Les Revenants

Estava eu outro dia (com a minha internet e TV a cabo finalmente instalados no meu quarto novo) sem fazer nada, quando esbarrei (pela segunda vez) com uma série chamado Les Revenants. Ainda estava numa fase preguiçosa, onde tinha que assistir os primeiros epis de Hannibal e Top Of  The Lake, mas li um comentário que me fez  inverter as ordens e começar por LR:

coment LR

Pulando a parte em que ele fala sobre o tal Harry Neco (comentou que a série não é boa porque não é da ABC, NBC, etc.) esse comentário resume bem o estilo da série. Les Revenants é uma série francesa, baseada num filme, onde algumas pessoas que morreram, voltam como se nada tivesse acontecido.

Não quero falar muito da história pra não estragar a experiencia de ninguém. Mas eu gostei. O primeiro episódio é realmente um ótimo piloto, então se você não se empolgar NEM UM POUCO com a história, é muito provável que a série não vá lhe agradar. Mas se você for como eu, que adora uma história com certo clichê, mas com elementos novos e criativos, se uma ótima fotografia e trilha sonora fazem diferença pra você…então dê uma chance.

A abertura em si já é uma boa prova do que é a série:

Nunca fui muito fã de francês por falta de contato mesmo, mas depois dessa série, comecei a admirar bastante a língua. Fora isso, separei umas imagens pra ilustrar outros motivos que me fizeram gostar da série. Essa primeira são os nomes dos epis (a primeira temporada só tem 8 episódios) que são também nomes de alguns personagens.

LRepis

Tem também os atores, como a Jenna Thiam, que além de me lembrar a Rachelle Lefevre, é uma das principais,

LRlena

o Pierre Perrier (gatiiinho, desculps)

LRSimon

e a menininha que me lembra a Emma Roberts.

LRfilha

E um último detalhe, a trilha sonora:

LRmogwai

Ali no cantinho….viram? Mogwai faz a trilha sonora da série. Não sei se vocês conhecem a banda, eu conheço superficialmente, e gosto. A trilha então, achei fantástica (combinou muito com o tom e o estilo da série). Clicando aqui você pode ler a review do album pelo Pitchfork (além de um breve resumo da série, que o Pitchfork diz ser um drama ‘lindamente sutil’ sobre ‘zumbis que não são maníacos por carne’ numa cidadezinha ‘irmã de Twin Peaks’). E clicando aqui você pode encontrar o album para download 😉 E aaaah, quase ia esquecendo, AQUI você encontra os episódios pra baixar =)

Anyway, espero que essa série seja tão boa na segunda temporada (que eu não sei quando estréia, mas provavelmente só em 2014) quanto foi na primeira!

Ah, e de bônus, aqui vai o link de uma matéria sobre o sucesso da série (e sua exibição em diversos países): http://veja.abril.com.br/blog/temporadas/tag/les-revenants/

 

Se alguém aí assistir, deixa sua opinião aí ;D

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Homeland mandando ver

ATENÇÃO, MUITOS SPOILERS ABAIXO

 

Sinceramente, estava apreensiva com a segunda temporada de Homeland.

Sabia que a Carrie não iria mais fazer parte da CIA, mas já tinha lido que ela estaria envolvida em alguma coisa. Óbvio, já que sem emprego ou qualquer função mais importante, a série não teria muito pra onde ir. Quase acreditei no começo que a importância dela seria apenas aquele tipo de coisa de “ir em Beirut caçar informações com alguns informantes que só confiam nela”, mas quando o Saul achou (muito sagaz e misteirosamente) um cartão de memória com a confissão do Brody (WHAT????) no meio do que a Carrie conseguiu pegar, as coisas realmente começaram a melhorar.

Veja você, eu tenho um problema com séries que avaçam rápido demais. Homeland é exatamente assim. Primeiro, Brody e Carrie se pegaram logo na metade da primeira temporada. Aí quando a operação investigar o Brody começou, eu rezei pra essa ser a principal linha de história da segunda temporada. Mas claro que isso não ia acontecer. Eu até desconfiei e fiquei com medo, achando que essa temporada estava fadada ao fracasso por falta de história tensa pra desenvolver. E então, quase no meio da temporada, Brody é capturado e vira um agente duplo. Ok, era algo a se esperar, porém não tão cedo assim.

Resumindo a dança, Brody descobre que vai haver um ataque terrorista, descobre onde vai ser, descobre que Abu Nazir está nos States. Tudo isso no episódio do domingo passado, Two Hats. Mas como é possível perceber, o nome do episódio não condiz com essa linha de eventos, até porque a grande sacada do episódio nem foi tentar deter o ataque terrorista do Nazir. Foi descobrir que Peter Quinn, o tal analista que o Estes fez questão de coordenar a operação do Brody, tem outra agenda (digo, objetivo) assim como parece ter também o Estes.

E é aí que a gente sabe que pode confiar numa série como Homeland. É claro que ela tem defeitos (até hoje não consegui engolir o lance do cartão de memória, apesar de estar grata por tudo aquilo ter acontecido), mas mesmo avançado vários sinais na história, ela ainda consegue desenvolver histórias ainda mais tensas em momentos bem oportunos, e que muita gente não teria desconfiado.

Mas o motivo desse post aqui foi apenas para dizer que eu sinto TANTO por ter desconfiado do Saul. Sério, sempre achei que ele, por mais fofo e sábio e brother e qualquer coisa boa que ele aparentasse ser, trairia a Carrie, a CIA, e os EUA de algum jeito. É claro que ele ainda não está fora de perigo, mas depois do que ele vem fazendo, é difícil acreditar que ele é do contra. E se ele for, acho que vou ficar mais decepcionada ainda do que não ter confiado nele.

Brasil

Achei que nunca fosse falar de copa aqui. Mas cara, twitter é uma coisa tão bizarra, que de tanto ver maninho falando ‘ brasileiro que é brasileiro é patriota 24/7’ que eu me pus a pensar.

Olha, eu realmente não sei quem sou. Costumo falar MUITO do Brasil, mts vezes mal… E não é segredo que sempre falo que vou morar fora, que nasci no lugar errado. E pior, EU NÃO CURTO FUTEBOL CARA! Não sei as regras, os nomes do jogadores…

Sou o que as pessoas no twitter chamam de ‘patriota sazonal’. Sim, porque assisti aos jogos do Brasil e torci por ele. E daí????? Não posso torcer pro Brasil na Copa porque não gosto de futebol e falo mal do país que nasci uma vez ou outra??? Coisa de mané.

E ainda tem aqueles que falam 89374239874398423 vezes que ODEIAM futebol, mas tão sempre comentando sobre o assunto…e pior, sempre deixando CLARO que NÃO curtem. Ai twitter…

Anyway, Brasil perdeu, meu coração doeu. Passou. Continuo morando aqui, odiando mil coisas e amando outras mil. Torcerei de novo na próxima copa. Até lá, continuo vendo meus filmes e seriados no meu cantinho.

E ainda torço pra Alemanha ganhar ekekekekekekekekke

Up In The Air

Então, cont. do post passado, vou falar mais um pouco de Up In The Air (Amor Sem Escalas),

Então, se você ainda não viu o filme e não curte que eu te conte tudo antes spoiler, não leia mais. CORRE. Ou então, continua!

Começo com a minha tradução da quote de ontem:

O quanto sua vida pesa? Imagine por um segundo que você está carregando uma mochila. Eu quero que você coloque nela tudo o que você tem na sua vida… comece com as pequenas coisas. As pratileiras, os armários, depois você começa a colocar as coisas maiores. Roupas, utensílios de mesa, lâmpadas, sua TV… a mochila deve estar começando a pesar agora. Você continua colocando coisas maiores. Seu sofá, seu carro, sua casa… Eu quero que você coloque tudo dentro da mochila. Agora eu quero que você a preencha com pessoas. Comece com conhecidos, amigos de amigos, pessoal do trabalho… e depois você passa para as pessoas que você confia os seus segredos mais íntimos. Seus irmãos, suas irmães,seus filhos, seus pais e finalmente seu marido, sua mulher, seu namorado, sua namorada. Você coloca eles dentro da sua mochila, e sente o peso dela. Não se engane, seus relacionamentos são os componentes mais pesados da sua vida. Todas aquelas negociações, argumentos e segredos, os compromissos. Quanto mais devagar nos movemos, mais rápido morremos. Não se engane, se movimentar é viver. Alguns animais foram feitos para carregar uns aos outros e viver simbioticamente ao longo da vida. Cisnes monogâmicos. Nós não somos cisnes. Nós somos tubarões.

Falando um pouco do filme. Como disse, me parece que muita gente não gostou ou achou medíocre. Outros, que gostaram, ou foi pelo final não-tão-feliz ou foi…sei lá…pelo George Clooney. Admito que o final foi bem mais legal do que eu esperava. É o tipo de ‘fim’ que deixa margens pra interpretação. SIIIIM. Muitos podem achar que o Ryan vai mudar de vida, que mesmo com a decepção amorosa, ele vai passar a dar mais valor pra família e tentar ter uma vida ‘normal’ . Eu sou do time de pessoas que acham que não. Prefiro acreditar que esse filme tem uma ligação com a realidade e ele vai continuar na mesma, que nem sempre uma decepção amorosa ou algo do tipo pode mudar tudo. Primeiro porque eu acho o estilo de vida dele muito bacana. Viver viajando de primeira classe não me parece nada mal. E trabalhar demitindo pessoas por aí não me parece um preço tão caro a pagar. Sem falar que ele tem o dom pra isso, ele sabe o que tá fazendo e acaba trazendo um pouco de…. compaixão¿…pro ofício.

Outro comentário que andei ouvindo sobre esse filme foi de que ele é imaturo. IMATURO, sério¿ Assim, ele me parece egoísta sim, quando não aceita ‘de primeira’ a ideia de mudar o modo como seu trabalho é feito ( do cara-a-cara para o mundo virtual). A primeira coisa que pensei quando ele criticou a ideia da novata Natalie (Anna Kendrik, excelente nesse papel!)  foi: HAHA, tá frescando só porque vai perder as viagens. Mas aí eu ouço os argumentos dele e penso: num mundo tecnológico como o de hoje, toooodooo mundo adora internet, mas sabe que NADA substitui o cara-a-cara. Ainda mais nas situações delicadas, como demitir alguém. Isso se você tem alguma consideração com os sentimento dos outros, claro. Mas imaturo o Ryan não é não. Ele não é compreendido, isso sim. O cara quer viver a vida dele, do jeito que ele quer e gosta, colecionando milhas

Oi eu tenho 10.000.000 milhas e um cartão VIPASSO hehehe

e viajando por aí. Eu entendo completamente. Não é porque o cara quer viver sozinho que ele é imaturo oras! CLARO que , em algum ponto, ele vai sentir falta de alguém pra conversar e eventualmente vai fazer algo a respeito. Normal. Mas sei lá, não vejo nada errado na vida dele não. Ainda mais porque super concordo com a ideia principal da ‘Teoria da Mochila’. Quem se move devagar aproveita menos a vida. Certas questões envolvendo relacionamento atrasam SIM a vida. Mágoa, ressentimento e coisas ruins, por exemplo. Isso é o que acho que pesa mais na mochila. E se você tem o espírito aventureiro como eu e o Ryan, você sabe que não dá pra se prender à sua família e amigos e querer conhecer o mundo ao mesmo tempo, né¿  Conheço muita gente assim!

No final, aquele belo tapa na cara: quando ele acha que tá na hora de dar uma chance ao amor e que encontrou a pessoa certa pra isso, ele estava errado. Achei válido. Tava muito bom pra ser verdade!!! E lá foi ele, seguiu a diante com sua vida. Bem legal mesmo! Alguém acha que não¿ Sério, me diz porque esse filme não é legal!

Minha opinião é essa aí e como sempre, estou disposta a mudar de ideia dependendo dos argumentos. Ou seja, até segunda ordem, Jason Reitman

é o cara o/