Resumo do twitter

Tanta coisa acontece e é tão difícil saber o que falar.

Mas aí tem o twitter, e dá pra escolher alguns tweets pra ajudar a contar as coisas.

resumotwitterPrimeiro tweet do ano: é, o ano novo foi uma festa e tanto. Eu tava com mania de escrever depois de ter bebido pra caramba. Um ou outro eu nem lembrava de ter mandado, mas algo que chamava minha atenção é que não importava o quão bêbada eu estava, eu sempre escrevia em português impecável.

Inferno astral: pelo segundo ano seguido, fui prestar atenção.

Antes das 10h: esse tweet é engraçado e MUITO verdadeiro. Rolou depois que recebi uma ligação do Rogério antes das 10h e fiquei de mau humor. HAHAHA. Foi numa sexta feira, uma bem importante, mas não por esse motivo.

Não ter mais windows 8: é um tweet qualquer aleatório, mas o que importa é que no dia que meu computador foi formatado também foi o dia que cheguei a segunda temporada de Breaking Bad, graças (ou não) ao Eduardo. Foi também um dia que eu saí de casa depois da meia noite, mesmo estando com muita preguiça, pra conhecer uma das pessoas que mais tinha coisa em comum comigo na vida.

Inferno astral dando as caras: e aí, claro, sem falhar, meu inferno astral começou. Foi um mês difícil, e ele atingiu novamente minha vida amorosa não existente, digamos assim. Mas aí ainda nem tem muito o que falar, já que a semana crítica, a última, acabou de começar. E começou tensa mesmo, e se for como no ano passado, os últimos dias ainda prometem ~surpresas. MEDO>

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O Doctor e eu

Hoje eu vou contar a história de como Doctor Who entrou na minha vida, mudou ela e ainda me deixou um pouco (mais?) nerd.

Um belo domingo estava eu em casa verminando na cama. Era o final de semana da WFTDA Championship (campeonato de roller derby dos states). De repende a Jana me liga e diz que Carol está na casa dela e elas vão assistir a final lá e me chama pra ir. Por um milagre divino, eu consigo deixar minha preguiça de lado por 10 segundos, que foi o tempo suficiente pra levantar e decidir ir.

Sem enrolar, cheguei lá depois de horas, assistimos a final, a Jana ainda tinha que pintar o cabelo da Carol e a gente não tinha nada pra ver. Foi quando finalmente disse: ACHO que vou começar a assistir Doctor Who. Aí as duas, sendo super fãs da série, falaram SIIIM COMEÇA POR FAVOR O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO NA SUA VIDA QUE AINDA NÃO VIU BLA BLA BLA. Aí aproveitamos pra começar a ver lá.

O detalhe (super importante) foi por onde começar: Carol me aconselhou a começar a ver pela quinta temporada, exatamente quando o ~décimo primeiro Doctor (Matt Smith) “chega”. E aí eu fui assistindo, primeiro a quinta temporada, depois a sexta, depois voltei pro começo, primeira, segunda, terceira, quarta temporada e por último, a sétima. Não sei explicar exatamente, mas assistir nessa ordem faz com que você veja a série de uma perspectiva muito diferente, principalmente na fase que o Moffat (roteirista e produtor) começa a escrever mais (quinta temporada). Muita coisa foi diferente pra mim, e de uma certa forma foi mais fácil de gostar, principalmente porque comecei pelos efeitos especiais legais e quando tive que voltar pro começo, onde os efeitos não eram essas coca cola toda, já tava presa pela história (fora que é sensacional poder uma série na ordem trocada e não ficar 100% perdida).

Foi assim que eu comecei a ver Doctor Who e me apaixonei. Aí também resolvi comentar meus episódios favoritos (sem dar muito spoiler).

Não vou colocar nenhum da primeira temporada, nem segunda, porque mesmo apesar ter adorado o Christopher Eccleston como o nono Doctor e ter curtido a Rose como companion dele e do Tennnat depois, eu resolvi focar nos que a história dura mais (fora os twists e importância deles na vida né).

– The Impossible Astronaut

Acho que esse deve ser meu episódio favorito. A história em si é bem intrigante e importante pro futuro, mas o que eu mais gosto mesmo é esse cenário maravilhoso que é o Lake Silencio em Utah. O local é fictício, mas essa paisagem deve estar por aí. Fora isso, apresenta um dos meus vilões favoritos, os ~Silence/Silent (Silêncio).

– A Good Man Goes To War

Esse episódio revela um dos maiores segredos da série. Aposto que muita gente já tinha sacado ele antes. Nem sei dizer ao certo se pela ordem normal dos episódios, dava pra ter sacado, mas como vi meio trocado, realmente foi um mind blown pra mim. Outra coisa muito linda no episódio (fora a história por traz da tal guerra e tudo o que é revelado) é o poema que resume bem o episódio:

“Demons run when a good man goes to war/ night will fall and drown the sun/ when a good man goes to war/ friendship dies, and true love lies/ night will fall and the dark will rise/ when a good man goes to war.”

–  Blink

Os Weeping Angels (Anjos Chorões/ Anjos Lamentadores) são outros vilões que eu amo. Eles são estátuas que só atacam quando você não está olhando pra elas. O primeiro episódio que eu vi sobre eles foi o The Time Of The Angels/ Flesh And Stone (duas partes) na quinta temporada (que foi também quando eu vi a River Song pela primeira vez <3). Mas esse episódio aí foi a primeira aparição deles na série, além de ter contado com a participação da Carey Mulligan. Além da história dos anjos, eu gosto muito de episódio por ser um daqueles que ‘brinca/explica’ o esquema do tempo muito bem, mostrando como, de certa forma, o passado pode ser ~influenciado pelo futuro (nesse caso, como as decisões que você toma no futuro estão diretamente ligadas com eventos do passado que podem ou não já ter ocorrido no seu presente, mais ou menos HAHA) e vice-versa. BTW, achei que devia comentar que o Doctor desse é o TENnant.

– Silence In The Library / Forest Of The Dead

Mais um daqueles ‘duas partes’. Esse foi o primeiro episódio da River Song, mas pra mim foi um dos últimos, já que é da quarta temporada (a penúltima que eu assisti). A maravilha de ter assistido do jeito que eu assisti é que, enquanto maioria das pessoas não ligaram ou não prestaram atenção na River (que era uma personagem nova e apenas bem misteriosa), eu não conhecia toda a história dela, mas já tinha a visto antes e tinha ideia de quem ela era. Sem querer dar muitos spoilers, em algum episódio que ela já tinha aparecido, ela comenta com alguém que a história dela e do Doctor é bem interessante, que eles vivem a vida meio que ao contrário, no sentido de que ele tá avançando e ela tá meio que voltando. Não posso falar mais que isso, mas pra quem já assistiu a série, pode imaginar como é ver esse episódio já sabendo de tudo (quase que como pela própria visão da River) ;~~

– The Angels Take Manhattan

Eu fiquei empolgada quando fui ver esse episódio porque né, amo NYC. Imagina o Doctor, a Amy e o Rory na minha cidade favorita. Pois é, era só isso que eu pensava. Quem acompanha a série sabe do que episódio se trata, e mesmo ele tendo passado há um tempo, eu prefiro não comentar sobre o seu grande tema (que também foi um MIND BLOWN mt forte, apesar da Carol ter comentado sobre ele antees {e eu não saber que esse episódio específico era o que ela tinha comentado}) Anyway, o melhor que eu posso comentar do episódio sem falar muito da história dele é que a estátua da Liberdade vira um Weeping Angel!!!

Eu podia falar BEM MAIS TIPO PRA SEMPRE de Doctor Who, mas por enquanto é só isso mesmo. Ano que vem tem temporada nova, Doctor novo, e quem sabe mais tempo pra vir falar mais coisas aqui hehehehe.

Diário de uma preguiçosa

Olha, vontade de escrever não falta, problema sempre vai ser a preguiça.

Mas falando sério, até que tô melhorando. Entrei na academia (apesar de ainda não ter conseguido ir todos os dias da semana), tô estudando direitinho, indo aos treinos (quando não estou ~trabalhando ou viajando) e até consegui me comprometer com o derby ainda mais.

Falando nisso, faltam 34 dias pro Brasileirão de Roller Derby. Esse ano vai rolar ~campeonato ( infelizmente com poucos times, já que precisa de mais geeeente jogando) e bootcamp. A ideia de viajar pra SP com um grupão de amigas lindas que jogam pra caramba e são tudo de bom é bem feliz. Mas, pra ser sincera, achei que fosse estar mais empolgada. Primeira vez que vou jogar ~sério, competindo (até comecei academia por conta disso), mas assim, tá faltando alguma coisa. Espero que eu descubra o que é até lá.

Ainda tô sem trabalho ~fixo, mas consegui fazer uma ponta no Rock In Rio e apesar de todos os pesares (pouco dinheiro, muito cansaço e algum aborrecimento) foi demais, definitivamente o que eu quero fazer. Mas por enquanto tá difícil conseguir algo na área, o jeito está sendo procurar qualquer coisa mesmo que me ajude a me manter no Rio.

E vai rolar uma reforma no apartamento onde tô morando. Tô super empolgada, adoro mudança de visual e não vejo a hora de dar um up aqui. Tadinho, o ap é bem mais velho que eu e faz um bom tempo que não rola uma reforma (se é que já rolou alguma vez na vida).

Planos para 2014 já estão rolando. O que me fez pensar sobre anos bons e ruins. Um dos melhores anos da minha vida foi 2004. Nessa altura do campeonato nem lembro bem direito o porquê, só sei que por bastante tempo tive essa impressão. Eu estava na oitava série, estudava de manhã no Auxiliadora pela primeira vez e o Rogério ainda era uma grande parte da minha vida. Devia ter algo a ver. Não sei. Daí não lembro muito bem das coisas, porém parece que os anos ímpares começaram a fazer mais diferença: 2005 mudei de escola, fiz 15 anos (e papai morreu :////), 2007 entrei na faculdade, 2009 fui pro Canadá *-*, 2011 passei meu niver em NYC num show de uma das minhas bandas favoritas… e 2013 me mudei pro Rio e participei do RiR. Mas tenho a forte impressão de que 2014 vai ser um desses anos que vai marcar, estilo 2004, mesmo que seja por algo que eu não vá mais lembrar em dois, três anos. O que importa é que a sensação é boa e que tem tempo pra fazer as coisas realmente acontecerem ano que vem, mesmo sendo um ano par.

E é basicamente isso. A preguiça continua ditando minha presença aqui, mas quem sabe né. Talvez eu volte com mais frequência pra falar de coisas aleatórias da minha vida. Ou até de coisas mais interessantes do mundo, como a minha próxima fantasia de halloween HEHHE.

A minha sonolência

O Brasil acordou.

Essa frase vem brotando na minha timeline há pelo menos 10 dias. Na minha não, aposto que na de todo mundo.

Não vim aqui falar de política e reivindicações porque, sinceramente, não me sinto informada o bastante para tal. Hoje estou tão sincera que admito que não entendo muito de política, num todo. Muito do que eu sei foi o Eduardo(meu amigo) que me explicou.Não sei se sou de direita ou de esquerda. Só sei o que eu acho, a partir das informações que julgo serem verídicas. Mas vim aqui falar do que sei, e da minha opinião.

Bom, quando as manifestações começaram em SP, minha primeira reação foi o espanto. Primeiro porque minha mãe ainda estava por lá, e perto da Paulista. Segundo porque né, nunca tinha visto tanta gente nas ruas. Mas essa passeata, do dia 06/07, não lembro, eu não acompanhei direito. Para falar a verdade, só comecei a acompanhar de perto as do dia 13, que foi quando eu decidi que não ia pra aula, justo quando a galera daqui do Rio foi pra Candelária. Acredito também que foi o dia em que a reporter da Folha levou uma bala de borracha no olho em São Paulo.

Não lembro datas exatas, mas isso não interfere no que eu quero falar. O que eu quero falar é do que eu senti quando alguns amigos chegaram me falando #vemprarua, dizendo que eu tinha que ir. Realmente, praticamente todo mundo que eu conheço no Rio estava indo. Isso foi numa segunda ou terça, quando todo mundo tava se programando pra ir pra grande passeata do dia 20/06 (que também ia rolar em Manaus).

Fato é que naquela altura do campeonato eu já estava enojada. Minha timeline era 100% gente indignada, gente acordada, gente compartilhando TODO tipo de informação, todos os textos, todos os videos, todos os relatos. Primeiro fiquei chocado com amigos agindo como se ‘tivessem nascido ontem’ , mortos de indignados com fatos que eles nem se deram o trabalho de confirmar. Gente defendendo argumentos que não entendiam, sendo imparciais e irredutíveis. Cara, não sei ser assim. Me acho muito ‘justa’, procuro por fontes confiáveis e, mesmo assim, se a informação é da TÃO TERRÍVEL mídia que só quer saber de enganar o povo, procuro absorver só o essencial, sem deixar me levar por exatamente tudo o que falam.

Aí decidi que não, que não #vouprarua, não acho válido não. As reivindicações em sua maioria são válidas, fiquei emocionada quando a tarifa realmente baixou na quinta (ontem), mas não queria sair na rua com esses tipos de pessoas tão deturpadinhas (não todas, é claro!).

Na quinta, tava todo mundo eufórico, principalmente o pessoal de Manaus, que ia viver seu segundo Ato (o primeiro realmente grande). Enquanto o clima da galera de lá era “vamo lá galera, vamo arrasar, sem violência, sou da paz /pausa pra foto” o pessoal daqui era mais “então, quem vai? onde a gente se encontra? qual o esquema?”. No auge da minha falta de paciência, já tinha desistido até de acompanhar as manifestações pela tv.

Foi quando meu bom e velho amigo Eduardo resolve me chamar pra manifestação, tamanha 19h (aqui começou 17h). Quando eu li a mensagem, meu primeiro impulso foi ficar empolgada. Mas aí rapidinho veio aquela sensação de “não sou obrigada, não vão me convencer, não tô nem afim de gritar”. Mas decidi ir, pra ficar pouquinho, no canto, só assistindo, afinal não tinha nada pra fazer (aula da pós cancelada).

Assim que me arrumei, me arrependi da ideia. Já queria desistir. Falei pro Eduardo que talvez não fosse conseguir voltar no metrô. Ele disse que pagava meu táxi. Aí eu fui hheheheehehehehhee. Quando tava no metro em Botafogo, ele disse que ia miar, que tava lá perto já e tinha um monte de gente voltando. Falei que tava com fome, pra ele me esperar lá pra gente comer algo. Cheguei na Uruguaiana 19h30. Realmente, tinha muita gente indo embora. A gente chegou até a andar na Presidente Vargas, mas nós estávamos muito ‘do contra’, andando contra o fluxo, que tava voltando. Resumindo, galera tinha dispersado. Eduardo ficou um pouco decepcionado por perder a manifestação.

Fomos comer na Bob’s, lá perto. Quando saímos de lá, um grande grupo passava pela Uruguaiana, rumo a Carioca. Aí Eduardo foi me levar pro metrô. Tava fechaaaado! Ok, vou de táxi. Decidimos seguir a galera pra chegar numa rua principal e poder ir embora. Fomos seguindo e seguindo e a turma era grande e eles cantavam e xingavam a polícia, tudo na ~paz. Aí falei pro Eduardo “AE, essa é uma manifestação, a gente conseguiu!”. Aí ele “ehhhh…não…”. Chegamos na Rio Branco e mais gente se juntou. OK, era uma manifestação, a segunda parte. Daí, chegamos na Cinelândia e TCHAMRAM, tava todo mundo lá. Todo mundo lindo, uns sentados nas escadarias da biblioteca e do teatro, cantando, com suas bandeiras e tal. Tava bonito.

Dali menos de dez minutos parados, eu vi umas poucas pessoas começarem a correr. Aí eu corri. Puxei o Eduardo e dei uma corridinha. Aí o Eduardo “QUE FOI? Não corre, tá correndo porque???”. Aí eu “Não sei, um pessoal correu, eu corri!”. O Eduardo falou que na segunda (outra manifestação, que ele foi) a namorada dele e uma amiga nossa começaram correr e ele só dizia “não corre”, com medo delas caírem e baterem a cabeça. Aí a gente parou mais longe da concentração. Ele apontou pra onde a policia ficava e provavelmente da onde ela iria sair, e dava pra ver as luzinhas vermelhas. Tava distante, mas dava pra ver. A galera linda ainda, pacífica e cantando quando BOOOOOOOOM. Uma bomba, a gente deu uma leve corrida. Aí falei pra ele não correr. Meu coração acelerou, mas de empolgação, não de medo. BOOOM BOOOM, mais duas bombas e daí geral começou a correr…. Aí né, a gente correu também, mas parou na Rua do Passeio. Ficamos lá e foi quando eu falei: CARA, que maneiro! Quero ver. Ficamos lá um tempo, o pessoal já tinha parado de correr, mas ainda descia muita gente. Eduardo queria que eu entrasse num táxi, mas eles tavam lotados. Decidimos ir pra Lapa. Mas eu queria esperar. BOOOM BOOOM mais perto agora, ai ok, fomos pra Lapa.

Chegamos na Lapa, ê laiá, lotada, muita gente chegando também, os bares abertos, cheios, iluminados…noite na Lapa né. Ainda dava pra ouvir os helicópteros. A gente foi caminhando e paramos no Circo Voador. O Eduardo queria entrar em um bar e sentar. Eu, não. Mais pessoas chegavam, mas tudo de boa. Vi meu ônibus passar e decidi que ia embora. Fomos pra Riachuelo, pro ponto. Aí eu não lembro o que aconteceu direito. Não lembro se foi antes ou depois da gente chegar no ponto (e ver que os ônibus estavam lotados e não estavam parando) que as pessoas começaram a correr. Nessa altura eu ainda falava MANO NÃO CORRE. Aí a gente viu que era a Cavalaria da polícia vindo pela Riachuelo. Pessoal ficou tenso, Eduardo só falou pra gente ficar perto da parede.

Depois disso, decidi que não dava pra ir embora aquela hora, não tinha ônibus, nem táxi, e o transito tava tenso. Ficamos por ali na frente do Circo. Foi quando olhei o whatsapp e fiquei sabendo que uma amiga minha tava sozinha na cinelândia, tentando sair. As coisas por lá estavam caóticas. Falei pro Eduardo que ia atrás dela e ele disse que ia comigo, que era pra ver onde ela tava e falar pra ela encontrar a gente no meio do caminho. Quando consegui ligar, ela já tinha conseguido entrar num ônibus.

Até aí tudo bem, Eduardo queria entrar em algum bar. Falei que queria ver o que tava acontecendo. Ele: vamo, a gente senta e vê na TV. Eu: NÃO, quero ver AO VIVO!. Foi quando as bombas chegaaaaaram na Lapa! Galera começou a vir na nossa direção. A gente deu uma caminhada e chegou num posto de gasolina. BOOOOM BOOOM. Mais bombas. Falei pra gente ficar no posto. Aí o Eduardo: É, tão soltando bomba, se soltarem aqui vai ser legal. Aí nessa altura eu já estava falando TODO e QUALQUER tipo de besteira (pausa pra agradecer o Eduardo por me aguentar). BOOOOOM BOOOM BOOOM, as bombas chegaram mais perto, mas só dava pra ver fumaça ainda. O pessoal começou a correr, aí a gente decidiu se mover. Os bares começaram a fechar, com as pessoas lá dentro.

Os BOOOMs ficaram mais pertos, as pessoas se apressaram e nós entramos na rua do Lavradio, em direção a Riachuelo. Naquela hora, agora eu penso, era mais pânico da galera do que perigo iminente, e isso fez a gente querer correr e até pensar em entrar em algum boteco, mas tava tudo lotado, aí falei que não.

Já na Riachuelo, foram uns 20 minutos e uma caminhada eterna. A gente andava, vinha um BOOM, a gente dava uma corrinha e parava. Ficamos nesse looop por um tempo, porque eu queria ver. Mas não dava pra ver nada, a não ser claro, o 8 ou mais mini ônibus CHEIO de policiais passando, as duas viaturas a 60 km/h que quase fizeram boliche humano e capotaram….quase. Mais motos de policiais e viaturas…e já quase no final, o tão temido CAVEIRÃO. Depois disso, já quase na casa do Eduardo, finalmente resolvi ceder e parar de esperar pra ver. Fomos pra casa dele e eu fiquei lá dando um tempinho pra poder ir pra casa.

Long story short, deu tudo certo…pra gente. Claro que muita gente se machucou, se deu mal, alguns foram presos… Mas olha, mesmo não tendo ouvido falar quase nada do que aconteceu na Lapa na mídia (sem contar os relatos), não achei as informações muito defasadas não…sei lá. Eu sei que eu fui e vivi um pouco, e me perdoem, mas… ADOREI. Não me levem a mal, não sou de longe a favor da polícia descer o cacete da galera da paz (e foi o que aconteceu), e muito menos gostei do vandalismo e de pessoas terem se machucado….mas o que eu senti ali, aquela adrenalina e empolgação que o ~perigo causa, eu amei =x

 

O Brasil acordou…parece que vai continuar ~acordado, mas eu, eu mesma tô de preguicinha na cama mesmo!

Les Revenants

Estava eu outro dia (com a minha internet e TV a cabo finalmente instalados no meu quarto novo) sem fazer nada, quando esbarrei (pela segunda vez) com uma série chamado Les Revenants. Ainda estava numa fase preguiçosa, onde tinha que assistir os primeiros epis de Hannibal e Top Of  The Lake, mas li um comentário que me fez  inverter as ordens e começar por LR:

coment LR

Pulando a parte em que ele fala sobre o tal Harry Neco (comentou que a série não é boa porque não é da ABC, NBC, etc.) esse comentário resume bem o estilo da série. Les Revenants é uma série francesa, baseada num filme, onde algumas pessoas que morreram, voltam como se nada tivesse acontecido.

Não quero falar muito da história pra não estragar a experiencia de ninguém. Mas eu gostei. O primeiro episódio é realmente um ótimo piloto, então se você não se empolgar NEM UM POUCO com a história, é muito provável que a série não vá lhe agradar. Mas se você for como eu, que adora uma história com certo clichê, mas com elementos novos e criativos, se uma ótima fotografia e trilha sonora fazem diferença pra você…então dê uma chance.

A abertura em si já é uma boa prova do que é a série:

Nunca fui muito fã de francês por falta de contato mesmo, mas depois dessa série, comecei a admirar bastante a língua. Fora isso, separei umas imagens pra ilustrar outros motivos que me fizeram gostar da série. Essa primeira são os nomes dos epis (a primeira temporada só tem 8 episódios) que são também nomes de alguns personagens.

LRepis

Tem também os atores, como a Jenna Thiam, que além de me lembrar a Rachelle Lefevre, é uma das principais,

LRlena

o Pierre Perrier (gatiiinho, desculps)

LRSimon

e a menininha que me lembra a Emma Roberts.

LRfilha

E um último detalhe, a trilha sonora:

LRmogwai

Ali no cantinho….viram? Mogwai faz a trilha sonora da série. Não sei se vocês conhecem a banda, eu conheço superficialmente, e gosto. A trilha então, achei fantástica (combinou muito com o tom e o estilo da série). Clicando aqui você pode ler a review do album pelo Pitchfork (além de um breve resumo da série, que o Pitchfork diz ser um drama ‘lindamente sutil’ sobre ‘zumbis que não são maníacos por carne’ numa cidadezinha ‘irmã de Twin Peaks’). E clicando aqui você pode encontrar o album para download 😉 E aaaah, quase ia esquecendo, AQUI você encontra os episódios pra baixar =)

Anyway, espero que essa série seja tão boa na segunda temporada (que eu não sei quando estréia, mas provavelmente só em 2014) quanto foi na primeira!

Ah, e de bônus, aqui vai o link de uma matéria sobre o sucesso da série (e sua exibição em diversos países): http://veja.abril.com.br/blog/temporadas/tag/les-revenants/

 

Se alguém aí assistir, deixa sua opinião aí ;D

Sobre morar no Erre Jota

Então, meu Inferno Astral foi uma experiência dolorosamente maravilhosa. Apanhei, sobrevivi e aprendi muito.

 

Mas aí, como já tinha comentado aqui antes, esse ano vim morar no Rio de Janeiro por nenhum motivo especialmente válido. Vim estudar, jogar roller derby, dar um tempo de Manaus… essas coisas.

Fato é que já estou aqui há mais de 30 dias. Sobrevivendo. E não tenho feito muita coisa além de almoçar em Copacabana e ir pros treinos.

Decidi escrever hoje porque parece que as coisas vão começar a andar. Meu patins novo chegou e ontem foi usado pela primeira vez (estou me sentindo um pouco Bliss/Babe Ruthless) e hoje foi a minha aula inaugural da pós. Uma das melhores coisas da vida: descobrir o que você realmente gosta e ir atrás. Tive a certeza de que quero organizar eventos hoje, quando encontrei gente que parece comigo, e que levam realmente a sério o que muitos acham que qualquer um pode fazer a qualquer hora e em qualquer lugar. Vi as matérias que vou estudar e nunca me empolguei tanto em me comprometer com alguma coisa. Sei lá, foi só a aula inaugural, mas eu sinto que tô no caminho certo.

Fora isso, o Rio de Janeiro continua lindo. Queeeeente demais, fresquinho a noite, festa todo dia (não que eu vá né), gente linda e simpática de um lado, gente mal educada e feia do outro, a praia sempre em algum lugar que eu não vou. Ainda me falta um pouco de coragem (de vencer a preguiça) pra ir me aventurar por aí, mas já é perceptível o quanto já melhorei, visto que agora tô naquela vida de andar/ônibus/metrô.

Volto aqui pra falar de coisas mais interessantes. Por enquanto só queria dizer mesmo que SIM, eu vim, estou vendo e vencerei (o erre jota).

Inferno Astral

Não sei se já comentei aqui que acredito em muita coisa. Ou pelo menos gosto de acreditar.Tipo, sério. Acho a vida muito sem graça do jeito que ela é, então sempre fui de procurar algo fora do normal. Acho que é o meu jeito de acreditar no lado bom das pessoas, e também é o meu jeito de interpretar coincidências, sei lá.

Já tinha ouvido falar de Inferno Astral. Aqueles 30 dias antes do nosso aniversário, onde tudo parece dar errado e tal. Pra ser sincera, nunca tinha reparado nisso. Tentei lembrar de alguns dias antes dos meus aniversários passados, e nada de ruim me veio a cabeça. Até pouco tempo, achava que era besteira mesmo.

Aí quando foi esse ano, decidi prestar atenção. No começo, nada tinha dado mais errado do que o normal. É claro que, prestando atenção, qualquer coisa poderia ser fruto deste período, mas nada saiu muito fora do normal. Eu tava viajando, de boa, curtindo e bla bla bla.

Coisas boas começaram a acontecer. Eu achei estranho, aquele sentimento de ‘felicidade de pobre dura pouco’. Eu sabia que algo ia dar errado, mais pelo fato de isso sempre acontecer do que de estar no meu Inferno Astral.

Eu já tinha desistido de acreditar nesse lance todo, até porque as coisas estavam super normais, dando certo ou errado na ‘medida certa’, e já faltava quase uma semana pro meu aniversário.

E então, foi quando tudo começou, na sexta feira. Uma semana antes, EXATAMENTE. Primeiro foi um lance de saúde, algo que eu sentia de vez em quando sem saber o que era, foi descoberto. Estava tendo palpitações quando acordava, e isso já foi logo ameaçando meus treinos de Derby. E que tinha começado sendo algo bom, havia se tornado algo horrível. Sim, estou falando de um relacionamento. Passei o sábado e o domingo muito mal, de um jeito que eu não esperava. Na segunda, apesar das coisas só piorarem, eu já me sentia melhor. Haviam mentido pra mim e eu estava sendo trocada, mas estava incrivelmente de boa com isso.

Na terça, comecei a noite angustiada, o lance da palpitação não me deixava em paz. Desconfiei que isso pudesse estar ligado a grande decisão que deveria tomar (bad vibe também relacionada ao Inferno Astral?): Adiar ou não a minha ida pro Rio. Todo dia surgia um argumento novo sobre ir ou não logo pra lá.

Sempre ‘internalizei’ muito meus sentimentos. Na superfície eu sinto tudo normal, não sinto pressão, angústia, estresse, desespero. Mas inconscientemente, isso acaba me deixando mal de algum jeito, fisicamente. Daí a desconfiança da palpitação estar ligada a decisão.

Anyway, na terça, bem mais tarde, eu já não aguentava mais ficar em casa, acabei aceitando o convite de um amigo pra dar uma volta. Passear de madrugada é muito amor, e me deixou com um humor estranho. Acordei rindo hoje, e gritando, coisa que eu não faço com tanta frequência.

E hoje, quarta,véspera do final do meu Inferno Astral, eu acabei descobrindo um monte de coisa que outrora me faria MUITO triste. E eu continuei rindo. Quero ver o que vai ser de amanhã, me desejem sorte!

Tudo novo de novo

E mais um ano começa.

2013

Rolou boatos de que esse ano não chegaria. E chegou. De boa até. Se 2012 foi bom, com notão no TCC, fim de faculdade, altas viagens (NYC <3) e shows, 2013 será melhor. Mais posts? Chega de prometer isso né? Mas que o ano parece ser promissor, isso sim.

Depois da breve experiência de morar fora por seis meses no intercâmbio pro Canadá, agora é a vez de morar no Rio de Janeiro, por um ano. É claro que a coisa é bem diferente dessa vez, não é tão longe, nem frio e nem vou precisar falar inglês 24/7. Mas o que vale é o que importa. Morar ‘sozinha’ (na casa de parentes que eu não conheço) numa cidade diferente e maior, estudar, trabalhar… as coisas estão ficando sérias.

Mas não vim falar exatamente sobre isso.2013 tem apenas 16 dias de idade, mas pra mim os bons momentos já começaram. Já li livro bom, vi filme legal e até acabei me convencendo a ver outras séries aí.

Livro: Sombras da Noite – Stephen King

Esse é um dos primeiros livros de contos (se não o primeiro) do Stephen King. Eu adoro história de terror, mas tenho uma certa dificuldade de acompanhar histórias muuuuito longas. Descobri que contos eram perfeitos pra mim quando li 20th Century Ghosts, o livro de contos do filho do King, o Joe Hill ❤  Daí, ano passado, quando eu estava alone em SP, vi um video de uma palestra do Stephen numa faculdade, e aí alguma coisa despertou em mim e eu reconheci o que eu estava perdendo não lendo mais das obras dele. Sombras da Noite é um ótimo livro, até porque tem os contos mais famosos dele, como As crianças do Milharal, Mangler e ‘Salem’s Lot.

Filme: Pitch Perfect

Primeiramente, devo dizer que adoro Moulin Rouge, Nine e Burlesque, mas não sou fanzona de musicas. Odeio Glee. Mas Pitch Perfect é outra coisa. Tudo começou quando eu me apaixonei de vez pela Anna Kendrick, logo depois da primeira vez que vi Up In The Air. Daí assisti Elsewhere e What to Expect When You’re Expecting. Ainda tenho um certo caminho a percorrer na filmografia dela (que infelizmente não é tão grande). E decidi assistir Pitch Perfect por esse exato motivo. Tinha ouvido dizer que não era essas coca cola toda, mas pra mim foi uma boa de uma coca gelada (sdds refrigerante!). Como disse David Letterman, a assistida vale por, no mínimo, isso: Anna Kendrick being Awesome with the cup.

Série: The Carrie Diaries

Eu nunca assisti Sex And The City. Primeiro eu tinha um preconceito bobo com séries too girly. Depois, foi passando, novas temporadas, aí acabou. O filme eu vi, mas só o primeiro. Acontece que agora mais do que nunca tô numa fase TOO NYC, então quanto mais séries ambientadas lá, melhor! Bom, TCD (The Carrie Diaries) só tem o piloto lançado, mas devo dizer que já curti, apesar de ser girly e tudo mais. Mas tem o Austin Butler e é ambientada nos anos 80! E com o tempo que eu vou ter pra mim por aqui, bem capaz de eu acabar vendo SatC também.

Homeland mandando ver

ATENÇÃO, MUITOS SPOILERS ABAIXO

 

Sinceramente, estava apreensiva com a segunda temporada de Homeland.

Sabia que a Carrie não iria mais fazer parte da CIA, mas já tinha lido que ela estaria envolvida em alguma coisa. Óbvio, já que sem emprego ou qualquer função mais importante, a série não teria muito pra onde ir. Quase acreditei no começo que a importância dela seria apenas aquele tipo de coisa de “ir em Beirut caçar informações com alguns informantes que só confiam nela”, mas quando o Saul achou (muito sagaz e misteirosamente) um cartão de memória com a confissão do Brody (WHAT????) no meio do que a Carrie conseguiu pegar, as coisas realmente começaram a melhorar.

Veja você, eu tenho um problema com séries que avaçam rápido demais. Homeland é exatamente assim. Primeiro, Brody e Carrie se pegaram logo na metade da primeira temporada. Aí quando a operação investigar o Brody começou, eu rezei pra essa ser a principal linha de história da segunda temporada. Mas claro que isso não ia acontecer. Eu até desconfiei e fiquei com medo, achando que essa temporada estava fadada ao fracasso por falta de história tensa pra desenvolver. E então, quase no meio da temporada, Brody é capturado e vira um agente duplo. Ok, era algo a se esperar, porém não tão cedo assim.

Resumindo a dança, Brody descobre que vai haver um ataque terrorista, descobre onde vai ser, descobre que Abu Nazir está nos States. Tudo isso no episódio do domingo passado, Two Hats. Mas como é possível perceber, o nome do episódio não condiz com essa linha de eventos, até porque a grande sacada do episódio nem foi tentar deter o ataque terrorista do Nazir. Foi descobrir que Peter Quinn, o tal analista que o Estes fez questão de coordenar a operação do Brody, tem outra agenda (digo, objetivo) assim como parece ter também o Estes.

E é aí que a gente sabe que pode confiar numa série como Homeland. É claro que ela tem defeitos (até hoje não consegui engolir o lance do cartão de memória, apesar de estar grata por tudo aquilo ter acontecido), mas mesmo avançado vários sinais na história, ela ainda consegue desenvolver histórias ainda mais tensas em momentos bem oportunos, e que muita gente não teria desconfiado.

Mas o motivo desse post aqui foi apenas para dizer que eu sinto TANTO por ter desconfiado do Saul. Sério, sempre achei que ele, por mais fofo e sábio e brother e qualquer coisa boa que ele aparentasse ser, trairia a Carrie, a CIA, e os EUA de algum jeito. É claro que ele ainda não está fora de perigo, mas depois do que ele vem fazendo, é difícil acreditar que ele é do contra. E se ele for, acho que vou ficar mais decepcionada ainda do que não ter confiado nele.

Leonid Afremov

Primeira vez que vou falar de um pintor, porque também é a primeira vez que REALMENTE me encanto por um.

Leonid Afremov é um artista impressionista Russo-israelense. Ele nasceu em Belarus em 1955 e morou lá até 1990. Estudou em Vitebsk University, fundada por ninguém menos que Chagall. Depois se mudou para Israel, onde pensou que seria bem vindo, já que ele era Judeu.Mas como não era judeu nascido em Israel, não foi bem tratado, inclusive tendo seu estúdio assaltado e sem a ajuda da polícia para descobrir pistas sobre os ladrões. Sendo assim, ele se mudou para os EUA em 2001/2002. Morou dois anos em NYC, porém o frio da cidade de certa forma começou a influenciar suas obras, deixando-as menos coloridas. Em 2004, mudou-se para Boca Raton, na Flórida. E, de acordo com o Wikipedia, ele atualmente reside no México. Ele trabalha principalmente com espátula e óleos e assim criou seu estilo único, facilmente reconhecido, e se auto representa, vendendo suas obras pela internet (no seu site ou pelo ebay) e em pequenas exposições.

Afremov pinta principalmente paisagens:

Trieste Gulf, Sea Regatta e Waterfall

Cidades:

Amsterdam Night Rain, Rainy Day In Venice e Lesbos.

Flores:

Radiance New, Woman With Flowers e Street Of Flowers.

E chuva, muita chuva *-*

Rainy Encounter, The Blur Of The Rain e City Under Rain.

E muito mais. Ele tem mais de cem obras, e eu ainda não consegui ver todas, muito menos escolher minha favorita. É fato que vou me dar uma de presente (se tudo der certo, no meu aniversário) só não sei qual escolher. De todas que eu vi até hoje, essas são minhas favoritas:

Da esquerda p/ direita, de cima p/ baixo: Moulin Rouge, Downtown Lights, Dance Under The Rain, Sparks Of Freedom, The Loneliness Of Autumn, Winter Mood, San Francisco – Golden Gate, Paris – Eifel Tower Lighted, Bottle Jazz e Flamenco.

Os links pra ver/comprar as pinturas dele são: Leonid Afremov on DeviantArt e Afremov.com.