The Leftovers e Les Revenants

Eu bem me lembro quando ouvi falar de The Leftovers pela primeira vez. Tava assistindo HBO (Game Of Thrones, O Negócio ou True Blood) quando apareceu a chamada. Era daquelas que aparecia todo intervalo, mas bastou a primeira vez passar pra eu me apaixonar: tocava Retrograde do James Blake e nessa época eu tava perdidamente apaixonada por ele, fora que a premissa da série era muito boa, você está lá vivendo sua vida com as pessoas ao seu redor e de repente BUM, o carrinho do supermercado tá se mexendo sozinho porque quem tava empurrando ele simplesmente sumiu.

Aí sim, comecei a acompanhar a primeira temporada bonitinha e tal (tinha hbo na época, tudo na legalidade, um epi por semana). Lembro que retrograde realmente tocou no primeiro epi, mas também lembro que a parte mais interessante, das pessoas desaparecendo, passou bem rápido e antes do epi acabar já tinha se passado três anos do famoso 14 de outubro.

Enfim, a primeira temporada teve bastante altos e baixos (mais baixos na minha opinião). Não sei como consegui terminar de ver, nem lembro muita coisa. Mas o mais marcante foi a sequencia que a Nora chega em casa e tem uns bonecos representando a família dela, na mesma ‘posição’ que eles estavam quando sumiram. Achei essa a melhor cena da primeira temporada, e uma das únicas que eu lembro.

Com Les Revenants eu não lembro como fiquei sabendo, só lembro que achei a primeira temporada pra baixar em um blog (na real falo mais sobre como achei nesse post). Não lembro quando vi pela primeira vez (depois de ver o post, sei que foi em 2013), mas sei que foi lançada em 2012. Não sabia muito além de que era uma série francesa baseada num filme e se tratava de “gente que morreu e voltou”.

O que mais me empolga sobre Les Rev é que eu fiquei perdidamente apaixonada pela série desde o PILOTO. Isso quase nunca ocorre, pra ser sincera nem lembro quais séries que eu gostava eu comecei a amar desde o primeiro episódio. Só sei que com Les Rev foi assim. De cara a fotografia é muito boa, tão bonita que chamou minha atenção. Os atores eu não conhecia nenhum, todos franceses né, mas também dava pra perceber uma certa realidade na atuação deles, por alguns segundos aquilo parece até real. E caaaara, a trilha sonora! Começa com a abertura, lindona, onde toca Hungry Face do Mogwai. Aliás, Mogwai (que já era uma banda que eu tinha bastante simpatia) compôs toda a trilha da série e o trabalho é lindo porque super combina com a série e casa/acrescenta muito a fotografia. Só vendo pra crer.

Primeira temporada de The Leftovers e Les Rev assistidas. A segunda de Les Rev estava prevista pra sair só em 2015, três anos depois do lançamento da primeira. Esperei ansiosa por isso e só fui assistir quando saíram todos os episódios.

Já a segunda temporada de The Leftovers eu fui ver porque tinha um monte de gente comentando, e eu tinha lido superficialmente que iria ser bem diferente da primeira temporada, então resolvi dar a segunda chance, já que ela não tinha me impressionado muito na primeira vez.

Pra começar a falar das duas séries juntas, já devo dizer que não dá pra comparar muito, apesar de elas terem certas similaridades. Les Revs é sobre pessoas que já morreram e voltam a vida como se nada tivesse acontecido, enquanto The Leftovers é sobre pessoas que sumiram misteriosamente do nada. A construção é um pouco similar, as duas usam flashback pra incrementar a história, e algumas vezes até explicar certas situações. Mas enquanto Les Revs parece seguir uma linha de raciocínio que só não está muito clara no momento, The Leftovers parece estar jogando um grande números de informações novas o tempo todo, sem ter muito que explicar o que cada coisa quer dizer. Particularmente acho isso incrível, já que o povo americano é muito acostumado a ter o plot mastigado pra eles entenderem.

Ou seja, Les Revs é um suspense, onde eles vão dando algumas dicas no caminho, e quando parece que você finalmente sacou alguma coisa, ele te joga uma situação nova, um novo caminho com novas informações. Já The Leftovers parece uma confusão mental, bem ao estilo de Where’s my mind mesmo, onde eles contam uma história, explicam algumas coisas mas maioria do que está acontecendo ainda continua um mistério. É bem legal também porque tudo acaba sendo meio que imprevisível, e as dicas são bem sutis, como a Austrália, mencionada diversas vezes mas nunca explicada 100%, ou o cara da torre ou a mulher que dá a luz no primeiro episódio. E o mais empolgante é que a gente nunca vai saber se vão mesmo explicar tudo. E não faz muita diferença se não explicarem, porque o que poucas pessoas notam é que o objetivo da série não é fazer a gente entender o que são os sumiços repentinos, e sim mostrar como as pessoas podem reagir a situações inexplicáveis. É sobre fé de uma forma que a gente não tá muito acostumado a ver e as questões levantadas são até mais profundas dos que as apresentadas em Les Rev.

Pra concluir, The Leftovers é uma série pra galera com cabeça aberta e que tem paciência pra ver uma história se desenrolar sem precisar ficar perguntando a cada 5 minutos “o que está acontecendo?”. Les Revenants é uma séria mais fácil de acompanhar, também levanta questões bacanas do tipo “e se aquela pessoa que morreu voltasse?” mas é muito mais que isso e caminha também pra alguma explicação, mais do que se pode esperar de The Leftovers.

Sobre bolos e acidentes fatais

Semana passada assisti Cake, mas não tinha tido vontade de escrever sobre ele ainda.

Cake

Hoje decidi que ia escrever sim. Mas ia contar o filme mesmo, então prepara que é só SPOILER daqui pra baixo.

(Mentira)

Antes de falar do filme, eu tava pensando sobre o nome do mesmo. Um dos meus filmes favoritos e que não é conhecido é Snow Cake. Se bolo já é bom, imagina com neve *-* Resolvi que vou falar de Snow Cake em outro post, mas tive que mencionar ele aqui por conta da semelhança, não só no título.

Eu vi que Cake é um drama com a Jennifer Anniston. Fiquei levemente curiosa, pois estou nessa vibe de dar-uma-chance-pra-ator-de-comédia-em-dramas-na-esperança-de-descobrir-o-próximo-Matthew-McConaughey. Foi quaaaaase com o Bradley Cooper em American Sniper (ele ficou bem caracterizado a ponto de eu esquecer The Hangover, que eu nunca vi todo anyway, mas ainda faltou um pouquinho), mas com a Jennifer nem tanto. Não que ela não estivesse bem em Cake, mas faltou um pouco de profundidade, eu acho. Bom, vamos lá.

 

(Agora sim, SPOILERS)

 

Cake, como na imagem acima vocês podem ver, se trata de uma mulher que frequenta um grupo de apoio, e depois que uma das outras mulheres do grupo se mata, ela começa a ter visões da mesma.

E é isso mesmo. O filme começa com as mulheres reunidas no tal grupo de apoio, e logo vemos que quem se matou foi a personagem da Anna Kendrick (LINDA, SOU FÃ HAHA :x). Todas estão falando de seus sentimentos, e quando chega a vez da Jennifer (Claire no filme), ela não fala dos seus sentimentos, mas sim aponta algumas particularidades do suicídio de Nina (a Anna), como ela ter se jogado no meio de um cruzamento de estradas, caído num caminhão e que só foram perceber que havia alguém morto ali quando já estava longe, em outro estado, dando um mega trabalho para o marido trazer o corpo de volta. Resumindo, you go Nina! Pontos pela execução.

E aí as coisas começam. Claire pega um táxi e vai deitada no banco de trás. Claire não dirige, ela tem uma espécie de ‘cuidadora’ que dirige pra ela, além de cuidar da casa. Claire só anda no carro no banco da frente se ele estiver todo rebaixado. Claire tem cicatrizes no rosto e na barriga. Ela faz fisioterapia porque tem placas pela perna. Esses são os detalhes do filme, que realmente foca em algumas poucas aparições de Nina, uma Nina feliz e ‘brincante’, que faz com que Claire vá atrás do viúvo.

O que eu mais gostei mesmo no filme é a falta da enorme necessidade que os americanos tem de explicar tuuuuudo o tempo todo. Isso que estraga, por exemplo, remakes como o de Let The Right One In. Nesse filme, não tem isso, apenas detalhes que deixam a gente imaginando que grande catástrofe aconteceu na vida dessa mulher.

Mesmo quando, depois da metade do filme, fica claro que ela perdeu o filho num acidente que também a debilitou física e mentalmente, a ponto de não conseguir mais nem morar com seu marido e ter que ser cuidada pela maravilhosa Silvana, eles nunca falam exatamente o que aconteceu, ou mostram. Só ficam as dicas mesmo. Até o responsável pelo acidente aparece para tentar pedir desculpas, mas mesmo assim, não fica claro exatamente o que aconteceu.

O que, de novo, me remete a Snow Cake. QUE ~SEMELHANÇA! A do título também é MEGA parecida! Em Cake, em uma das aparições da Nina, elas comentam um exercício do grupo de apoio onde devem falar o que gostariam mais de fazer se não estivessem em depressão. Nina comenta que o que mais gostaria de fazer era um bolo para o aniversário do filho. No final do filme, Claire arranja um bolo (feito por uma aleatória que ela achou e deu carona e levou pra casa e que depois roubou ela, mas não sem antes fazer o bolo) e leva para o ex marido de Nina e pro filho, no aniversário dele. Depois que entrega o bolo e volta pro carro, ela coloca a cadeira no lugar e o filme acaba.

No IMDb a nota do filme foi 6.5, e eu devo concordar. A ideia do filme é até legal, e ele tinha tudo pra deixar a gente triste e tal, mas não chega lá. Mesmo assim, gostei da atuação da Jennifer Anniston, espero vê-la num papel mais desafiador ainda.

Hoje tem: séries!

Vi três filmes entre sexta e sábado (Two Nights Stand, Let Us Prey e Foxcatcher) e não deu vontade de escrever sobre nenhum hoje 😡

Aí resolvi falar sobre séries.

Primeiramente, houve uma grande mudança na minha lista de séries. Algumas das quais eu assistia há anos acabaram recentemente: Dexter, True Blood, Sons Of Anarchy, Parenthood… E aí fui me sentindo meio orfã, parecia que não ia mais ter série pra assistir.

E depois de assistir várias outras séries e tentar me apegar a algumas, finalmente minha lista começou a ficar estável. Aí resolvi vir falar de algumas séries novas que curti, e também sobre o Popcorn Time e o trakt.tv.

Bom, acredito que a esta altura do campeonato todo mundo saiba o que é o Popcorn Time. Explicando rapidinho, ele é um aplicativo que deixa você assistir séries e filmes de torrents, sem precisar baixar nada (além do aplicativo). Como ele utiliza torrents, não é exatamente legal, mas é um jeito ainda bacana de ver séries e filmes que dificilmente (por conta de grana tbm) estão disponíveis pra gente de forma legal.

E é ele que eu venho usando pra ver filmes e séries. Também comecei a usar o trakt.tv para me organizar e tentar lembrar o que eu já vi e também porque ele posta os filmes que vejo no facebook e aí as pessoas comentam e aí rola discussões legais as vezes.

Mas falando das séries. Ultimamente tenho assistido Chicago Fire, Law & Order SVU, Brooklyn Nine-Nine, The Good Wife e voltei a ver Grey’s Anatomy. Fora as que estão paradas no momento: Penny Dreadful, Game of Thrones (que nem sei se vou continuar :O), Rookie Blue, True Detective, Les Revenants e Constantine. Sobre as séries novas que estou acompanhando:

CSI Cyber

Ainda não sei se gosto, mesmo depois de 4 episódios. A série conta com a Patricia Arquette (que eu sinto MUITA falta em Medium) e o James Van der Beek, que já tentou voltar pelo menos duas vezes com séries que não deram muito certo, e fala de crimes cibernéticos, um pouco mais do que invadir o computador de alguém e jogar fotos online. Vou continuar assistindo na esperança de que comecem a escrever tão bem quanto o CSI original.

 

iZombie

Nova série do Rob Thomas, criador de Veronica Mars. Não tive tempo de julgar pela capa antes de decidir assistir, mas mesmo com apenas dois episódios, acabei gostando mais do que esperava. A série ficou uma mistura de Crossing Jordan com Medium com o diferencial Zumbi. Acredito que ela teria um potencial maior se puxasse um pouco mais pro drama do que pra comédia, mas mesmo assim é agradável de ver (fora toda aquele cartoon baseado nos quadrinhos no qua a série é inspirada *-*).

 

Black Mirror

Uma série inglesa sobre tecnologia e suas consequências. Todo episódio conta uma história diferente e sem relação com as outras, geralmente numa outra realidade, com personagens e atores diferentes. Até agora são duas temporadas com três episódios cada e um especial de natal de 90 minutos. Também vem sendo comparada com The Twilight Zone e Tales Of The Unexpected.

Essa está sendo minha série favorita, apesar de não saber quando ( e se) sai a próxima temporada. O que se sabe é que já estão pensando em fazer a versão americana (¬¬) e que o Robert Downey Jr. comprou os direitos de um dos episódios para transformá-lo em filme – > The Entire Story of You, onde todo mundo tem um chip implantado atrás da orelha, chamado de Grain, onde você armazena tudo o que já viu/viveu e pode ser revisto por você quando e onde quiser.

As histórias são muito boas, e as tecnologias/gadgets, melhores ainda (de deixar a apple lá em embaixo). A minha favorita sendo Be Right Back, que não quero dar spoiler, mas que lembra um pouco o filme Her.

Ainda tem umas séries pra ver e decidir se gosto ou não, mas basicamente é isso.

 

Sobre problemáticos unidos

Domingo passado não consegui postar, nem ver filme. Já esse final de semana….

 

O filme de ontem hoje é Short Term 12.

short term 12

 

Eu queria que existisse uma categoria, um gênero chamado despretensioso.

1. Aquele que não tem pretensão; desprovido de objetivo específico; 2. Desinteressado, tranquilo

Seria o meu gênero favorito de filmes. Aqueles que não tentam ser algo mais do que realmente são, que não tentam te convencer de alguma coisa, ou ter algum objetivo do tipo mudar sua vida, ganhar dinheiro ou ser o novo filme indie/underground do momento…Eles são tranquilos (não necessariamente as historias, mas como estas são contadas), só estão ali pra contar aquela história e depois vão seguir em frente, independente de você ter gostado ou não do que eles falaram, se sorriu ou se chorou, ou até mesmo se identificou.

Qualquer história, seja de filme, livro ou até música, só se torna realmente interessante pra mim se eu conseguir me identificar com alguma coisa. E esse filme fez isso e aposto que vai fazer com muitas outras pessoas.

A sinopse, que está em inglês na imagem acima, diz: Um membro de apoio de supervisão de 20 e poucos anos de uma instituição residencial de tratamento navega nas águas turbulentas daquele mundo junto com seu colega de trabalho e namorado de longa data.

Clica na imagem pra ler a triste história da polvo Nina :~~

E eu acho que é quando você termina de ver o filme e depois lê a sinopse de novo que você tem certeza que ele é despretensioso. A sinopse nunca chega aos pés de tudo o que o filme tem a mostrar, e isso QUASE nunca acontece (principalmente quando é filme de terror, que a sinopse sempre é melhor). Não são como aqueles filmes que você assiste o trailer depois que assiste o filme, descobre que as melhores cenas estavam no trailer (motivo de eu não gostar de trailers haha). Com Short Term 12 é diferente, com essa sinopse você provavelmente nunca se imaginaria assistindo esse filme e gostando tanto.

A minha sinopse, sem falar de spoiler, seria: Um filme que retrata a rotina de uma pequena clínica de reabilitação para jovens problemáticos e seus empregados, outros jovens que usam seu tempo para ajudar. Conhecemos Grace, uma ótima e esforçada assistente, que passa por momentos delicados em sua vida pessoal, mas conta com o incrível namorado Mason, que junto com ela, transforma a vida de jovens desesperançosos.

Talvez a minha sinopse pareça melhor do que realmente era pra ser, mas tentei ser objetiva. O fato é que o filme vale a assistida sim, inclusive ficou a nota 8 no IMDb. Eu daria até 8.5, pra ser sincera. E olha, Brie Larson entrando pra minha lista de atrizes favoritas simples assim.

Uma confusa história de paradoxos.

Antes de começar minha primeira resenha, queria dizer que não sou formada em cinema, não assisti todos os filmes clássicos do mundo nem tenho nenhuma razão pra acreditar que sou dona da verdade ou que a minha opinião vale de alguma coisa. Só resolvi escrever sobre o que eu acho dos filmes que eu vejo porque eu vejo vários e acredito que a minha opinião é diferente justamente por não ser pretensiosa 🙂

(ou a minha resenha sobre Predestination).

predestination

Quando decidi assistir Predestination, só sabia que era com o Ethan Hawke e só tinha lido essa sinopse:

“The life of a time -traveling Temporal Agent. On his final assignment, he must pursue the one criminal that has eluded him throughout time.”

Fui esperando mais um filme sobre viagem no tempo, assunto que eu adoro. Pelo poster do filme, já dava pra ver semelhanças com Fringe e The Adjustment Bureau pelas capas e chápeis (apesar dos dois mencionados não serem exclusivamente sobre viagem no tempo, e sim sobre pessoas que alteram sua ‘timeline’, seu ‘destino’).

Aí o filme começa com um personagem correndo, uma bomba que explode e uma cirurgia facial. Não vou falar mais que isso sobre o filme porque não quero dar spoilers.

Mas cara, esse filme é louco. Não sei se no bom ou mal sentido. Descobri depois que é uma short story que ainda vou ler, mas já sabendo do enredo, acredito que não vá fazer muita diferença. O legal mesmo foi que nos primeiros dez minutos de filme lembrei da sinopse, mais especificamente da parte de ‘viagem no tempo’ e comecei a me perguntar se estava vendo o filme certo ( e se o Ethan Hawke era mesmo o ‘principal’ do filme, como o poster indicava). E depois de meia hora, continuei me perguntando.

Aí, um pouco antes da metade do filme fui começando a perceber algo, e um pouco depois da metade, tive certeza. Parei de perguntar se tava assistindo o filme certo e passei a me perguntar WTF como pode?????

O fato é que o filme é um mega paradoxo, e eu não curto paradoxos, ainda mais daquele tipo “quem veio primeiro, o ovo ou a galinha” porque me confunde muito e eu preciso de um pouco de lógica, ou de um ponto de partida definitivo. (Aliás é por isso mesmo que preciso ver Interstellar de novo). No final as coisas ficam bem claras, mas não necessariamente mega explicadas.

No final das contas, vale a assistida SIM, é um filme “diferente”, tem viagem no tempo sim, é meio superficial quanto a questões mais profundas, mas pra história central, serviu certinho. E não podia deixar de comentar que a atuação da Sarah Snook, que eu nunca vi atuar antes, foi bem satisfatória!

 

No IMDb a pontuação foi 7.4 (o que pra mim é alto, hoje em dia). Na minha opinião, fica com 6.8, o que quer dizer que é bom, mas não foi tão satisfatório assim (sorry, paradoxos).

 

Especial NETFLIX

O dia que eu resolvi fazer um cadastro no Netflix foi o dia em que eu decidi assistir Doctor Who. Depois que terminei de assistir as sete temporadas, olhando o ~cardápio de outras séries e filmes que estavam disponíveis, não me empolguei com nada.

Tudo mudou quando eu fui passar um final de semana em São Paulo com uns amigos de Manaus. Um deles falou sobre como fazer pra liberar o ~cardápio americano pra ficar disponível no meu, que é o básico brasileiro. Quando voltei pro Rio, a primeira coisa que eu fiz foi isso. E também foi, basicamente, a única hahaa.

O Netflix americano tem muito mais títulos (mas ainda assim falta MUITA coisa, né), e muita coisa lá me chamou atenção. Fiquei umas semanas sem fazer quase nada além de ver filmes (e ir pra aula e trabalhar!!).

Aí, agora que a empolgação diminuiu, resolvi vir aqui dizer as coisas que eu assisti lá 😀

( ANTES DE LIBERAR TUDO)

1. Seven Psychopaths – Não curti muito não. Achei que o filme seria bem mais legal, em parte por conta do elenco (Christopher Walken, Woody Harrelson), mas a história é bem fraquinha, e com poucas cenas legais. BLEH.

2. Somewhere – Esse foi menos pior, mas também não chegou a ser super legal. Mostra a dinâmica da relação de um pai famoso com sua filha adolescente que ele mal tem contato. Tem umas cenas legais, a fotografia do filme é bem Sofia Coppola mesmo, o que eu curto, mas só.

3. Would You Rather – Finalmente criei vontade (e lembrei) de assistir o tal do filme com a Sasha Grey. E, apesar do papel pequeno dela, eu gostei. Mas também foi a única coisa. Adoro a Britanny Snow, mas a história do filme foi muito superficial e fraca.

4. Home Alone – NATAL YAY URRUL *-*

5. Daria: Season 1: “Esteemsters”Daria: Season 1: “The Invitation” –  Tava perambulando por lá e resolvi dar uma chance pra essa série. Talvez se eu tivesse assistido anos atrás, eu até teria gostado. Mas não, só consegui ver até o segundo episódio..

6. Bag of Bones: “Part I”/Bag of Bones: “Part II” – Ahhhh Stephen King! Um especial legal, bem Stephen King, mas pouco surpreendente. Valeu pelo Pierce Brosman e pela boa cena ~gore.

7. The Mortal Instruments: City of Bones –  Tinha lido o livro por conta do evento de lançamento em Manaus que eu participei, até gostei da história (se passa em NYC *-*) e aí vi o filme dando sopa, resolvi assistir. Valeu a pena, o filme não é ruim não.

8. The Adjustment Bureau – Eu fiquei louca pra ver esse filme porque ele me lembra MUITO Fringe (até parece que rola um Observes inspired). E é bem legal, é uma história de amor mimimi blablabla, mas o que eu curto mesmo é a ideia de destino ~traçado, do lance das coisas serem coincidências ou não, do incrível poder de uma escolha que parece que vai te levar por um caminho… essas coisas bem viajantes.

9. On the Road – Não sabia nada de nada dessa galera escritora da geração Beat, mas achei interessante depois que vi o filme. Foi um filme longo, meio cansativo, mas gostosinho haha.

10. The Place Beyond the Pines –  Relutei pra ver esse filme por conta de: Ryan Gosling e Eva Mendes (.-.). Aí decidi ver no dia que a Shamila chegou aqui, por que ela queria ver um filme. Aí a gente começou a ver e nós duas cochilamos HAHAHA Mas eu acordei pra ver o resto. O filme é loooongo também (a internet não tava ajudando, daí ainda parava por uns minutos pra carregar), mas é legal, curti bastante.

(DEPOIS DE LIBERAR TUDO)

1. Drinking Buddies –  A Anna Kendrick no poster já chamou minha atenção. Aí ainda tem Oliva Wilde e Jake Johnson, que eu descobri recentemente que curto pra caramba haha. O filme é um comédiazinha, nada demais, mas legal, valeu a pena.

2. Stuck In Love – O filme que eu mais gostei até agora, dos que eu vi lá. Tem o Logan Lerman, num papel meio que parecido com o dele em The Perks of Being a Wallflower, tem a Lilly Collins, que fez The Mortal Instruments, tem a Jennifer Connely e o Greg Kinnear, a Kristen Bell numa ponta, e muita coisa legal, desde Elliott Smith a Stephen King. VALEU MUITO!

3. Safety Not Guaranteed – Outro filme com o Jake Johnson (hehehehe), com a Aubrey Plaza e o Mark Duplass. A história é meio que uma viagem, a Aubrey e o Jake trabalham num jornal, e junto com mais um carinha, eles vão investigar a história de um cara que colocou anúncio no jornal procurando alguém pra viajar no tempo com ele. A Kristen Bell também aparece nele e o final é muito legal.

4. Hick – Decidi ver por causa da Chloe Moretz, que tá muito legal nesse filme. Também tem a Blake Lively, que tá ótima, e a Juliette Lewis sendo a Juliette Lewis. Achei despretensioso, legal de assistir.

5. What Maisie Knew –  Eu lembro que vi o poster desse filme no Estação e falei que TINHA que ver por motivos de: Alexander Skarsgard. Dois dias depois eu vejo ele no Netflix *-* Além dele, tem a Juliana Moore como uma cantora de uma banda ( QUE CANTA HOOK AND LINE DO THE KILLS) e a menina que faz a Maisie é tipo MUITI FOFA, fora que a história é meio agoniante. Valeu muito a assistida.

Atualmente tô assistindo House Of Cards, que dá pra ver no Netflix daqui também, eu acho.

O Doctor e eu

Hoje eu vou contar a história de como Doctor Who entrou na minha vida, mudou ela e ainda me deixou um pouco (mais?) nerd.

Um belo domingo estava eu em casa verminando na cama. Era o final de semana da WFTDA Championship (campeonato de roller derby dos states). De repende a Jana me liga e diz que Carol está na casa dela e elas vão assistir a final lá e me chama pra ir. Por um milagre divino, eu consigo deixar minha preguiça de lado por 10 segundos, que foi o tempo suficiente pra levantar e decidir ir.

Sem enrolar, cheguei lá depois de horas, assistimos a final, a Jana ainda tinha que pintar o cabelo da Carol e a gente não tinha nada pra ver. Foi quando finalmente disse: ACHO que vou começar a assistir Doctor Who. Aí as duas, sendo super fãs da série, falaram SIIIM COMEÇA POR FAVOR O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO NA SUA VIDA QUE AINDA NÃO VIU BLA BLA BLA. Aí aproveitamos pra começar a ver lá.

O detalhe (super importante) foi por onde começar: Carol me aconselhou a começar a ver pela quinta temporada, exatamente quando o ~décimo primeiro Doctor (Matt Smith) “chega”. E aí eu fui assistindo, primeiro a quinta temporada, depois a sexta, depois voltei pro começo, primeira, segunda, terceira, quarta temporada e por último, a sétima. Não sei explicar exatamente, mas assistir nessa ordem faz com que você veja a série de uma perspectiva muito diferente, principalmente na fase que o Moffat (roteirista e produtor) começa a escrever mais (quinta temporada). Muita coisa foi diferente pra mim, e de uma certa forma foi mais fácil de gostar, principalmente porque comecei pelos efeitos especiais legais e quando tive que voltar pro começo, onde os efeitos não eram essas coca cola toda, já tava presa pela história (fora que é sensacional poder uma série na ordem trocada e não ficar 100% perdida).

Foi assim que eu comecei a ver Doctor Who e me apaixonei. Aí também resolvi comentar meus episódios favoritos (sem dar muito spoiler).

Não vou colocar nenhum da primeira temporada, nem segunda, porque mesmo apesar ter adorado o Christopher Eccleston como o nono Doctor e ter curtido a Rose como companion dele e do Tennnat depois, eu resolvi focar nos que a história dura mais (fora os twists e importância deles na vida né).

– The Impossible Astronaut

Acho que esse deve ser meu episódio favorito. A história em si é bem intrigante e importante pro futuro, mas o que eu mais gosto mesmo é esse cenário maravilhoso que é o Lake Silencio em Utah. O local é fictício, mas essa paisagem deve estar por aí. Fora isso, apresenta um dos meus vilões favoritos, os ~Silence/Silent (Silêncio).

– A Good Man Goes To War

Esse episódio revela um dos maiores segredos da série. Aposto que muita gente já tinha sacado ele antes. Nem sei dizer ao certo se pela ordem normal dos episódios, dava pra ter sacado, mas como vi meio trocado, realmente foi um mind blown pra mim. Outra coisa muito linda no episódio (fora a história por traz da tal guerra e tudo o que é revelado) é o poema que resume bem o episódio:

“Demons run when a good man goes to war/ night will fall and drown the sun/ when a good man goes to war/ friendship dies, and true love lies/ night will fall and the dark will rise/ when a good man goes to war.”

–  Blink

Os Weeping Angels (Anjos Chorões/ Anjos Lamentadores) são outros vilões que eu amo. Eles são estátuas que só atacam quando você não está olhando pra elas. O primeiro episódio que eu vi sobre eles foi o The Time Of The Angels/ Flesh And Stone (duas partes) na quinta temporada (que foi também quando eu vi a River Song pela primeira vez <3). Mas esse episódio aí foi a primeira aparição deles na série, além de ter contado com a participação da Carey Mulligan. Além da história dos anjos, eu gosto muito de episódio por ser um daqueles que ‘brinca/explica’ o esquema do tempo muito bem, mostrando como, de certa forma, o passado pode ser ~influenciado pelo futuro (nesse caso, como as decisões que você toma no futuro estão diretamente ligadas com eventos do passado que podem ou não já ter ocorrido no seu presente, mais ou menos HAHA) e vice-versa. BTW, achei que devia comentar que o Doctor desse é o TENnant.

– Silence In The Library / Forest Of The Dead

Mais um daqueles ‘duas partes’. Esse foi o primeiro episódio da River Song, mas pra mim foi um dos últimos, já que é da quarta temporada (a penúltima que eu assisti). A maravilha de ter assistido do jeito que eu assisti é que, enquanto maioria das pessoas não ligaram ou não prestaram atenção na River (que era uma personagem nova e apenas bem misteriosa), eu não conhecia toda a história dela, mas já tinha a visto antes e tinha ideia de quem ela era. Sem querer dar muitos spoilers, em algum episódio que ela já tinha aparecido, ela comenta com alguém que a história dela e do Doctor é bem interessante, que eles vivem a vida meio que ao contrário, no sentido de que ele tá avançando e ela tá meio que voltando. Não posso falar mais que isso, mas pra quem já assistiu a série, pode imaginar como é ver esse episódio já sabendo de tudo (quase que como pela própria visão da River) ;~~

– The Angels Take Manhattan

Eu fiquei empolgada quando fui ver esse episódio porque né, amo NYC. Imagina o Doctor, a Amy e o Rory na minha cidade favorita. Pois é, era só isso que eu pensava. Quem acompanha a série sabe do que episódio se trata, e mesmo ele tendo passado há um tempo, eu prefiro não comentar sobre o seu grande tema (que também foi um MIND BLOWN mt forte, apesar da Carol ter comentado sobre ele antees {e eu não saber que esse episódio específico era o que ela tinha comentado}) Anyway, o melhor que eu posso comentar do episódio sem falar muito da história dele é que a estátua da Liberdade vira um Weeping Angel!!!

Eu podia falar BEM MAIS TIPO PRA SEMPRE de Doctor Who, mas por enquanto é só isso mesmo. Ano que vem tem temporada nova, Doctor novo, e quem sabe mais tempo pra vir falar mais coisas aqui hehehehe.