#37

Hello there,

First, let me tell you I’m listening to the wonderful Amelie Paulain’s soundtrack, track “Guilty”, to be exact.

Oh, no, it’s over now. Anyway, this one here is not to describe every track I’m listening to tonight (Oh, now it’s one of Valse of Amelie’s version. Ok, I’m gonna stop now).

Today I arrived early at home, had to leave before the class finished. I also ate two slices of yesterday’s pizza (?!? right ?!?). So, by only these small hints, you know it wasn’t a normal day.

Well, to be completely honest, there wasn’t a normal day these days. I’m starting to think I’m in some kind of “astral hell” or something, only my birthday is not any day soon. You would say i’m exaggerating, life is supposed to be hard, right? We’re supposed to have problems and get sad or angry trying to solve them. And most of them we can’t solve because it’s not enterily up to us. You are always so right.

That’s why I’m writing you today, friend. I need you, Mr. Right, to tell me what to do with life. If I can’t solve all of my ‘so called problems’, what should I do? How do I learn to live with them? Better yet, how do I learn not to think of them as problems? And by now you know some of them are emotional problems, right?

See, I thought I was on some other level now. I was doing what I wanted to do, and at some point I knew it wasn’t what I was expecting it to turn out. And I thought ‘ok, it is not that, but I can handle whatever it is’. And then, I knew exactly what it was, but still thought I could handle. I knew what was going to happen exactly, and still, when it did happened, I was heartbroken like I NEVER thought I would be at this point, you know?

Anyway, the point is: what is wrong with me? When and why did I lose the ability of controlling myself like once I could? Not fair. And now I’m just angrier with myself, to the point of not wanting to live with me anymore. How do I take a break?

I know I have too many questions this time, but I also haven’t ask too many questions lately (mostly because I thought I had it all together). Help me, master.

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Sobre morar no Erre Jota parte II

Sexta feira, dia 21 de fevereiro de 2014 fez UM ANO que eu moro no Rio.

Coincidentemente acabou rolando um encontro de despedida do Diley (que eu conheço a pouco tempo, mas já considero ~pakas), então lá estavam eu, Diley, Jany e Luana comendo uma boa pizza em Santa Teresa.

Mas sim, um ano. Eu lembro que eu tinha feito um daqueles posts rápidos e rasteiros sobre morar no Rio, aí decidi fazer uns comentários sobre como estão as coisas.

“Meu patins novo chegou e ontem foi usado pela primeira vez (estou me sentindo um pouco Bliss/Babe Ruthless) …” Meus patins tem quase um ano, huh! Mas não me sinto mais nem um pouco Bliss/Babe Ruthless. Muita coisa rolou no Derby, e hoje em dia a verdade é que eu tô parada. Sem contar com um sábado de janeiro que rolou jogo, eu não patinei esse ano. Mas é provavel que eu volta ao ~normal, ainda amo Derby e faz bem pra saúde HAHA

“…e hoje foi a minha aula inaugural da pós.” VISH. Fiquei sabendo na aula da semana passada que nosso curso tá sem coordenador HAHA >( Mas o que importa é que em abril começa o ÚLTIMO módulo da pós :OOO E essa semana começa uma das matérias mais importante pra mim: Captação de recursos para eventos, que é sobre o que eu pretendo escrever no meu artigo de conclusão da pós (!!!!)

“Tive a certeza de que quero organizar eventos hoje, quando encontrei gente que parece comigo, e que levam realmente a sério o que muitos acham que qualquer um pode fazer a qualquer hora e em qualquer lugar.” Se eu tinha tido a certeza de que era isso que eu queria na minha primeira aula, imagina quando participei do meu primeiro festival de música!!! O Novas Frequências não é um festival grande em tamanho de público, mas o enriquecimento que ele trouxe pra mim, assim como traz pra todo mundo que tem contato com o mesmo, é ENORME. Amei muito todos os 10 dias do festival e tudo o que ele foi.  Esse ano é ~rezar pra ser chamada de novo \o/

“Ainda me falta um pouco de coragem (de vencer a preguiça) pra ir me aventurar por aí …” Esse item ainda precisa melhorar, mas considerando que entrei o ano super ~alegre, depois de ter ido numa festa em Santa Teresa, ter parado na praia, pulado ondinha, caído e muito mais, dá pra ver que tô no caminho certo.

Morar no Erre Jota tá sendo isso mesmo, não é minha cidade ideal, não é o clima ideal, nem todas as pessoas são legais (cariocas e seu estilo único inconfundível) mas vem se mostrando uma ótima aventura, para o lado bom E ruim. Vamo só ver se dura até a próxima? HAHA

Especial NETFLIX

O dia que eu resolvi fazer um cadastro no Netflix foi o dia em que eu decidi assistir Doctor Who. Depois que terminei de assistir as sete temporadas, olhando o ~cardápio de outras séries e filmes que estavam disponíveis, não me empolguei com nada.

Tudo mudou quando eu fui passar um final de semana em São Paulo com uns amigos de Manaus. Um deles falou sobre como fazer pra liberar o ~cardápio americano pra ficar disponível no meu, que é o básico brasileiro. Quando voltei pro Rio, a primeira coisa que eu fiz foi isso. E também foi, basicamente, a única hahaa.

O Netflix americano tem muito mais títulos (mas ainda assim falta MUITA coisa, né), e muita coisa lá me chamou atenção. Fiquei umas semanas sem fazer quase nada além de ver filmes (e ir pra aula e trabalhar!!).

Aí, agora que a empolgação diminuiu, resolvi vir aqui dizer as coisas que eu assisti lá 😀

( ANTES DE LIBERAR TUDO)

1. Seven Psychopaths – Não curti muito não. Achei que o filme seria bem mais legal, em parte por conta do elenco (Christopher Walken, Woody Harrelson), mas a história é bem fraquinha, e com poucas cenas legais. BLEH.

2. Somewhere – Esse foi menos pior, mas também não chegou a ser super legal. Mostra a dinâmica da relação de um pai famoso com sua filha adolescente que ele mal tem contato. Tem umas cenas legais, a fotografia do filme é bem Sofia Coppola mesmo, o que eu curto, mas só.

3. Would You Rather – Finalmente criei vontade (e lembrei) de assistir o tal do filme com a Sasha Grey. E, apesar do papel pequeno dela, eu gostei. Mas também foi a única coisa. Adoro a Britanny Snow, mas a história do filme foi muito superficial e fraca.

4. Home Alone – NATAL YAY URRUL *-*

5. Daria: Season 1: “Esteemsters”Daria: Season 1: “The Invitation” –  Tava perambulando por lá e resolvi dar uma chance pra essa série. Talvez se eu tivesse assistido anos atrás, eu até teria gostado. Mas não, só consegui ver até o segundo episódio..

6. Bag of Bones: “Part I”/Bag of Bones: “Part II” – Ahhhh Stephen King! Um especial legal, bem Stephen King, mas pouco surpreendente. Valeu pelo Pierce Brosman e pela boa cena ~gore.

7. The Mortal Instruments: City of Bones –  Tinha lido o livro por conta do evento de lançamento em Manaus que eu participei, até gostei da história (se passa em NYC *-*) e aí vi o filme dando sopa, resolvi assistir. Valeu a pena, o filme não é ruim não.

8. The Adjustment Bureau – Eu fiquei louca pra ver esse filme porque ele me lembra MUITO Fringe (até parece que rola um Observes inspired). E é bem legal, é uma história de amor mimimi blablabla, mas o que eu curto mesmo é a ideia de destino ~traçado, do lance das coisas serem coincidências ou não, do incrível poder de uma escolha que parece que vai te levar por um caminho… essas coisas bem viajantes.

9. On the Road – Não sabia nada de nada dessa galera escritora da geração Beat, mas achei interessante depois que vi o filme. Foi um filme longo, meio cansativo, mas gostosinho haha.

10. The Place Beyond the Pines –  Relutei pra ver esse filme por conta de: Ryan Gosling e Eva Mendes (.-.). Aí decidi ver no dia que a Shamila chegou aqui, por que ela queria ver um filme. Aí a gente começou a ver e nós duas cochilamos HAHAHA Mas eu acordei pra ver o resto. O filme é loooongo também (a internet não tava ajudando, daí ainda parava por uns minutos pra carregar), mas é legal, curti bastante.

(DEPOIS DE LIBERAR TUDO)

1. Drinking Buddies –  A Anna Kendrick no poster já chamou minha atenção. Aí ainda tem Oliva Wilde e Jake Johnson, que eu descobri recentemente que curto pra caramba haha. O filme é um comédiazinha, nada demais, mas legal, valeu a pena.

2. Stuck In Love – O filme que eu mais gostei até agora, dos que eu vi lá. Tem o Logan Lerman, num papel meio que parecido com o dele em The Perks of Being a Wallflower, tem a Lilly Collins, que fez The Mortal Instruments, tem a Jennifer Connely e o Greg Kinnear, a Kristen Bell numa ponta, e muita coisa legal, desde Elliott Smith a Stephen King. VALEU MUITO!

3. Safety Not Guaranteed – Outro filme com o Jake Johnson (hehehehe), com a Aubrey Plaza e o Mark Duplass. A história é meio que uma viagem, a Aubrey e o Jake trabalham num jornal, e junto com mais um carinha, eles vão investigar a história de um cara que colocou anúncio no jornal procurando alguém pra viajar no tempo com ele. A Kristen Bell também aparece nele e o final é muito legal.

4. Hick – Decidi ver por causa da Chloe Moretz, que tá muito legal nesse filme. Também tem a Blake Lively, que tá ótima, e a Juliette Lewis sendo a Juliette Lewis. Achei despretensioso, legal de assistir.

5. What Maisie Knew –  Eu lembro que vi o poster desse filme no Estação e falei que TINHA que ver por motivos de: Alexander Skarsgard. Dois dias depois eu vejo ele no Netflix *-* Além dele, tem a Juliana Moore como uma cantora de uma banda ( QUE CANTA HOOK AND LINE DO THE KILLS) e a menina que faz a Maisie é tipo MUITI FOFA, fora que a história é meio agoniante. Valeu muito a assistida.

Atualmente tô assistindo House Of Cards, que dá pra ver no Netflix daqui também, eu acho.

Resumo do twitter

Tanta coisa acontece e é tão difícil saber o que falar.

Mas aí tem o twitter, e dá pra escolher alguns tweets pra ajudar a contar as coisas.

resumotwitterPrimeiro tweet do ano: é, o ano novo foi uma festa e tanto. Eu tava com mania de escrever depois de ter bebido pra caramba. Um ou outro eu nem lembrava de ter mandado, mas algo que chamava minha atenção é que não importava o quão bêbada eu estava, eu sempre escrevia em português impecável.

Inferno astral: pelo segundo ano seguido, fui prestar atenção.

Antes das 10h: esse tweet é engraçado e MUITO verdadeiro. Rolou depois que recebi uma ligação do Rogério antes das 10h e fiquei de mau humor. HAHAHA. Foi numa sexta feira, uma bem importante, mas não por esse motivo.

Não ter mais windows 8: é um tweet qualquer aleatório, mas o que importa é que no dia que meu computador foi formatado também foi o dia que cheguei a segunda temporada de Breaking Bad, graças (ou não) ao Eduardo. Foi também um dia que eu saí de casa depois da meia noite, mesmo estando com muita preguiça, pra conhecer uma das pessoas que mais tinha coisa em comum comigo na vida.

Inferno astral dando as caras: e aí, claro, sem falhar, meu inferno astral começou. Foi um mês difícil, e ele atingiu novamente minha vida amorosa não existente, digamos assim. Mas aí ainda nem tem muito o que falar, já que a semana crítica, a última, acabou de começar. E começou tensa mesmo, e se for como no ano passado, os últimos dias ainda prometem ~surpresas. MEDO>

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O Doctor e eu

Hoje eu vou contar a história de como Doctor Who entrou na minha vida, mudou ela e ainda me deixou um pouco (mais?) nerd.

Um belo domingo estava eu em casa verminando na cama. Era o final de semana da WFTDA Championship (campeonato de roller derby dos states). De repende a Jana me liga e diz que Carol está na casa dela e elas vão assistir a final lá e me chama pra ir. Por um milagre divino, eu consigo deixar minha preguiça de lado por 10 segundos, que foi o tempo suficiente pra levantar e decidir ir.

Sem enrolar, cheguei lá depois de horas, assistimos a final, a Jana ainda tinha que pintar o cabelo da Carol e a gente não tinha nada pra ver. Foi quando finalmente disse: ACHO que vou começar a assistir Doctor Who. Aí as duas, sendo super fãs da série, falaram SIIIM COMEÇA POR FAVOR O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO NA SUA VIDA QUE AINDA NÃO VIU BLA BLA BLA. Aí aproveitamos pra começar a ver lá.

O detalhe (super importante) foi por onde começar: Carol me aconselhou a começar a ver pela quinta temporada, exatamente quando o ~décimo primeiro Doctor (Matt Smith) “chega”. E aí eu fui assistindo, primeiro a quinta temporada, depois a sexta, depois voltei pro começo, primeira, segunda, terceira, quarta temporada e por último, a sétima. Não sei explicar exatamente, mas assistir nessa ordem faz com que você veja a série de uma perspectiva muito diferente, principalmente na fase que o Moffat (roteirista e produtor) começa a escrever mais (quinta temporada). Muita coisa foi diferente pra mim, e de uma certa forma foi mais fácil de gostar, principalmente porque comecei pelos efeitos especiais legais e quando tive que voltar pro começo, onde os efeitos não eram essas coca cola toda, já tava presa pela história (fora que é sensacional poder uma série na ordem trocada e não ficar 100% perdida).

Foi assim que eu comecei a ver Doctor Who e me apaixonei. Aí também resolvi comentar meus episódios favoritos (sem dar muito spoiler).

Não vou colocar nenhum da primeira temporada, nem segunda, porque mesmo apesar ter adorado o Christopher Eccleston como o nono Doctor e ter curtido a Rose como companion dele e do Tennnat depois, eu resolvi focar nos que a história dura mais (fora os twists e importância deles na vida né).

– The Impossible Astronaut

Acho que esse deve ser meu episódio favorito. A história em si é bem intrigante e importante pro futuro, mas o que eu mais gosto mesmo é esse cenário maravilhoso que é o Lake Silencio em Utah. O local é fictício, mas essa paisagem deve estar por aí. Fora isso, apresenta um dos meus vilões favoritos, os ~Silence/Silent (Silêncio).

– A Good Man Goes To War

Esse episódio revela um dos maiores segredos da série. Aposto que muita gente já tinha sacado ele antes. Nem sei dizer ao certo se pela ordem normal dos episódios, dava pra ter sacado, mas como vi meio trocado, realmente foi um mind blown pra mim. Outra coisa muito linda no episódio (fora a história por traz da tal guerra e tudo o que é revelado) é o poema que resume bem o episódio:

“Demons run when a good man goes to war/ night will fall and drown the sun/ when a good man goes to war/ friendship dies, and true love lies/ night will fall and the dark will rise/ when a good man goes to war.”

–  Blink

Os Weeping Angels (Anjos Chorões/ Anjos Lamentadores) são outros vilões que eu amo. Eles são estátuas que só atacam quando você não está olhando pra elas. O primeiro episódio que eu vi sobre eles foi o The Time Of The Angels/ Flesh And Stone (duas partes) na quinta temporada (que foi também quando eu vi a River Song pela primeira vez <3). Mas esse episódio aí foi a primeira aparição deles na série, além de ter contado com a participação da Carey Mulligan. Além da história dos anjos, eu gosto muito de episódio por ser um daqueles que ‘brinca/explica’ o esquema do tempo muito bem, mostrando como, de certa forma, o passado pode ser ~influenciado pelo futuro (nesse caso, como as decisões que você toma no futuro estão diretamente ligadas com eventos do passado que podem ou não já ter ocorrido no seu presente, mais ou menos HAHA) e vice-versa. BTW, achei que devia comentar que o Doctor desse é o TENnant.

– Silence In The Library / Forest Of The Dead

Mais um daqueles ‘duas partes’. Esse foi o primeiro episódio da River Song, mas pra mim foi um dos últimos, já que é da quarta temporada (a penúltima que eu assisti). A maravilha de ter assistido do jeito que eu assisti é que, enquanto maioria das pessoas não ligaram ou não prestaram atenção na River (que era uma personagem nova e apenas bem misteriosa), eu não conhecia toda a história dela, mas já tinha a visto antes e tinha ideia de quem ela era. Sem querer dar muitos spoilers, em algum episódio que ela já tinha aparecido, ela comenta com alguém que a história dela e do Doctor é bem interessante, que eles vivem a vida meio que ao contrário, no sentido de que ele tá avançando e ela tá meio que voltando. Não posso falar mais que isso, mas pra quem já assistiu a série, pode imaginar como é ver esse episódio já sabendo de tudo (quase que como pela própria visão da River) ;~~

– The Angels Take Manhattan

Eu fiquei empolgada quando fui ver esse episódio porque né, amo NYC. Imagina o Doctor, a Amy e o Rory na minha cidade favorita. Pois é, era só isso que eu pensava. Quem acompanha a série sabe do que episódio se trata, e mesmo ele tendo passado há um tempo, eu prefiro não comentar sobre o seu grande tema (que também foi um MIND BLOWN mt forte, apesar da Carol ter comentado sobre ele antees {e eu não saber que esse episódio específico era o que ela tinha comentado}) Anyway, o melhor que eu posso comentar do episódio sem falar muito da história dele é que a estátua da Liberdade vira um Weeping Angel!!!

Eu podia falar BEM MAIS TIPO PRA SEMPRE de Doctor Who, mas por enquanto é só isso mesmo. Ano que vem tem temporada nova, Doctor novo, e quem sabe mais tempo pra vir falar mais coisas aqui hehehehe.

Diário de uma preguiçosa

Olha, vontade de escrever não falta, problema sempre vai ser a preguiça.

Mas falando sério, até que tô melhorando. Entrei na academia (apesar de ainda não ter conseguido ir todos os dias da semana), tô estudando direitinho, indo aos treinos (quando não estou ~trabalhando ou viajando) e até consegui me comprometer com o derby ainda mais.

Falando nisso, faltam 34 dias pro Brasileirão de Roller Derby. Esse ano vai rolar ~campeonato ( infelizmente com poucos times, já que precisa de mais geeeente jogando) e bootcamp. A ideia de viajar pra SP com um grupão de amigas lindas que jogam pra caramba e são tudo de bom é bem feliz. Mas, pra ser sincera, achei que fosse estar mais empolgada. Primeira vez que vou jogar ~sério, competindo (até comecei academia por conta disso), mas assim, tá faltando alguma coisa. Espero que eu descubra o que é até lá.

Ainda tô sem trabalho ~fixo, mas consegui fazer uma ponta no Rock In Rio e apesar de todos os pesares (pouco dinheiro, muito cansaço e algum aborrecimento) foi demais, definitivamente o que eu quero fazer. Mas por enquanto tá difícil conseguir algo na área, o jeito está sendo procurar qualquer coisa mesmo que me ajude a me manter no Rio.

E vai rolar uma reforma no apartamento onde tô morando. Tô super empolgada, adoro mudança de visual e não vejo a hora de dar um up aqui. Tadinho, o ap é bem mais velho que eu e faz um bom tempo que não rola uma reforma (se é que já rolou alguma vez na vida).

Planos para 2014 já estão rolando. O que me fez pensar sobre anos bons e ruins. Um dos melhores anos da minha vida foi 2004. Nessa altura do campeonato nem lembro bem direito o porquê, só sei que por bastante tempo tive essa impressão. Eu estava na oitava série, estudava de manhã no Auxiliadora pela primeira vez e o Rogério ainda era uma grande parte da minha vida. Devia ter algo a ver. Não sei. Daí não lembro muito bem das coisas, porém parece que os anos ímpares começaram a fazer mais diferença: 2005 mudei de escola, fiz 15 anos (e papai morreu :////), 2007 entrei na faculdade, 2009 fui pro Canadá *-*, 2011 passei meu niver em NYC num show de uma das minhas bandas favoritas… e 2013 me mudei pro Rio e participei do RiR. Mas tenho a forte impressão de que 2014 vai ser um desses anos que vai marcar, estilo 2004, mesmo que seja por algo que eu não vá mais lembrar em dois, três anos. O que importa é que a sensação é boa e que tem tempo pra fazer as coisas realmente acontecerem ano que vem, mesmo sendo um ano par.

E é basicamente isso. A preguiça continua ditando minha presença aqui, mas quem sabe né. Talvez eu volte com mais frequência pra falar de coisas aleatórias da minha vida. Ou até de coisas mais interessantes do mundo, como a minha próxima fantasia de halloween HEHHE.

A minha sonolência

O Brasil acordou.

Essa frase vem brotando na minha timeline há pelo menos 10 dias. Na minha não, aposto que na de todo mundo.

Não vim aqui falar de política e reivindicações porque, sinceramente, não me sinto informada o bastante para tal. Hoje estou tão sincera que admito que não entendo muito de política, num todo. Muito do que eu sei foi o Eduardo(meu amigo) que me explicou.Não sei se sou de direita ou de esquerda. Só sei o que eu acho, a partir das informações que julgo serem verídicas. Mas vim aqui falar do que sei, e da minha opinião.

Bom, quando as manifestações começaram em SP, minha primeira reação foi o espanto. Primeiro porque minha mãe ainda estava por lá, e perto da Paulista. Segundo porque né, nunca tinha visto tanta gente nas ruas. Mas essa passeata, do dia 06/07, não lembro, eu não acompanhei direito. Para falar a verdade, só comecei a acompanhar de perto as do dia 13, que foi quando eu decidi que não ia pra aula, justo quando a galera daqui do Rio foi pra Candelária. Acredito também que foi o dia em que a reporter da Folha levou uma bala de borracha no olho em São Paulo.

Não lembro datas exatas, mas isso não interfere no que eu quero falar. O que eu quero falar é do que eu senti quando alguns amigos chegaram me falando #vemprarua, dizendo que eu tinha que ir. Realmente, praticamente todo mundo que eu conheço no Rio estava indo. Isso foi numa segunda ou terça, quando todo mundo tava se programando pra ir pra grande passeata do dia 20/06 (que também ia rolar em Manaus).

Fato é que naquela altura do campeonato eu já estava enojada. Minha timeline era 100% gente indignada, gente acordada, gente compartilhando TODO tipo de informação, todos os textos, todos os videos, todos os relatos. Primeiro fiquei chocado com amigos agindo como se ‘tivessem nascido ontem’ , mortos de indignados com fatos que eles nem se deram o trabalho de confirmar. Gente defendendo argumentos que não entendiam, sendo imparciais e irredutíveis. Cara, não sei ser assim. Me acho muito ‘justa’, procuro por fontes confiáveis e, mesmo assim, se a informação é da TÃO TERRÍVEL mídia que só quer saber de enganar o povo, procuro absorver só o essencial, sem deixar me levar por exatamente tudo o que falam.

Aí decidi que não, que não #vouprarua, não acho válido não. As reivindicações em sua maioria são válidas, fiquei emocionada quando a tarifa realmente baixou na quinta (ontem), mas não queria sair na rua com esses tipos de pessoas tão deturpadinhas (não todas, é claro!).

Na quinta, tava todo mundo eufórico, principalmente o pessoal de Manaus, que ia viver seu segundo Ato (o primeiro realmente grande). Enquanto o clima da galera de lá era “vamo lá galera, vamo arrasar, sem violência, sou da paz /pausa pra foto” o pessoal daqui era mais “então, quem vai? onde a gente se encontra? qual o esquema?”. No auge da minha falta de paciência, já tinha desistido até de acompanhar as manifestações pela tv.

Foi quando meu bom e velho amigo Eduardo resolve me chamar pra manifestação, tamanha 19h (aqui começou 17h). Quando eu li a mensagem, meu primeiro impulso foi ficar empolgada. Mas aí rapidinho veio aquela sensação de “não sou obrigada, não vão me convencer, não tô nem afim de gritar”. Mas decidi ir, pra ficar pouquinho, no canto, só assistindo, afinal não tinha nada pra fazer (aula da pós cancelada).

Assim que me arrumei, me arrependi da ideia. Já queria desistir. Falei pro Eduardo que talvez não fosse conseguir voltar no metrô. Ele disse que pagava meu táxi. Aí eu fui hheheheehehehehhee. Quando tava no metro em Botafogo, ele disse que ia miar, que tava lá perto já e tinha um monte de gente voltando. Falei que tava com fome, pra ele me esperar lá pra gente comer algo. Cheguei na Uruguaiana 19h30. Realmente, tinha muita gente indo embora. A gente chegou até a andar na Presidente Vargas, mas nós estávamos muito ‘do contra’, andando contra o fluxo, que tava voltando. Resumindo, galera tinha dispersado. Eduardo ficou um pouco decepcionado por perder a manifestação.

Fomos comer na Bob’s, lá perto. Quando saímos de lá, um grande grupo passava pela Uruguaiana, rumo a Carioca. Aí Eduardo foi me levar pro metrô. Tava fechaaaado! Ok, vou de táxi. Decidimos seguir a galera pra chegar numa rua principal e poder ir embora. Fomos seguindo e seguindo e a turma era grande e eles cantavam e xingavam a polícia, tudo na ~paz. Aí falei pro Eduardo “AE, essa é uma manifestação, a gente conseguiu!”. Aí ele “ehhhh…não…”. Chegamos na Rio Branco e mais gente se juntou. OK, era uma manifestação, a segunda parte. Daí, chegamos na Cinelândia e TCHAMRAM, tava todo mundo lá. Todo mundo lindo, uns sentados nas escadarias da biblioteca e do teatro, cantando, com suas bandeiras e tal. Tava bonito.

Dali menos de dez minutos parados, eu vi umas poucas pessoas começarem a correr. Aí eu corri. Puxei o Eduardo e dei uma corridinha. Aí o Eduardo “QUE FOI? Não corre, tá correndo porque???”. Aí eu “Não sei, um pessoal correu, eu corri!”. O Eduardo falou que na segunda (outra manifestação, que ele foi) a namorada dele e uma amiga nossa começaram correr e ele só dizia “não corre”, com medo delas caírem e baterem a cabeça. Aí a gente parou mais longe da concentração. Ele apontou pra onde a policia ficava e provavelmente da onde ela iria sair, e dava pra ver as luzinhas vermelhas. Tava distante, mas dava pra ver. A galera linda ainda, pacífica e cantando quando BOOOOOOOOM. Uma bomba, a gente deu uma leve corrida. Aí falei pra ele não correr. Meu coração acelerou, mas de empolgação, não de medo. BOOOM BOOOM, mais duas bombas e daí geral começou a correr…. Aí né, a gente correu também, mas parou na Rua do Passeio. Ficamos lá e foi quando eu falei: CARA, que maneiro! Quero ver. Ficamos lá um tempo, o pessoal já tinha parado de correr, mas ainda descia muita gente. Eduardo queria que eu entrasse num táxi, mas eles tavam lotados. Decidimos ir pra Lapa. Mas eu queria esperar. BOOOM BOOOM mais perto agora, ai ok, fomos pra Lapa.

Chegamos na Lapa, ê laiá, lotada, muita gente chegando também, os bares abertos, cheios, iluminados…noite na Lapa né. Ainda dava pra ouvir os helicópteros. A gente foi caminhando e paramos no Circo Voador. O Eduardo queria entrar em um bar e sentar. Eu, não. Mais pessoas chegavam, mas tudo de boa. Vi meu ônibus passar e decidi que ia embora. Fomos pra Riachuelo, pro ponto. Aí eu não lembro o que aconteceu direito. Não lembro se foi antes ou depois da gente chegar no ponto (e ver que os ônibus estavam lotados e não estavam parando) que as pessoas começaram a correr. Nessa altura eu ainda falava MANO NÃO CORRE. Aí a gente viu que era a Cavalaria da polícia vindo pela Riachuelo. Pessoal ficou tenso, Eduardo só falou pra gente ficar perto da parede.

Depois disso, decidi que não dava pra ir embora aquela hora, não tinha ônibus, nem táxi, e o transito tava tenso. Ficamos por ali na frente do Circo. Foi quando olhei o whatsapp e fiquei sabendo que uma amiga minha tava sozinha na cinelândia, tentando sair. As coisas por lá estavam caóticas. Falei pro Eduardo que ia atrás dela e ele disse que ia comigo, que era pra ver onde ela tava e falar pra ela encontrar a gente no meio do caminho. Quando consegui ligar, ela já tinha conseguido entrar num ônibus.

Até aí tudo bem, Eduardo queria entrar em algum bar. Falei que queria ver o que tava acontecendo. Ele: vamo, a gente senta e vê na TV. Eu: NÃO, quero ver AO VIVO!. Foi quando as bombas chegaaaaaram na Lapa! Galera começou a vir na nossa direção. A gente deu uma caminhada e chegou num posto de gasolina. BOOOOM BOOOM. Mais bombas. Falei pra gente ficar no posto. Aí o Eduardo: É, tão soltando bomba, se soltarem aqui vai ser legal. Aí nessa altura eu já estava falando TODO e QUALQUER tipo de besteira (pausa pra agradecer o Eduardo por me aguentar). BOOOOOM BOOOM BOOOM, as bombas chegaram mais perto, mas só dava pra ver fumaça ainda. O pessoal começou a correr, aí a gente decidiu se mover. Os bares começaram a fechar, com as pessoas lá dentro.

Os BOOOMs ficaram mais pertos, as pessoas se apressaram e nós entramos na rua do Lavradio, em direção a Riachuelo. Naquela hora, agora eu penso, era mais pânico da galera do que perigo iminente, e isso fez a gente querer correr e até pensar em entrar em algum boteco, mas tava tudo lotado, aí falei que não.

Já na Riachuelo, foram uns 20 minutos e uma caminhada eterna. A gente andava, vinha um BOOM, a gente dava uma corrinha e parava. Ficamos nesse looop por um tempo, porque eu queria ver. Mas não dava pra ver nada, a não ser claro, o 8 ou mais mini ônibus CHEIO de policiais passando, as duas viaturas a 60 km/h que quase fizeram boliche humano e capotaram….quase. Mais motos de policiais e viaturas…e já quase no final, o tão temido CAVEIRÃO. Depois disso, já quase na casa do Eduardo, finalmente resolvi ceder e parar de esperar pra ver. Fomos pra casa dele e eu fiquei lá dando um tempinho pra poder ir pra casa.

Long story short, deu tudo certo…pra gente. Claro que muita gente se machucou, se deu mal, alguns foram presos… Mas olha, mesmo não tendo ouvido falar quase nada do que aconteceu na Lapa na mídia (sem contar os relatos), não achei as informações muito defasadas não…sei lá. Eu sei que eu fui e vivi um pouco, e me perdoem, mas… ADOREI. Não me levem a mal, não sou de longe a favor da polícia descer o cacete da galera da paz (e foi o que aconteceu), e muito menos gostei do vandalismo e de pessoas terem se machucado….mas o que eu senti ali, aquela adrenalina e empolgação que o ~perigo causa, eu amei =x

 

O Brasil acordou…parece que vai continuar ~acordado, mas eu, eu mesma tô de preguicinha na cama mesmo!