O Doctor e eu

Hoje eu vou contar a história de como Doctor Who entrou na minha vida, mudou ela e ainda me deixou um pouco (mais?) nerd.

Um belo domingo estava eu em casa verminando na cama. Era o final de semana da WFTDA Championship (campeonato de roller derby dos states). De repende a Jana me liga e diz que Carol está na casa dela e elas vão assistir a final lá e me chama pra ir. Por um milagre divino, eu consigo deixar minha preguiça de lado por 10 segundos, que foi o tempo suficiente pra levantar e decidir ir.

Sem enrolar, cheguei lá depois de horas, assistimos a final, a Jana ainda tinha que pintar o cabelo da Carol e a gente não tinha nada pra ver. Foi quando finalmente disse: ACHO que vou começar a assistir Doctor Who. Aí as duas, sendo super fãs da série, falaram SIIIM COMEÇA POR FAVOR O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO NA SUA VIDA QUE AINDA NÃO VIU BLA BLA BLA. Aí aproveitamos pra começar a ver lá.

O detalhe (super importante) foi por onde começar: Carol me aconselhou a começar a ver pela quinta temporada, exatamente quando o ~décimo primeiro Doctor (Matt Smith) “chega”. E aí eu fui assistindo, primeiro a quinta temporada, depois a sexta, depois voltei pro começo, primeira, segunda, terceira, quarta temporada e por último, a sétima. Não sei explicar exatamente, mas assistir nessa ordem faz com que você veja a série de uma perspectiva muito diferente, principalmente na fase que o Moffat (roteirista e produtor) começa a escrever mais (quinta temporada). Muita coisa foi diferente pra mim, e de uma certa forma foi mais fácil de gostar, principalmente porque comecei pelos efeitos especiais legais e quando tive que voltar pro começo, onde os efeitos não eram essas coca cola toda, já tava presa pela história (fora que é sensacional poder uma série na ordem trocada e não ficar 100% perdida).

Foi assim que eu comecei a ver Doctor Who e me apaixonei. Aí também resolvi comentar meus episódios favoritos (sem dar muito spoiler).

Não vou colocar nenhum da primeira temporada, nem segunda, porque mesmo apesar ter adorado o Christopher Eccleston como o nono Doctor e ter curtido a Rose como companion dele e do Tennnat depois, eu resolvi focar nos que a história dura mais (fora os twists e importância deles na vida né).

– The Impossible Astronaut

Acho que esse deve ser meu episódio favorito. A história em si é bem intrigante e importante pro futuro, mas o que eu mais gosto mesmo é esse cenário maravilhoso que é o Lake Silencio em Utah. O local é fictício, mas essa paisagem deve estar por aí. Fora isso, apresenta um dos meus vilões favoritos, os ~Silence/Silent (Silêncio).

– A Good Man Goes To War

Esse episódio revela um dos maiores segredos da série. Aposto que muita gente já tinha sacado ele antes. Nem sei dizer ao certo se pela ordem normal dos episódios, dava pra ter sacado, mas como vi meio trocado, realmente foi um mind blown pra mim. Outra coisa muito linda no episódio (fora a história por traz da tal guerra e tudo o que é revelado) é o poema que resume bem o episódio:

“Demons run when a good man goes to war/ night will fall and drown the sun/ when a good man goes to war/ friendship dies, and true love lies/ night will fall and the dark will rise/ when a good man goes to war.”

–  Blink

Os Weeping Angels (Anjos Chorões/ Anjos Lamentadores) são outros vilões que eu amo. Eles são estátuas que só atacam quando você não está olhando pra elas. O primeiro episódio que eu vi sobre eles foi o The Time Of The Angels/ Flesh And Stone (duas partes) na quinta temporada (que foi também quando eu vi a River Song pela primeira vez <3). Mas esse episódio aí foi a primeira aparição deles na série, além de ter contado com a participação da Carey Mulligan. Além da história dos anjos, eu gosto muito de episódio por ser um daqueles que ‘brinca/explica’ o esquema do tempo muito bem, mostrando como, de certa forma, o passado pode ser ~influenciado pelo futuro (nesse caso, como as decisões que você toma no futuro estão diretamente ligadas com eventos do passado que podem ou não já ter ocorrido no seu presente, mais ou menos HAHA) e vice-versa. BTW, achei que devia comentar que o Doctor desse é o TENnant.

– Silence In The Library / Forest Of The Dead

Mais um daqueles ‘duas partes’. Esse foi o primeiro episódio da River Song, mas pra mim foi um dos últimos, já que é da quarta temporada (a penúltima que eu assisti). A maravilha de ter assistido do jeito que eu assisti é que, enquanto maioria das pessoas não ligaram ou não prestaram atenção na River (que era uma personagem nova e apenas bem misteriosa), eu não conhecia toda a história dela, mas já tinha a visto antes e tinha ideia de quem ela era. Sem querer dar muitos spoilers, em algum episódio que ela já tinha aparecido, ela comenta com alguém que a história dela e do Doctor é bem interessante, que eles vivem a vida meio que ao contrário, no sentido de que ele tá avançando e ela tá meio que voltando. Não posso falar mais que isso, mas pra quem já assistiu a série, pode imaginar como é ver esse episódio já sabendo de tudo (quase que como pela própria visão da River) ;~~

– The Angels Take Manhattan

Eu fiquei empolgada quando fui ver esse episódio porque né, amo NYC. Imagina o Doctor, a Amy e o Rory na minha cidade favorita. Pois é, era só isso que eu pensava. Quem acompanha a série sabe do que episódio se trata, e mesmo ele tendo passado há um tempo, eu prefiro não comentar sobre o seu grande tema (que também foi um MIND BLOWN mt forte, apesar da Carol ter comentado sobre ele antees {e eu não saber que esse episódio específico era o que ela tinha comentado}) Anyway, o melhor que eu posso comentar do episódio sem falar muito da história dele é que a estátua da Liberdade vira um Weeping Angel!!!

Eu podia falar BEM MAIS TIPO PRA SEMPRE de Doctor Who, mas por enquanto é só isso mesmo. Ano que vem tem temporada nova, Doctor novo, e quem sabe mais tempo pra vir falar mais coisas aqui hehehehe.

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Tudo novo de novo

E mais um ano começa.

2013

Rolou boatos de que esse ano não chegaria. E chegou. De boa até. Se 2012 foi bom, com notão no TCC, fim de faculdade, altas viagens (NYC <3) e shows, 2013 será melhor. Mais posts? Chega de prometer isso né? Mas que o ano parece ser promissor, isso sim.

Depois da breve experiência de morar fora por seis meses no intercâmbio pro Canadá, agora é a vez de morar no Rio de Janeiro, por um ano. É claro que a coisa é bem diferente dessa vez, não é tão longe, nem frio e nem vou precisar falar inglês 24/7. Mas o que vale é o que importa. Morar ‘sozinha’ (na casa de parentes que eu não conheço) numa cidade diferente e maior, estudar, trabalhar… as coisas estão ficando sérias.

Mas não vim falar exatamente sobre isso.2013 tem apenas 16 dias de idade, mas pra mim os bons momentos já começaram. Já li livro bom, vi filme legal e até acabei me convencendo a ver outras séries aí.

Livro: Sombras da Noite – Stephen King

Esse é um dos primeiros livros de contos (se não o primeiro) do Stephen King. Eu adoro história de terror, mas tenho uma certa dificuldade de acompanhar histórias muuuuito longas. Descobri que contos eram perfeitos pra mim quando li 20th Century Ghosts, o livro de contos do filho do King, o Joe Hill ❤  Daí, ano passado, quando eu estava alone em SP, vi um video de uma palestra do Stephen numa faculdade, e aí alguma coisa despertou em mim e eu reconheci o que eu estava perdendo não lendo mais das obras dele. Sombras da Noite é um ótimo livro, até porque tem os contos mais famosos dele, como As crianças do Milharal, Mangler e ‘Salem’s Lot.

Filme: Pitch Perfect

Primeiramente, devo dizer que adoro Moulin Rouge, Nine e Burlesque, mas não sou fanzona de musicas. Odeio Glee. Mas Pitch Perfect é outra coisa. Tudo começou quando eu me apaixonei de vez pela Anna Kendrick, logo depois da primeira vez que vi Up In The Air. Daí assisti Elsewhere e What to Expect When You’re Expecting. Ainda tenho um certo caminho a percorrer na filmografia dela (que infelizmente não é tão grande). E decidi assistir Pitch Perfect por esse exato motivo. Tinha ouvido dizer que não era essas coca cola toda, mas pra mim foi uma boa de uma coca gelada (sdds refrigerante!). Como disse David Letterman, a assistida vale por, no mínimo, isso: Anna Kendrick being Awesome with the cup.

Série: The Carrie Diaries

Eu nunca assisti Sex And The City. Primeiro eu tinha um preconceito bobo com séries too girly. Depois, foi passando, novas temporadas, aí acabou. O filme eu vi, mas só o primeiro. Acontece que agora mais do que nunca tô numa fase TOO NYC, então quanto mais séries ambientadas lá, melhor! Bom, TCD (The Carrie Diaries) só tem o piloto lançado, mas devo dizer que já curti, apesar de ser girly e tudo mais. Mas tem o Austin Butler e é ambientada nos anos 80! E com o tempo que eu vou ter pra mim por aqui, bem capaz de eu acabar vendo SatC também.

Atualizando…

Pois é, muito tempo se passou e esse é o segundo post de 2012.

Acontece nas melhores famílias.

2012 vem sendo um ano muito bom, terminei a faculdade, assisti o show de uma das minhas bandas favoritas, conheci uma cidade nova dos EUA (Chicago), assisti a um jogo de Roller Derby, conheci minha atleta favorita lá…E ainda faltam dois meses e uns quebrados pro ano acabar.

Vamos ser mais específicos. Terminei a faculdade em junho. Tirei 9.8 no meu trabalho de conclusão de curso. Pra ser sincera, foi só ai que o ano realmente começou pra mim, nem lembro o que aconteceu nos meses antes (só a agonia de terminar o trabalho). Aí em agosto fui pra Chicago, pro Lollapalooza. Assisti show do Metric, Band of Skull e um pedaço do show do Jack White, entre outros tantos.

De lá, fui para minha querida NYC. Como sempre, uma aventura diferente. Dessa vez foi o calor. Cara, NYC no verão agora só por um ÓTIMO motivo, fora isso, nem rola mais. Em NYC rolou show do The Drums com Bloc Party, e rolou Roller Derby também *-*

Brooklyn Bombshells x Bronx Gridlock

Suzy Hotrod!!

Depois que eu voltei de viagem, rolou a colação de grau. Estaria oficialmente livre da faculdade. E aí foi que eu comecei a viver. Parei de dar aula de inglês, voltei a praticar Roller Derby (parei por causa do TCC =/), ver séries, ficar acordada até tarde, sair todos os dias…

E agora tô aqui, ainda aproveitando essas férias. Acho que até ano acabar, ainda volto aqui pra falar do mundo de séries que tô vendo =D

um pouco de nyc love

Eu tenho uma prova pra estudar, mas vim aqui rapidinho postar uma playlist.

 

Essa talvez seja uma playlist bem variada, considerando que eu ultimamente só ouço música calminha… Anyway, isso aqui é pra dar um gostinho do cenário musical de New York City!

1. Greg Laswell – Comes And Goes

Então, o Greg é da California, mas eu sei que ele tá morando em NYC. Por pouco não devo ter esbarrado nele. Ele é bem conhecido de gente que se amarra em trilha sonora de série, especialmente de Grey’s Anatomy. Ele deve ter bem umas cinco músicas fazendo parte da OST. Essa é uma delas.

2. Sharon Van Etten – For You

Essa linda é do Brooklyn, como grande maioria das bandas de NYC. Eu vou admitir que soube da existência dela por causa de Lost In The Trees (LITT). Super vale dar uma conferida nela.

3. Harper Blynn – Bound to Break

Outra banda conhecida por meio de LITT. São super gente fina e eu ainda fico deslumbrada com a diversidade dessa banda. Quatro caras diferentes que se dão bem, cantam pra caramba e fazem música feliz. Adorei.

4. Suckers – Before Your Birthday Ends

Banda animadinha. A primeira vez que eu ouvi essa música, fiquei assustada. Tipo achei o vocal meio suspeito. Mas na terceira vez já tava acostumada. “Brooklyn’s Suckers are a bright new pop band that makes music that reflects the pleasant, easy-going side of life” , palavras do Oh My Rockness.

5. Tony Castles: Black Girls in Dresses

HAHAHA. Não conheço muuuuito essa banda, e essa música é legal, nada demais. Mas esse video, puxa vida.

6. The Albertans – Marie

Projeto novo de Joel Bravo. Música popzinha, não é muito meu forte, mas achei bem legal, comparado ao pop maciço de hoje em dia.

7. French Horn Rebellion – This Moment

Outro HAHAHA. Sempre tive uma queda, um abismo por flashback. Se duvidar eu até danço. Acho que por isso essa música tá aqui. Não é flashback, mas é algo recentemente bom.

8. Savoir Adore – Sarah’s Secret

Banda bonitinha. Começou com duas pessoas, Deidre Muro nos teclados e Paul Hammer na bateria. Agora são seis. Escolhi essa música em particular por causa do video *-*

9. Elizabeth and The Catapult – Taller Children

Claro que não podia faltar ela. Esse clipe é tão legal! Já comentei dela aqui uma vez. Cheguei a conhecê-la esse ano. Ela disse que eu provavelmente sou a única fã brasileira dela. HAHA.

Aí vai um brinde, Elizabeth Ziman e Greg Laswell:

E mais uma coisinha, queria indicar esse site pra vocês, o NPR.org, uma organização de midia muito legal. Sério mesmo. Eles tem o chamado Tiny Desk Concerts, que literalmente quer dizer ‘Concerto numa pequena mesa’ … aqui vai alguns pra vocês:

Esperanza SpaldingIron And WineAdeleLuisa MaitaSeu Jorge!!!Rodrigo y GabrielaThe Avett BrothersThe Tallest Man On Earth e e e e e e e e e e e Lost In The Trees

Enjoy!

Aventuras: do programa de domingo.

2 de Janeiro de 2011.

Sábado até que tinha sido produtivo, muitas andanças e a vontade de comprar o tal do Ipod. O Diego tinha decidido ir no voo da tarde, das 5 horas, então ele ainda tava por lá. Ele ainda tinha uns 80 dólares no cartão dele que ele queria torrar antes de voltar. Luciana ainda tinha compras pra fazer, além de ter que comprar nossos ingressos pra Broadway, que a gente não conseguiu na noite anterior. E eu fui porque tinha uma missão a realizar. Inês ficou no hostel porque tinha uma trabalho pra terminar.

Pegamos o metrô, decemos perto da Macy’s. Era a primeira parada, mas a loja ainda estava fechada. Fomos ‘tomar café’ no Burguer King (eu não, já tinha comido alguma coisa antes de sair). Depois de lá, passamos em frente a Macy’s de novo. Ainda fechada. Do outro lado da rua tinha a H&M. Decidimos ir lá, pois o Diego se apaixonou pela loja e queria torrar seu dinheirinho lá.

Não sei porque estava com um impulso de não comprar muita coisa. No fundo, acho que queria comprar roupas no Canadá mesmo, sei lá. Sei que fiquei olhando enquanto esperava a Luciana e o Diego. Comprei maquiagem e esmalte, bem baratos por sinal. Já eram quase 11 horas quando os dois terminaram. A Luciana ia voltar pra Macy’s, o Diego ia atrás de alguma coisa pra Olívia e eu tinha minha missão. Dei o dinheiro pra Luciana comprar meu ingresso, me despedi e parti.

A minha missão, poucos sabem, era ir fazer minha tattoo. Eu tinha até então três tattoos. A primeira, um camaleão feito aqui em Manaus. A segunda, um floco de neve com ondinhas meio tribais, feita em São Paulo. E a terceira, uma frase invertida, feita em Halifax. Daí, quando estava pensando em ir pra NYC, de repente notei que cada uma das minhas tattoos foram feitas em cidades diferentes. Pronto, tinha que fazer uma lá também. Escolhi fazer a skyline de NYC em uma moldura. Tinha uma frase pra acompanhar também, mas não fiz. Talvez eu adicione depois.

Anyway, voltando. Meu appointment tava marcado para 12:00. Ainda eram 11horas. Fui tentar tirar dinheiro. FAIL. Fiquei uns 20 minutos na frente do lugar.

NYC

Desisti. Fui andar um pouco. Encontrei uma loja de roupas baratas, a Rainbow. Achei lá minha jaqueta/casaco pro frio (aqueles meio acolchoados) e uma bota que não era que nem minha bota de combate, era uma melhorzinha, de salto (super baaaaaixo), estilosa. Paguei 31 dólares pelos dois. APENAS.

Saí da  loja e ainda faltavam 15 minutos pro meio dia. Fui andando de volta e fiquei esperando novamente. ARRÁ, um carinha desceu a escada, abriu a porta, perguntou se eu era ‘ betty’s noon appointment’ e falou pra subir. Cheguei lá em cima, lugar legal, estiloso, arrumado. Minha tatuadora, Betty Rose,

já estava lá e foi logo me atender. Super simpática, atenciosa. Bem, até a hora de ir fazer a tattoo. Sei lá, ela foi legal, mas na hora da tattoo ela simplesmente esqueceu que eu estava ali. Mal falava comigo. Anyway, no final ela voltou a ser super simpática e tudo mais.

A foto da tattoo realmente eu não tenho. Então fica pra próxima.

Depois de quatro horas, eu saí de lá ainda na esperança de ir em outra Best Buy e comprar o Ipod. Quando ia entrar no metro, a Luciana sai de lá. Sabe essas coisas que acontecem uma vez na vida, outra na morte? Pois é, encontrar alguém no metro sem nem ter combinado nem nada, e em NYC! Voltamos pra ‘casa’ juntas. Perguntei do ingresso e ela começou a falar da fila mimimi blablabla ela queria ver mamma mia, na fila tavam falando de um tal de american idiot mimimi blablabla, chegou na vez dela esgotou… Resumindo, não sabia pra qual musical ela tinha comprado o ingresso.

Sei que chegamos cinco minutos atrasadas lá porque ainda tentamos ir na loja de brinquedos F A O Schwarz. Ah, fomos ver o American Idiot, musical baseado/escrito/sei lá mais o quê pelo Green Day ( leia-se Billie Joe).

Olha, pra quem não esperava nada, o musical foi bem legal. Atores bonitos, musicas legais… Até cantaram Wake Me Up When September Ends… EU RI. Sem falar, claro, que com a nossa super sorte, naquela noite o próprio Billie Joe tava lá. Engraçado foi que entrou um cara no palco, a galera começou a gritar. Eu e Luciana nos olhamos tipo WTF. Depois de uns 10 minutos, TCHANRAN…

‘Luciana, AQUELE é o BILLIE JOE!’ repeti umas cinco vezes isso. E era mesmo.

Ache o Billie na foto. Dica: ele está acordado.

 

Tanto era ele que no final do Musical, lá fora, tinha uma penca de gente esperando. Eu até quis ficar lá e ver ele sair, mas tava muito frio e a gente tava cansada. Mas valeu os 67 dólares pagos.

Até mais!!!

Aventuras: do dia seguinte.

Voltei, por isso os posts nem são mais made in canada =(

Anyway.

Dia 1° de Janeiro de 2011.

Dia seguinte. Bom, eu acordei maravilhosamente bem às 11 e pouquinho. Levantei, me arrumei, desci. Encontrei o Diego no lounge com uma cara de acabado, mas ele tava acordado. Opa, vamos sair. Decidimos que iríamos fazer compras. Sim, minha gente, Diego curte fazer compras!!

Antes de sair, lembrei que em alguma parte do dia anterior a Luciana tinha comentado que queria ir ver alguma peça na Broadway. O Fantasma da Ópera. Meus olhos brilharam. Achei que só faria isso se um dia eu chegasse a ir pra NYC com a Larissa, até acho que
comentei com ela isso. Mas ali estava minha chance de ouro de fazer mais coisas legais.

Então fui no quarto das meninas e bati de leve. A Inês atendeu e tava com uma cara de sono ferrada. Falei pra ela dizer pra Luciana me esperar pra ir comprar os ingressos pro Musical. Missão cumprida, Inês voltou a dormir e eu e Diego saímos.

A ideia era ir na Century 21, fazer umas comprinhas e depois ir no Píer 17 (eu acho). E voltar antes das quatro, pra sair de novo e comprar o ingresso. Então fomos. Pegamos o metrô, descemos na estação e fomos andar. Claro que no caminho tinha nada mais nada menos que o lugar onde ficava o World Trade Center. E não é segredo nenhum que eles estão construindo outro, maior até.

NYC

Acho legal que minhas fotos ficaram todas assim, nesse tom cinza/azulado. Esse é o inverno, minha gente. Eu com certeza prefiro as cores do Outono… Até a primavera e o verão são lindos, mas esse ar sombrio do inverno é algo assim, inexplicável, parece coisa de outro mundo. Sem falar no estilo de vida que temos no inverno. As roupas maravilhosas e que me deixam com cara mais normal (me deixam menos magra hahaha) e o ato de comprar café (no meu caso, chocolate quente) por necessidade e não vaidade ou qualquer outro motivo que leve pessoas que moram no calor da pqp a tomar café como se estivessem na Europa como querer ficar mais tempo acordado. O inverno pode ser deprimente pra muitos, eu até entendo. Os dias são escuros e sem vida. Mas uma vez ou outra acabam me arracando sorrisinhos. Adoro demais.

Depois de caminhar um pouquinho mais, chegamos lá.

NYC

Não que fosse tão longe, saímos do hostel quase uma e chegamos lá quase duas. Decidimos fazer compras por uma hora. E às três eu já estava esperando o Diego terminar de pagar. Resolvemos voltar. O Diego iria embora no dia seguinte, de manhã. Daí ele ficou comentando sobre os planos malucos dele de ir de metrô, antes da meia noite e pegar o voo dele, sete manhã.

Chegamos no hostel lá pelas cinco e as meninas estavam acordadas. Levamos uma meia hora pra sair de novo. O Diego ficou arrumando a mala e com meu Ipod, tentando consertar o dele. A nossa intenção era ir na Best Buy e em algumas outras lojas pois a Luciana e a Inês tinham coisas pra comprar e depois ir comprar os ingressos do musical.

Na saída do metrô tinha um Dallas BBQ. Resolvemos parar lá pra comer. Na falta de batata-frita, pedi uma Caesar Salad. Já tinha experimentado essa salada antes, mas NUNCA tinha visto tanta folha na minha vida. Demorei quase uma hora pra comer e nem chegou perto do final. Anyway.

Fomos andar. Andar, andar, andar. Coisa boa que é andar e não sentir o tempo nem a distância passar. Nem suar, nem cansar. Fomos na Best Buy primeiro. Olhamos câmeras, netbooks, Ipods. IPODS.

“Ipod touch 4g 32GB 300 dólares. Poxa, tá barato né?
Tá sim! Acho que vou comprar um novo. Olha só o que ele tem: (passa mil anos mexendo no Ipod).
Caramba, que lindo, eu quero. Se você comprar eu compro.
Eu vou comprar.
Ok, eu também quero. (esta sou eu, maria-vai-com-as-outras).
We want an Ipod 32Gb.
Sorry, we don’t have the 32GB. It’s Sold Out.
FAIL.”

Sim. Não comprei nesse dia, mas me apaixonei por ele e encasquetei que queria. Eu, totalmente apaixonada pela BlackBerry ( o Bold), querendo algo da Apple.Sei não hein. Andamos mais, fomos em outras lojas e eu lá, pensando no Ipod. Fomos até em outra Best Buy, mas chegamos 15 minutos atrasadas. Compraria no dia seguinte.

Chegamos na Times Square. A Luciana foi pra loja de relógio e eu e a Inês, pra de tênis. Ficamos lá por mais de uma hora. A Luciana passou lá e disse que ia em algum lugar tirar dinheiro. Resumo da história, nos perdemos. Eu e Inês ainda procuramos, mas não achamos. Fomos para casa (hahahaha). End of the day.

Aventuras: do grande dia pt 2

Hora da festa. Ela seria na 42nd Street, no AMC theatre, no coração da Times Square. Na real essa era a única festa que eu podia entrar (under 21). Acabou que as nossas amigas brasileiras, a Luciana e a Inês(que eu ainda não conhecia), iriam pra mesma festa.

A festa em si era muita onda. Num teatro, entenda por CINEMA. E tinha vários tipos de ingresso. Claro que pra mim era só um, os do under 21, que custou 25 dólares. Tinha o simples de 35 dólares para maiores (O do Diego e das meninas), que dava acesso a uma outra area, com open bar. Daí tinha mais uns de ricassos, com direito a ir pro terraço ver a Ball Drop e bla bla bla…. Sei que vi ingresso de até 350 dólares (pra grupo de 4 pessoas e que vinha com Champagne).

Anyway, deixa eu lhes dizer que ir numa festa de ano novo na Times Square foi a melhor decisão que eu fiz na vida (98% das minhas decisões dão errado). Primeiro porque a noite de ano novo é FRIA. É um frio desconfortável e você supostamente tem que aguentá-lo por pelo menos 2,3 horas, se você decidir ver o Ball Drop na rua(tem que chegar cedo pra garantir um lugar decente). Depois que você só tem acesso a Times Square propriamente dita se você tiver ingresso pra alguma festa. Sim, eles fecham a Times Square e quem for ver na rua fica LONGE.

Então, depois do passeio no Central Park, chegamos no hotel 5 e pouquinho e eu, como boa agoniada, queria partir pra festa 6 horas, já contando com os atrasos do metro, andanças, e todos os imprevistos possíveis. A Luciana disse que nem precisava ir tão cedo assim, que o metrô tava funcionando direitinho e que o portão pra festa só abria 8 horas e coisa e tal. Me convenci a sair oito horas mesmo, com eles.

Fui pro quarto, descansei uns poucos minutos, e comecei a me arrumar. Em meia hora tava pronta (sem maquiagem né, os olhos não permitem ainda x=). Eram sete horas ainda. Subi pro quarto do Diego e fiquei enrolando lá até sete e meia. Daí eu desci enquanto ele continuava a se arrumar (Diego é uma moça pra se arrumar, pqp. mas o cara tem estilo né, tenho que relevar). Enrolei, enrolei, enrolei. Dez pras oito, nada de ninguém. Fui la embaixo no lounge (que é no ‘sotão’) ver se tinha alguem por lá. Nada. Quando subi, encontrei com a Inês pela primeira vez, que já tava me perguntando se eu era a amiga do Diego e dizendo que elas já estavam quase prontas. Eu falei que era e que tudo bem, eu ainda tava esperando ele. Ela disse que quando ele descesse, a gente podia ir lá pro quarto delas esperar.

Oito horas em ponto. O Diego aparece. Esperamos uns cinco minutos na recepção e resolvemos subir pro quarto delas. Chegando lá a Inês já tava pronta e a Luciana tava terminando a maquiagem. A gente falou que ia esperar lá embaixo mesmo. Quando voltamos pra recepção, tinha uma moça lá em pé esperando. Sentamos no sofá e ficamos lá esperando. Daí entrou um pessoal do hostel falando meio alto com ela. Pelo que deu pra entender, alguem tava fazendo alguma coisa errada e ela tinha que resolver, se não era multa.

Resumindo essa história, o cunhado dela tava lá fora fumando, o que parece que não pode. HIHIHI. Ela foi lá chamar ele e depois sentou com a gente e puxou papo. Depois de algumas frases trocadas em inglês, a gente descobre que ela também é brasileira, que tava lá pra ir pruma festa no ano novo com a irmã dela, que mora em algum lugar que eu não lembro qual é agora, e é casada/namorada desse americano. Muito louco, cara. A gente ainda ficou um tempo batendo papo, tiramos fotos (cadê essas fotos agora?) E aí a gente finalmente partiu, quase nove horas já.

O metrô não demorou horrores e nem tava cheio. Não tinha muita polícia e eles nem estavam revistando ninguém por lá. Descemos na nossa estação e fomos atrás da 42nd Street. Ali sim tava o aperto. Gente pra todo lado se espremendo. Aquela coisa de show lotado sabe? E você tenta passar, avançar e as pessoas só vão te apertando mais e mais. Seria até ‘normal’ se não fosse pelo fato de eu estar usando cachecol e as pessoas começarem a puxá-lo e eu quase morrer sufocada. TENSO. Mas aí eu não morri, e a gente achou um policial, falou que tinha ingressos e ele deu um gritão pra galera abrir espaço pra gente passar *-*

Depois do sufoco, a gente teve que ir pra uma fila pra entrar. Uma fila pequena, mas que não estava se movendo. Logo que a gente chegou no final da fila chegou também um grupo de garotos. PLIM. Garotos bonitos. De primeira eu nem vi né. Mas aí depois que a gente tava nos nossos lugares, eu dei uma olhada de leve. Foi só eu me virar pra espiá-los que o menino mais próximo lança um HI. Meus olhos brilharam. Ahhh New York, sua linda. O Diego e as meninas estavam conversando um pouco mais a frente, então era tipo só eu conversando com 4 meninos. Não lembro exatamente o que a gente conversou, sei que um deles morava em New Jersey e os outros estavam visitando-o, de Chicago. Um deles parecia com o Jesse McCartney

o outro, o Brian, parecia com um garoto que eu conheço de vista de Manaus. O bonitinho que falou comigo primeiro é descendente de irlandês e o que mora em New Jersey é um alto, o Matthew. Daí as meninas se aprochegaram e todos nós estávamos lá conversando. E conversa foi e voltou e foi e voltou. Numa dessas, que as meninas estavam conversando com o Diego de novo, eu lá na minha autistando, acabei vendo movimentos suspeitos. Tentei disfarçar, fingir que não vi. Mas uns segundos depois o bonitinho que eu esqueci o nome (porque né ninguem se apresentou HAHA) virou pra mim e perguntou se eu queria. MEDO PRA SEMPRE. Olhei pra ele com a cara mais desconfiada do mundo. Ai olhei pra baixo e era Whisky HAHAHA, daqueles Brandy (sei lá, não é minha praia ok). Aí bebemos todos um pouco. Nessa altura já sabiam que eu tinha 20 anos e me chamavam de baby e ficavam tirando onda do tipo ‘ e aí vai assistir filminho de criancinha??’ (aliás, a festa sendo num cinema né, tinha filmes passando a noite toda!).

A emoção da fila foi rápida, a gente nem demorou muito lá. Entramos, eu com minha pulseira verde de criança e tudo mais. Nos perdemos deles e eu perdi um lado da minha luva (noooo, valor sentimental x=). E haja subir escada rolante. E todo mundo pedindo a minha id. Fazia tempo que eu não era de menor x= Chegamos ao piso dos de menores, várias famílias e tal, pipoca e pizza. Fomos comer. Depois disso era aquele momento decisivo onde a galera ia subir pro open bar e eu ia morrer ali vendo filmes. Foi então que as meninas disseram que tinham pulseira sobrando, porque deram outra pra elas na porta. TCHANRAN. Consegui uma pulseira pro open bar (não que eu quisesse beber, queria ir atrás dos bonitinhos). Agora era a hora de enganar a galera dos states. ADRENALINA. Naquela altura, por muita sorte, eles não pediam mais id, só pulseira, então passei de boa \o/

Lá em cima, galera indo atrás das bebidas e eu de olho pra ver se via alguém. Acabei vendo o que parecia com o menino de Manaus, o Brian, subindo pra area vip. Anyway. A festa tava legal e tal. Daí as meninas decidiram tentar subir. A gente foi atrás. Elas subiram, mas quando chegou na vez do Diego eles barraram, porque ele tava com a pulseira azul, como eu. Elas tavam com a pulseira roxa. OH VIDA. Lá ia eu morrer na praia. Fiquei um tempo com o Diego depois resolvi ir assistir um filme. PS: eram onze e pouco já. Entrei na sala, sentei, assisti um trailer. Achei que já que ia ter que ver filme, ia pegar uma bebida. Quando saí pra ir atrás do Diego com as bebidas, quem eu encontro?? Brian. A gente começa a conversar, ele me fala que tava procurando um dos amigos deles, e eu dizendo que tinha me perdido também, que as meninas tinham subido e eu não podia. Aí ele falou pra eu ir com ele, tentar a sorte. Eu fui. Ele passou na frente e quando foi na minha vez ele começou a conversar com o segurança e quando eu vi, já estava na escada rolante. URRUL. Cheguei lá em cima e as meninas estavam com os amigos dele. Aí comecei a curtir tudo de novo. Mas eram quase meia noite e cadê o Diego?! Uma olha pra cara da outra. A gente decide descer. Lá embaixo começa a comoção pra ir pra fora ver a Ball Drop cair. A gente vai no meio. Contagem regressiva que eu nem vi. Já estava era com outro drink na mão. Quando olho pro lado, Diego no outro terraço, dos vipassos. Todo mundo de boa e feliz. Meia noite. Barulheira, fogos. Não lembro muito bem. Fica a dica de como entrei o ano né?!

Não sei quando volto pra postar o resto, mas ele virá, dont worry.