Gringos

Que ano que foi 2011! Ano novo na Times Square, aniversário na presença da banda favorita do momento em NYC, viagem pro Chile, conhecer pessoalmente um grande amigo da internet, promover meu primeiro evento…. e a última aventura do ano foi passear por aí com amigos gringos.

Tudo começou quando um dia eu tava no FB e tinha uma mensagem de uma ‘amiga’ Tiffany, do Canadá. Na verdade, ela é professora na escola onde eu fui fazer intercambio. Ela não chegou a ser minha professora, mas acabamos nos aproximando muito por lá. E no último dia de aula, ela disse que queria vir ao Brasil, e conhecer os tais ‘pink dolphins’ que eu tinha comentado.

Aí, fui ler essa mensagem que ela deixou no FB. Simplesmentia dizia que ela ia casar em Agosto e estava pensando em passar a lua de mel na América do Sul no final do ano. Achei demais, fiquei super empolgada, falei que se ela viesse ao Brasil, eu iria encontrá-la e disse que se precisasse de qualquer coisa, era só falar.

Chegou Agosto. Vi as fotos do casamento e tudo mais. E ficou por isso mesmo. Em Setembro, ela entrou mandou outra mensagem, perguntando se eu podia ser o contato para o visto brasileiro dela. Foi ai que eu realmente passei a acreditar que ela estava vindo realmente.

Depois de um tempinho e mais algumas mensagens trocadas, as datas foram lançadas. Ela iria para o Peru primeiro, Machu Picchu e coisa e tal, dia 27 de Novembro, depois iria para Buenos Aires, e depois e atravessar pro Brasil em Foz do Iguaçu, pegar um avião lá e vir pra Manaus dia 13 de dezembro. Decidimos que eles ficariam até o dia 15 e aí iríamos juntos pro Rio de Janeiro, ficar lá até o dia 20.

Dia 13 de dezembro, lá estava eu no aeroporto. Logo que cheguei, vi que as tvs que informam horário dos voos não estavam funcionando, e o deles com certeza estava atrasado. Depois de várias voltas, consegui avistá-los esperando suas bagagens. Meu coração deu um salto enorme quando vi a Tiffany lá, aqui, em Manaus, o meu mundo real. Eles não demoraram muito pra sair e quando o fizeram, ela logo me viu. Abriu um sorrisão e veio na minha direção. Eu abri um sorrisão, me apressei em encontrá-la e estava prestes a dar gritinhos de felicidade, quando percebi as pessoas ao redor olhando engraçado.

O Shawn, marido dela, precisava trocar dinheiro, então a gente ficou um tempinho esperando por ele no aeroporto. Como era bom falar inglês daquele jeito de novo. Ela me contou da viagem que tinham feito até agora e coisas do tipo. Depois, fomos pro carro e decidimos ir almoçar num shopping daqui, antes de levá-los pra minha casa, onde eles iriam ficar. Fomos ao Manauara e comemos macarrão. Demos uma voltinha na Saraiva, o Shawn saiu pra fumar e logo fomos embora. Nesse ponto, eu já tinha parado de me importar com as pessoas olhando pra gente, talvez por estarmos falando inglês, ou talvez pelo fato de eles serem super altos e brancos, e ela ser ruiva. Bem gringos mesmo.

De noite, fomos pra uma pizzaria aqui perto de casa. Demos sorte porque era rodizio, tamanha terça feira. Por experiência, sabia que aquilo seria uma coisa nova pra eles, já que no Canadá, principalmente em Halifax, eles não tinham rodizios e muito menos tantos sabores diferentes de pizza. Eles se espantaram, no bom sentido.

Na quarta, eu tive que trabalhar de manhã. Na hora do almoço, fui busca minha irmã Luana, e fomos fazer o passeio do Encontro das Águas. Nunca tinha ido lá. Era tão turista quanto eles. Estava muito sol naquele dia, e quente também, mas o passeio foi super legal, tiramos foto bem no meio do encontro, fomos numa ilha ver vitória-régias e árvores enormes. Na volta, deixei a Luana na casa dela e fomos pra casa. No final da tarde, levei eles ao centro, para conhecer o Teatro Amazonas. Já tinha feito a visita lá por conta de um conhecido que veio trabalhar aqui e acabou indo comigo lá conhecer. Mais um passeio de turista mesmo. Lá na praça, tomamos sorvete e caminhamos pra ver a decoração de natal. Deixei eles em casa e fui fazer um prova na faculdade. Saí de lá quase nove e meia, cheguei em casa e perguntei se eles estavam a fim de sair pra comer. Acho que nunca saí tantos dias seguidos assim, haha. A Tiffany disse que tava de boa, mas o Shawn tava meio com fome e com cara de quem queria sair mesmo. Busquei a Luana e a gente foi pra Cachaçaria do Dedé do Parque 10, já que eram mais de 22h pra ir na do Manauara. Lá eu comi os pastéis que tanto amo. Eles comeram escondidinho e a Tiffany provou Caipilé.Saimos de lá um pouco depois de 00H30.

Na quinta, acordamos ‘cedo’. O passeio do dia era para Novo Airão, para finalmente ver os ‘pink dolphins’ ou botos cor de rosa. A cidadezinha fica a praticamente 3 horas de Manaus. Atravessamos a ponte do Rio Negro às 9h30 e chegamos lá 12h. Super fácil de achar o lugar, o pessoal lá muito simpático, vimos vários botos e tiramos um milhão de fotos. De lá, fomos almoçar num restaurante próximo, que por sinal é muito bom, visto que eles amaram o almoço (carne de sol). Voltamos 14h e chegamos em Manaus 16h30. Em casa, era a hora de arrumar as malas e ir pro aeroporto.

Essa história tem segunda parte, aguardem!

Sobre o Porto das Lajes.

Hoje o assunto é um pouco mais sério e o post mais longo . Esse é o meu relatório sobre uma palestra que teve na Uea. Ele está bem simples, mas possui algumas informações e algumas considerações, do meu ponto de vista.

“Relatório da Palestra sobre o Terminal Portuário das Lajes

O diretor da obra do Terminal Portuário das Lajes, Laurits Hansen, esteve na UEA – ESO para falar dos problemas envolvendo a construção do mesmo. Além de abordar temas gerais, como a economia local e a logística mundial atual, ele descreveu o projeto e citou os benefícios que ele irá trazer para a população de Manaus e do Estado do Amazonas, além de explicar melhor o motivo da polêmica no qual o projeto está envolvido.

Ele começou citando dados da economia local, como o PIM de 2008, que foi de R$ 30,1 bilhões de reais. Grande parte dessa quantia advém da demanda por movimentação de material, tanto indo quanto vindo. O fato de grande parte dessas cargas serem volumosas e pesadas abriu margem para se falar do transporte utilizado, grande parte são carretas. Laurits enumerou algumas das desvantagens desse transporte relacionada à carga que tem que ser transportada. A principal de todas é a distância percorrida, que é muito grande. Ou seja, transportar cargas volumosas em carretas por distâncias muito grande vem acarretando muito prejuízo.

Ainda dentro do assunto distância e localidade, ele comentou que muitas pessoas, inclusive moradores da região, afirmam que o Amazonas, que Manaus é longe. E ele questiona: longe do quê? Da onde ? Se seguirmos sua linha de raciocínio, a China é longe, e não o Amazonas, que fica no meio do caminho entre os dois oceanos, entre os dois hemisférios. E assim como a China vem ganhando seu espaço no mercado internacional, o Amazonas pode também vir a ganhá-lo, ainda contando com algumas facilidades as quais a China não teve.

Laurits ainda voltou um pouco e explicou por que a BR 319 não é a solução para o problema de transporte no Amazonas. Ele se diz a favor do empreendimento, mas diz que por si só essa obra não vai resolver o problema da distância, por favorecer o uso das carretas e caminhões no transporte, o que ele já havia comentado ser uma desvantagem.

A respeito do Terminal Portuário das Lajes, Laurits forneceu todo o tipo de informação: desde a empresa responsável pelo projeto, a Log In Intermodal S/A , até os benefícios para a população, principalmente para a comunidade da Colônia do Aleixo, onde é situada a obra. Dentre as questões polêmicas, como a localização, ele explicou e mostrou que a obra se encontra abaixo da localização do Encontro das Águas, logo não teria como influenciar ou danificar a area. Ele acrescentou ainda que aquela localização é única na cidade que favorece a construção do Porto, por questões de terreno e logística. Ele também apontou que já existe portos e construções na margem que fica próxima ao Encontro das Águas e que oferecem sim risco para a área. Com isso, ele fechou a questão da localização.

Laurits fechou a palestra comentando sobre o grande erro cometido por ele e pela Log In: não se comunicar com a população. Ele alegou que achava que o projeto seria bem recebido por todos, visto os benefícios que traria para a região. Mas não contou com a concorrência que estava preocupada em perder mercado e logo apontou os possíveis danos ambientais que o projeto iria trazer para a cidade, convencendo a população de que o projeto era inviável.

Espero que isso dê uma clareada nas ideias ;D

O Karma do Trânsito

Depois desses posts loucos da vida, resolvi fazer um do meio pessoal, digamos assim. Já faz um tempo (desde que voltei do Canadá, pra ser exata) que venho tentando me comportar no emaranhado de carros que é o trânsito de Manaus. Eu já ouvi falar de lugares piores, mas com certeza aqui não é fácil.

Eu não aprendi muito lá no Canadá não. Só observei e abstraí. Me acostumei a atravessar a rua e os carros pararem para mim. Foi engraçado no começo. Me acostumei também a ver diversos cruzamentos loucos e sem sinais, e nenhum acidente.

Mas nem vim aqui ficar revivendo minhas lembranças (<3)  do Canadá. Vim falar de Manaus mesmo.

boliche humaaaaaaaano o/

Pois é, de uns tempos pra cá, venho tentando me comportar no trânsito, porque não quero morrer mesmo. Mas as vezes a raiva é tanto que morrer parece melhor do que lidar com as eguices que a gente encontra por aí. BRINKS. Morrer nunca é melhor que nada. Ou não. Anyway, não quero morrer ainda, e nem no trânsito.

Aí tá. Outro dia estava eu linda e loira no trânsito levando meu brother pra aula. No Lato Sensu do Centro. Meio DIA. E ele mó agoniado com medo de se atrasar. De repente, eu paro e deixo um carro passar… TCHANRAN. Meu irmão ficou mó =OOOO

” – Tô atraaaasaaaaado. VAI LOGO!

– CALMA moleque. Tenho que ser legal. Já ouviu falar de Karma?

– Não.

*Pausa para explicar o que é KARMA*

Carma ou Karma é uma lei do Hinduismo que defende que qualquer ato, por mais insignificante, voltará ao individuo com igual impacto.

*Volta pra conversa*

– E o que que tem isso?

– E aí que se eu for legal com alguém, no futuro vão ser legal comigo também.”

Aí rolou mais algumas trocas de informação e TCHANRAN: quando eu precisei passar, me deixaram passar NA BOA SEM ME MATAR NEM NADA. Ai mostrei pra ele.

O que quero dizer com todo esse blablabla é que o trânsito é algo MUITO tenso. E sim, o Karma existe sim. Mas não espere ser legal 100% das vezes. Primeiro porque se você é MUITO legal, logo te fazem de bobo e acabam te estressando. Mas a ideia vale. Se ela alcançar muita gente, funciona. Se for só você… Bom, por experiência própria: você fica um pouco mais leve contribuindo pro trânsito ser menos caótico…

E por hoje é isso.

FICA A DICA!!