera que admito que não entendo muito de política, num todo. Muito do que eu sei foi o Eduardo(meu amigo) que me explicou.Não sei se sou de direita ou de esquerda. Só sei o que eu acho, a partir das informações que julgo serem verídicas. Mas vim aqui falar do que sei, e da minha opinião.

Bom, quando as manifestações começaram em SP, minha primeira reação foi o espanto. Primeiro porque minha mãe ainda estava por lá, e perto da Paulista. Segundo porque né, nunca tinha visto tanta gente nas ruas. Mas essa passeata, do dia 06/07, não lembro, eu não acompanhei direito. Para falar a verdade, só comecei a acompanhar de perto as do dia 13, que foi quando eu decidi que não ia pra aula, justo quando a galera daqui do Rio foi pra Candelária. Acredito também que foi o dia em que a reporter da Folha levou uma bala de borracha no olho em São Paulo.

Não lembro datas exatas, mas isso não interfere no que eu quero falar. O que eu quero falar é do que eu senti quando alguns amigos chegaram me falando #vemprarua, dizendo que eu tinha que ir. Realmente, praticamente todo mundo que eu conheço no Rio estava indo. Isso foi numa segunda ou terça, quando todo mundo tava se programando pra ir pra grande passeata do dia 20/06 (que também ia rolar em Manaus).

Fato é que naquela altura do campeonato eu já estava enojada. Minha timeline era 100% gente indignada, gente acordada, gente compartilhando TODO tipo de informação, todos os textos, todos os videos, todos os relatos. Primeiro fiquei chocado com amigos agindo como se ‘tivessem nascido ontem’ , mortos de indignados com fatos que eles nem se deram o trabalho de confirmar. Gente defendendo argumentos que não entendiam, sendo imparciais e irredutíveis. Cara, não sei ser assim. Me acho muito ‘justa’, procuro por fontes confiáveis e, mesmo assim, se a informação é da TÃO TERRÍVEL mídia que só quer saber de enganar o povo, procuro absorver só o essencial, sem deixar me levar por exatamente tudo o que falam.

Aí decidi que não, que não #vouprarua, não acho válido não. As reivindicações em sua maioria são válidas, fiquei emocionada quando a tarifa realmente baixou na quinta (ontem), mas não queria sair na rua com esses tipos de pessoas tão deturpadinhas (não todas, é claro!).

Na quinta, tava todo mundo eufórico, principalmente o pessoal de Manaus, que ia viver seu segundo Ato (o primeiro realmente grande). Enquanto o clima da galera de lá era “vamo lá galera, vamo arrasar, sem violência, sou da paz /pausa pra foto” o pessoal daqui era mais “então, quem vai? onde a gente se encontra? qual o esquema?”. No auge da minha falta de paciência, já tinha desistido até de acompanhar as manifestações pela tv.

Foi quando meu bom e velho amigo Eduardo resolve me chamar pra manifestação, tamanha 19h (aqui começou 17h). Quando eu li a mensagem, meu primeiro impulso foi ficar empolgada. Mas aí rapidinho veio aquela sensação de “não sou obrigada, não vão me convencer, não tô nem afim de gritar”. Mas decidi ir, pra ficar pouquinho, no canto, só assistindo, afinal não tinha nada pra fazer (aula da pós cancelada).

Assim que me arrumei, me arrependi da ideia. Já queria desistir. Falei pro Eduardo que talvez não fosse conseguir voltar no metrô. Ele disse que pagava meu táxi. Aí eu fui hheheheehehehehhee. Quando tava no metro em Botafogo, ele disse que ia miar, que tava lá perto já e tinha um monte de gente voltando. Falei que tava com fome, pra ele me esperar lá pra gente comer algo. Cheguei na Uruguaiana 19h30. Realmente, tinha muita gente indo embora. A gente chegou até a andar na Presidente Vargas, mas nós estávamos muito ‘do contra’, andando contra o fluxo, que tava voltando. Resumindo, galera tinha dispersado. Eduardo ficou um pouco decepcionado por perder a manifestação.

Fomos comer na Bob’s, lá perto. Quando saímos de lá, um grande grupo passava pela Uruguaiana, rumo a Carioca. Aí Eduardo foi me levar pro metrô. Tava fechaaaado! Ok, vou de táxi. Decidimos seguir a galera pra chegar numa rua principal e poder ir embora. Fomos seguindo e seguindo e a turma era grande e eles cantavam e xingavam a polícia, tudo na ~paz. Aí falei pro Eduardo “AE, essa é uma manifestação, a gente conseguiu!”. Aí ele “ehhhh…não…”. Chegamos na Rio Branco e mais gente se juntou. OK, era uma manifestação, a segunda parte. Daí, chegamos na Cinelândia e TCHAMRAM, tava todo mundo lá. Todo mundo lindo, uns sentados nas escadarias da biblioteca e do teatro, cantando, com suas bandeiras e tal. Tava bonito.

Dali menos de dez minutos parados, eu vi umas poucas pessoas começarem a correr. Aí eu corri. Puxei o Eduardo e dei uma corridinha. Aí o Eduardo “QUE FOI? Não corre, tá correndo porque???”. Aí eu “Não sei, um pessoal correu, eu corri!”. O Eduardo falou que na segunda (outra manifestação, que ele foi) a namorada dele e uma amiga nossa começaram correr e ele só dizia “não corre”, com medo delas caírem e baterem a cabeça. Aí a gente parou mais longe da concentração. Ele apontou pra onde a policia ficava e provavelmente da onde ela iria sair, e dava pra ver as luzinhas vermelhas. Tava distante, mas dava pra ver. A galera linda ainda, pacífica e cantando quando BOOOOOOOOM. Uma bomba, a gente deu uma leve corrida. Aí falei pra ele não correr. Meu coração acelerou, mas de empolgação, não de medo. BOOOM BOOOM, mais duas bombas e daí geral começou a correr…. Aí né, a gente correu também, mas parou na Rua do Passeio. Ficamos lá e foi quando eu falei: CARA, que maneiro! Quero ver. Ficamos lá um tempo, o pessoal já tinha parado de correr, mas ainda descia muita gente. Eduardo queria que eu entrasse num táxi, mas eles tavam lotados. Decidimos ir pra Lapa. Mas eu queria esperar. BOOOM BOOOM mais perto agora, ai ok, fomos pra Lapa.

Chegamos na Lapa, ê laiá, lotada, muita gente chegando também, os bares abertos, cheios, iluminados…noite na Lapa né. Ainda dava pra ouvir os helicópteros. A gente foi caminhando e paramos no Circo Voador. O Eduardo queria entrar em um bar e sentar. Eu, não. Mais pessoas chegavam, mas tudo de boa. Vi meu ônibus passar e decidi que ia embora. Fomos pra Riachuelo, pro ponto. Aí eu não lembro o que aconteceu direito. Não lembro se foi antes ou depois da gente chegar no ponto (e ver que os ônibus estavam lotados e não estavam parando) que as pessoas começaram a correr. Nessa altura eu ainda falava MANO NÃO CORRE. Aí a gente viu que era a Cavalaria da polícia vindo pela Riachuelo. Pessoal ficou tenso, Eduardo só falou pra gente ficar perto da parede.

Depois disso, decidi que não dava pra ir embora aquela hora, não tinha ônibus, nem táxi, e o transito tava tenso. Ficamos por ali na frente do Circo. Foi quando olhei o whatsapp e fiquei sabendo que uma amiga minha tava sozinha na cinelândia, tentando sair. As coisas por lá estavam caóticas. Falei pro Eduardo que ia atrás dela e ele disse que ia comigo, que era pra ver onde ela tava e falar pra ela encontrar a gente no meio do caminho. Quando consegui ligar, ela já tinha conseguido entrar num ônibus.

Até aí tudo bem, Eduardo queria entrar em algum bar. Falei que queria ver o que tava acontecendo. Ele: vamo, a gente senta e vê na TV. Eu: NÃO, quero ver AO VIVO!. Foi quando as bombas chegaaaaaram na Lapa! Galera começou a vir na nossa direção. A gente deu uma caminhada e chegou num posto de gasolina. BOOOOM BOOOM. Mais bombas. Falei pra gente ficar no posto. Aí o Eduardo: É, tão soltando bomba, se soltarem aqui vai ser legal. Aí nessa altura eu já estava falando TODO e QUALQUER tipo de besteira (pausa pra agradecer o Eduardo por me aguentar). BOOOOOM BOOOM BOOOM, as bombas chegaram mais perto, mas só dava pra ver fumaça ainda. O pessoal começou a correr, aí a gente decidiu se mover. Os bares começaram a fechar, com as pessoas lá dentro.

Os BOOOMs ficaram mais pertos, as pessoas se apressaram e nós entramos na rua do Lavradio, em direção a Riachuelo. Naquela hora, agora eu penso, era mais pânico da galera do que perigo iminente, e isso fez a gente querer correr e até pensar em entrar em algum boteco, mas tava tudo lotado, aí falei que não.

Já na Riachuelo, foram uns 20 minutos e uma caminhada eterna. A gente andava, vinha um BOOM, a gente dava uma corrinha e parava. Ficamos nesse looop por um tempo, porque eu queria ver. Mas não dava pra ver nada, a não ser claro, o 8 ou mais mini ônibus CHEIO de policiais passando, as duas viaturas a 60 km/h que quase fizeram boliche humano e capotaram….quase. Mais motos de policiais e viaturas…e já quase no final, o tão temido CAVEIRÃO. Depois disso, já quase na casa do Eduardo, finalmente resolvi ceder e parar de esperar pra ver. Fomos pra casa dele e eu fiquei lá dando um tempinho pra poder ir pra casa.

Long story short, deu tudo certo…pra gente. Claro que muita gente se machucou, se deu mal, alguns foram presos… Mas olha, mesmo não tendo ouvido falar quase nada do que aconteceu na Lapa na mídia (sem contar os relatos), não achei as informações muito defasadas não…sei lá. Eu sei que eu fui e vivi um pouco, e me perdoem, mas… ADOREI. Não me levem a mal, não sou de longe a favor da polícia descer o cacete da galera da paz (e foi o que aconteceu), e muito menos gostei do vandalismo e de pessoas terem se machucado….mas o que eu senti ali, aquela adrenalina e empolgação que o ~perigo causa, eu amei =x

 

O Brasil acordou…parece que vai continuar ~acordado, mas eu, eu mesma tô de preguicinha na cama mesmo!

Sobre morar no Erre Jota

Então, meu Inferno Astral foi uma experiência dolorosamente maravilhosa. Apanhei, sobrevivi e aprendi muito.

 

Mas aí, como já tinha comentado aqui antes, esse ano vim morar no Rio de Janeiro por nenhum motivo especialmente válido. Vim estudar, jogar roller derby, dar um tempo de Manaus… essas coisas.

Fato é que já estou aqui há mais de 30 dias. Sobrevivendo. E não tenho feito muita coisa além de almoçar em Copacabana e ir pros treinos.

Decidi escrever hoje porque parece que as coisas vão começar a andar. Meu patins novo chegou e ontem foi usado pela primeira vez (estou me sentindo um pouco Bliss/Babe Ruthless) e hoje foi a minha aula inaugural da pós. Uma das melhores coisas da vida: descobrir o que você realmente gosta e ir atrás. Tive a certeza de que quero organizar eventos hoje, quando encontrei gente que parece comigo, e que levam realmente a sério o que muitos acham que qualquer um pode fazer a qualquer hora e em qualquer lugar. Vi as matérias que vou estudar e nunca me empolguei tanto em me comprometer com alguma coisa. Sei lá, foi só a aula inaugural, mas eu sinto que tô no caminho certo.

Fora isso, o Rio de Janeiro continua lindo. Queeeeente demais, fresquinho a noite, festa todo dia (não que eu vá né), gente linda e simpática de um lado, gente mal educada e feia do outro, a praia sempre em algum lugar que eu não vou. Ainda me falta um pouco de coragem (de vencer a preguiça) pra ir me aventurar por aí, mas já é perceptível o quanto já melhorei, visto que agora tô naquela vida de andar/ônibus/metrô.

Volto aqui pra falar de coisas mais interessantes. Por enquanto só queria dizer mesmo que SIM, eu vim, estou vendo e vencerei (o erre jota).

e mais Gringos

Continuando…

O voo pro Rio foi….tenso. É o que eles chamam de Red Eye, aquele voo da noite. E eu tive que sentar na poltrona do corredor, ou seja, nenhum bom lugar pra encostar a cabeça. Fora que o pouso foi o mais tremido da minha história. Chegamos umas 6 e pouquinho e fomos direto pro albergue, o CabanaCopa (haha). A primeira coisa que reparamos foi a ladeira pra chegar lá, mas acabou que o albergue é bem localizado. O ruim foi a gente chegar lá e não ter ninguém na recepção, porque não é 24hr. Aí, quando deu 8h, chegou o moço da recepção só pra dizer que a gente só ia poder fazer check in as 14h. Deixamos as malas lá e fomos pra praia de Copacabana dar um tempo. Ficamos num quiosque quase em frente ao Copacabana Palace. E foi água de coco e muita conversa até 13h, quando decidimos que já era hora de voltar. Fizemos o check in e dormimos a tarde toda!

Acordamos quase 19h e enrolamos pra nos arrumar pra sair. A intenção era ir comer algo. No nosso dormitório, era nós três mais uma roommate, que até hoje não sabemos o nome porque não entendemos quando ela disse. Depois de prontos, ela disse que conhecia um lugar perto onde poderíamos comer. O lugar era perto da praia, e tinha muitos gringos lá, assim como muitas ladies of the night (como a tiffany as chama). Comemos e logo voltamos pro albergue. De lá, resolvemos ir pra Lapa, que era o que o Shawn achava que ia bombar. Fomos e voltamos antes das 2h da manhã. Tenho quase certeza de que o lugar onde fomos é o mesmo onde gravaram cenas de Amanhecer =x

No sábado, acordamos 8 e pouquinho, tomamos café, banho e nos arrumamos. O passeio do dia era o Big Jesus (apelido que o Shawn deu pro Cristo Redentor). Chegamos lá quase 11h eu acho. Ao invés de pegar o bondinho, fomos de van mesmo. Esperar naquele sol pra quê?! Gringos fazendo sucesso, galera da van curtindo conversar com eles. Fomos no mirante Santa Marta e depois no Big Jesus. Haja escada no sol do meio dia hein…O melhor de tudo foi a volta…quando um bêbado decidiu falar com a gente. Eu fingi que não falava português pra ver se ele ia embora. Ele pegou o mesmo ônibus que a gente e fez a galera de lá rir e se estressa. E no final deu tudo certo. De noite, decidimos ir pra uma ‘boate’, a Casa da Matriz, que eu já tinha ouvido falar e que parecia ser boa. Antes de ir, tentamos ir na Pizza Hut, mas tava lotada, acabamos indo no Informal, um boteco na mesma rua. Saímos de lá um pouco mais 00h. Não sei que horas chegamos na Matriz, mas tinha pouca gente. O que de certa forma era bom.O alto da noite foi um cara de barba meio que ‘dando em cima’ da Tiffany, basicamente esfregando a barba dele no braço dela. E a gente na pista de dança, também foi legal.

No domingo, a gente tinha que mudar de quarto cedo, porque a nossa reserva era até domingo, e ai decidimos continuar no mesmo albergue. Acabamos indo pra um dormitório de 9 pessoas. Dormimos quase a tarde toda de domingo. No finalzinho, fomos na feirinha hippie em Ipanema. Depois fomos tomar água de coco na praia e caminhar. Na volta, jantamos na Domino’s e fomos pro albergue. O Shawn ainda saiu depois, com nossos roommates.

Na segunda de manhã, o Shawn ficou dormindo e eu e a Tiffany fomos ao Pão de Açucar. Tava nublado, mas dava pra ver bastante coisa. Voltamos pro albergue, o Shawn tava acordado. Decidimos ir pra praia. Ainda estava meio nublado. Ficamos na areia por quase uma hora, pois o sol começou a aparecer. A Tiffany e Shawn ainda conseguiram entrar no mar, mas eu só molhei os pés mesmo (frio do inferno). Comemos no Copa Lima, um daqueles lanches que vendem sucos MARAVILHOSOS perto do albergue. Tomamos banho, trocamos de roupa. Já tinha comentado que iria pra Casa da Matriz mais tarde, pois um amigo meu ia discotecar lá. Decidimos que antes iríamos pro Shenanigan’s. Ótima escolha, simplesmente adoro aquele lugar. Guinness e Heineken fizeram minha felicidade. Voltamos de lá um pouco depois das 21h. No albergue, o Shawn e a Tiffany felizmente decidiram ir comigo mais uma vez na Matriz. Sempre que um roommate entrava no quarto, perguntava o que a gente ia fazer, aí o Shawn dizia que a gente ia pra Casa da Matriz. Todo mundo se empolgou, apesar da gente avisar que lá era diferente, alternativo. No final acabou indo eu, Shawn, Tiffany, Tushie (um cara da Australia), o cara de Israel, o Alemão e a Emma Stone (Stephanie, eu acho, mas parecia muito a Emma Stone). A noite foi bem divertida. Mas parece que a Emma Stone passou mal, aí o cara de Israel e o Tushie voltaram cedo com ela. Não muito depois eu, a Tiff, o Shawn e o Alemão voltamos também.

Na terça, hora de dar tchau. Acordei meio enjoada, não tomei café direito. Tive que acordar a Tiff, porque ela precisava fazer check out também. Fiquei conversando com eles enquanto tomavam café, até meu táxi chegar. Foi uma despedida estranha. Não consegui me prolongar nem dizer muita coisa, porque realmente não sabia o que dizer. Mas tive e tenho a impressão de que essa com certeza não vai ser a última vez que encontrarei os dois!

Gringos

Que ano que foi 2011! Ano novo na Times Square, aniversário na presença da banda favorita do momento em NYC, viagem pro Chile, conhecer pessoalmente um grande amigo da internet, promover meu primeiro evento…. e a última aventura do ano foi passear por aí com amigos gringos.

Tudo começou quando um dia eu tava no FB e tinha uma mensagem de uma ‘amiga’ Tiffany, do Canadá. Na verdade, ela é professora na escola onde eu fui fazer intercambio. Ela não chegou a ser minha professora, mas acabamos nos aproximando muito por lá. E no último dia de aula, ela disse que queria vir ao Brasil, e conhecer os tais ‘pink dolphins’ que eu tinha comentado.

Aí, fui ler essa mensagem que ela deixou no FB. Simplesmentia dizia que ela ia casar em Agosto e estava pensando em passar a lua de mel na América do Sul no final do ano. Achei demais, fiquei super empolgada, falei que se ela viesse ao Brasil, eu iria encontrá-la e disse que se precisasse de qualquer coisa, era só falar.

Chegou Agosto. Vi as fotos do casamento e tudo mais. E ficou por isso mesmo. Em Setembro, ela entrou mandou outra mensagem, perguntando se eu podia ser o contato para o visto brasileiro dela. Foi ai que eu realmente passei a acreditar que ela estava vindo realmente.

Depois de um tempinho e mais algumas mensagens trocadas, as datas foram lançadas. Ela iria para o Peru primeiro, Machu Picchu e coisa e tal, dia 27 de Novembro, depois iria para Buenos Aires, e depois e atravessar pro Brasil em Foz do Iguaçu, pegar um avião lá e vir pra Manaus dia 13 de dezembro. Decidimos que eles ficariam até o dia 15 e aí iríamos juntos pro Rio de Janeiro, ficar lá até o dia 20.

Dia 13 de dezembro, lá estava eu no aeroporto. Logo que cheguei, vi que as tvs que informam horário dos voos não estavam funcionando, e o deles com certeza estava atrasado. Depois de várias voltas, consegui avistá-los esperando suas bagagens. Meu coração deu um salto enorme quando vi a Tiffany lá, aqui, em Manaus, o meu mundo real. Eles não demoraram muito pra sair e quando o fizeram, ela logo me viu. Abriu um sorrisão e veio na minha direção. Eu abri um sorrisão, me apressei em encontrá-la e estava prestes a dar gritinhos de felicidade, quando percebi as pessoas ao redor olhando engraçado.

O Shawn, marido dela, precisava trocar dinheiro, então a gente ficou um tempinho esperando por ele no aeroporto. Como era bom falar inglês daquele jeito de novo. Ela me contou da viagem que tinham feito até agora e coisas do tipo. Depois, fomos pro carro e decidimos ir almoçar num shopping daqui, antes de levá-los pra minha casa, onde eles iriam ficar. Fomos ao Manauara e comemos macarrão. Demos uma voltinha na Saraiva, o Shawn saiu pra fumar e logo fomos embora. Nesse ponto, eu já tinha parado de me importar com as pessoas olhando pra gente, talvez por estarmos falando inglês, ou talvez pelo fato de eles serem super altos e brancos, e ela ser ruiva. Bem gringos mesmo.

De noite, fomos pra uma pizzaria aqui perto de casa. Demos sorte porque era rodizio, tamanha terça feira. Por experiência, sabia que aquilo seria uma coisa nova pra eles, já que no Canadá, principalmente em Halifax, eles não tinham rodizios e muito menos tantos sabores diferentes de pizza. Eles se espantaram, no bom sentido.

Na quarta, eu tive que trabalhar de manhã. Na hora do almoço, fui busca minha irmã Luana, e fomos fazer o passeio do Encontro das Águas. Nunca tinha ido lá. Era tão turista quanto eles. Estava muito sol naquele dia, e quente também, mas o passeio foi super legal, tiramos foto bem no meio do encontro, fomos numa ilha ver vitória-régias e árvores enormes. Na volta, deixei a Luana na casa dela e fomos pra casa. No final da tarde, levei eles ao centro, para conhecer o Teatro Amazonas. Já tinha feito a visita lá por conta de um conhecido que veio trabalhar aqui e acabou indo comigo lá conhecer. Mais um passeio de turista mesmo. Lá na praça, tomamos sorvete e caminhamos pra ver a decoração de natal. Deixei eles em casa e fui fazer um prova na faculdade. Saí de lá quase nove e meia, cheguei em casa e perguntei se eles estavam a fim de sair pra comer. Acho que nunca saí tantos dias seguidos assim, haha. A Tiffany disse que tava de boa, mas o Shawn tava meio com fome e com cara de quem queria sair mesmo. Busquei a Luana e a gente foi pra Cachaçaria do Dedé do Parque 10, já que eram mais de 22h pra ir na do Manauara. Lá eu comi os pastéis que tanto amo. Eles comeram escondidinho e a Tiffany provou Caipilé.Saimos de lá um pouco depois de 00H30.

Na quinta, acordamos ‘cedo’. O passeio do dia era para Novo Airão, para finalmente ver os ‘pink dolphins’ ou botos cor de rosa. A cidadezinha fica a praticamente 3 horas de Manaus. Atravessamos a ponte do Rio Negro às 9h30 e chegamos lá 12h. Super fácil de achar o lugar, o pessoal lá muito simpático, vimos vários botos e tiramos um milhão de fotos. De lá, fomos almoçar num restaurante próximo, que por sinal é muito bom, visto que eles amaram o almoço (carne de sol). Voltamos 14h e chegamos em Manaus 16h30. Em casa, era a hora de arrumar as malas e ir pro aeroporto.

Essa história tem segunda parte, aguardem!