The Leftovers e Les Revenants

Eu bem me lembro quando ouvi falar de The Leftovers pela primeira vez. Tava assistindo HBO (Game Of Thrones, O Negócio ou True Blood) quando apareceu a chamada. Era daquelas que aparecia todo intervalo, mas bastou a primeira vez passar pra eu me apaixonar: tocava Retrograde do James Blake e nessa época eu tava perdidamente apaixonada por ele, fora que a premissa da série era muito boa, você está lá vivendo sua vida com as pessoas ao seu redor e de repente BUM, o carrinho do supermercado tá se mexendo sozinho porque quem tava empurrando ele simplesmente sumiu.

Aí sim, comecei a acompanhar a primeira temporada bonitinha e tal (tinha hbo na época, tudo na legalidade, um epi por semana). Lembro que retrograde realmente tocou no primeiro epi, mas também lembro que a parte mais interessante, das pessoas desaparecendo, passou bem rápido e antes do epi acabar já tinha se passado três anos do famoso 14 de outubro.

Enfim, a primeira temporada teve bastante altos e baixos (mais baixos na minha opinião). Não sei como consegui terminar de ver, nem lembro muita coisa. Mas o mais marcante foi a sequencia que a Nora chega em casa e tem uns bonecos representando a família dela, na mesma ‘posição’ que eles estavam quando sumiram. Achei essa a melhor cena da primeira temporada, e uma das únicas que eu lembro.

Com Les Revenants eu não lembro como fiquei sabendo, só lembro que achei a primeira temporada pra baixar em um blog (na real falo mais sobre como achei nesse post). Não lembro quando vi pela primeira vez (depois de ver o post, sei que foi em 2013), mas sei que foi lançada em 2012. Não sabia muito além de que era uma série francesa baseada num filme e se tratava de “gente que morreu e voltou”.

O que mais me empolga sobre Les Rev é que eu fiquei perdidamente apaixonada pela série desde o PILOTO. Isso quase nunca ocorre, pra ser sincera nem lembro quais séries que eu gostava eu comecei a amar desde o primeiro episódio. Só sei que com Les Rev foi assim. De cara a fotografia é muito boa, tão bonita que chamou minha atenção. Os atores eu não conhecia nenhum, todos franceses né, mas também dava pra perceber uma certa realidade na atuação deles, por alguns segundos aquilo parece até real. E caaaara, a trilha sonora! Começa com a abertura, lindona, onde toca Hungry Face do Mogwai. Aliás, Mogwai (que já era uma banda que eu tinha bastante simpatia) compôs toda a trilha da série e o trabalho é lindo porque super combina com a série e casa/acrescenta muito a fotografia. Só vendo pra crer.

Primeira temporada de The Leftovers e Les Rev assistidas. A segunda de Les Rev estava prevista pra sair só em 2015, três anos depois do lançamento da primeira. Esperei ansiosa por isso e só fui assistir quando saíram todos os episódios.

Já a segunda temporada de The Leftovers eu fui ver porque tinha um monte de gente comentando, e eu tinha lido superficialmente que iria ser bem diferente da primeira temporada, então resolvi dar a segunda chance, já que ela não tinha me impressionado muito na primeira vez.

Pra começar a falar das duas séries juntas, já devo dizer que não dá pra comparar muito, apesar de elas terem certas similaridades. Les Revs é sobre pessoas que já morreram e voltam a vida como se nada tivesse acontecido, enquanto The Leftovers é sobre pessoas que sumiram misteriosamente do nada. A construção é um pouco similar, as duas usam flashback pra incrementar a história, e algumas vezes até explicar certas situações. Mas enquanto Les Revs parece seguir uma linha de raciocínio que só não está muito clara no momento, The Leftovers parece estar jogando um grande números de informações novas o tempo todo, sem ter muito que explicar o que cada coisa quer dizer. Particularmente acho isso incrível, já que o povo americano é muito acostumado a ter o plot mastigado pra eles entenderem.

Ou seja, Les Revs é um suspense, onde eles vão dando algumas dicas no caminho, e quando parece que você finalmente sacou alguma coisa, ele te joga uma situação nova, um novo caminho com novas informações. Já The Leftovers parece uma confusão mental, bem ao estilo de Where’s my mind mesmo, onde eles contam uma história, explicam algumas coisas mas maioria do que está acontecendo ainda continua um mistério. É bem legal também porque tudo acaba sendo meio que imprevisível, e as dicas são bem sutis, como a Austrália, mencionada diversas vezes mas nunca explicada 100%, ou o cara da torre ou a mulher que dá a luz no primeiro episódio. E o mais empolgante é que a gente nunca vai saber se vão mesmo explicar tudo. E não faz muita diferença se não explicarem, porque o que poucas pessoas notam é que o objetivo da série não é fazer a gente entender o que são os sumiços repentinos, e sim mostrar como as pessoas podem reagir a situações inexplicáveis. É sobre fé de uma forma que a gente não tá muito acostumado a ver e as questões levantadas são até mais profundas dos que as apresentadas em Les Rev.

Pra concluir, The Leftovers é uma série pra galera com cabeça aberta e que tem paciência pra ver uma história se desenrolar sem precisar ficar perguntando a cada 5 minutos “o que está acontecendo?”. Les Revenants é uma séria mais fácil de acompanhar, também levanta questões bacanas do tipo “e se aquela pessoa que morreu voltasse?” mas é muito mais que isso e caminha também pra alguma explicação, mais do que se pode esperar de The Leftovers.

Era uma vez… Grey’s Anatomy

Eu tive uma infância e principalmente adolescência bem diferente do que eu vivo hoje.

Apesar de ter começado a assistir séries cedo (comecei com Gilmore Girls no auge dos meus doze anos, acompanhando os episódios semanais atrasados da Warner), antigamente eu era muito mais obcecado por elas do que sou hoje. Obsessão era uma grande característica minha que hoje em dia está bem mais controlada.

Anyway, minha obsessão por Grey’s Anatomy me levou a criar um fotolog sobre a série. Depois dos tempos em que só era possível criar um novo fotolog.net depois da meia-noite porque cada país tinha um número limitado de novos integrantes bla bla bla, ficou fácil criar um, e uma galera estava criando fotolog sobre coisas que gostavam.

E aí voltando rapidinho pros tempos atuais, essa semana rolou um episódio forte como poucos outros na série, e que pra mim serviu como aviso de que a mesma está perto do fim (ou pelo menos,deveria estar!12ª = última temporada?). De qualquer forma achei uma boa oportunidade de contar minha história com essa série.

Voltando ao passado: eu tinha 16 anos e já estávamos na segunda temporada de Grey’s. Como também já desisti de me importar com a vergonha que eu tenho de algumas fases da minha adolescência, resolvi fazer minha pequena homenagem a essa série usando algumas ~~~~montagens da época.

Primeiro dia:

Isso era o que chamava de ~~~montagem (sempre curti o powerpoint, jamais consegui mexer com photoshop).

Também nunca fui perfeccionista. Nem tinha muito gosto pras coisas não. SÓ QUERIA UM FOTOLOG DE GREY’S MESMO.

Segunda foto:

Houve um tempo (até a segunda temporada, digamos assim) que a Izzie era minha personagem favorita.

Terceira foto:

Ohhh, uma ~colagem mais ~elaborada. HAHA. Essa daí foi pra representar um especial da série, chamado Under Pressure (Queeeen ❤ Boooowie <3), que recapitulava os 10 primeiros capítulos da segunda temporada (OLHA A MER eE A HANNAH/CHRISTINA RICCI SEGURANDO AQUELA BOMBA QUE MATA O DYLAN/KYLE CHANDLER!! só aconteceu no episódio 16, depois do especial, mas anyway).Cês sabem que todos os epis de Grey’s são nomes de música né?

Quarta foto:

Primeiro ~especial do fotolog: uma semana com fotos da Sandra Oh. Nunca gostei muito dela, pra ser sincera, então nem sofri quando ela saiu 😡

Quinta foto:

Uma ~montagem que eu achei supimpa na época. É legal pra ver como a Ellen era novinha e como ela mudou. Não acho que tenha ficado velha/feia/acabada, mas até como personagem, ela está bem mais madura na série. Também vale lembrar (EU não lembrava) que a Sandra Ramirez/Callie Torres já estava na série na segunda temporada :O Eu lembro que ela casou com o O’Malley e tal, mas isso foi depois dele ter um caso com a Izzie, e na segunda temporada a Izzie tava com o Denny….

Sexta foto:

Pelamor. O melhor casal de Grey’s merecia a ~montagem mais tosca né? O que falar de Denny e Izzie? NÃO SEI, SÓ SEI QUE AMAVA ELES :~~~~ Acho que a história deles foi o primeiro grande drama da série que não foi centrado na Mer (teve a Christina e a gravidez bizarra dela, mas que não chegou aos pés dessa storyline). Eu preciso de outra foto importante pra falar mais deles:::::

Sétima foto:

O nome do episódio foi Losing My Religion e ele foi o último da segunda temporada. Foi a primeira vez que chorei muito com uma série, mas muito mesmo (eu era obcecada né). Foi lindo o epi, todo mundo numa vibe down com seus problemas e a Izzie mega feliz como uma debutante. E a cena da morte do Denny e ela indo encontrá-lo….uma das melhores sequências da Shonda em qualquer série dela.

Eu não lembro muito bem, mas acho que nessa época foi quando eu comecei a baixar séries, mas não muito depois delas saírem lá nos States. Só lembro que alguém fez um fan-video com a história dos dois e usou a música “How to Save A Life”***.

E eu vi esse vídeo antes de ver o episódio e fiquei apegada a música. Mas no episódio eles usaram “Chasing Cars” e aí foi outro chororô.

Esse fotolog durou um ano só e teve 31 fotos. Mas Grey’s foi muito além né. Então só pra pontuar coisas legais da série sem ordem particular:

  • O episódio 7.18 foi um ~musical (vergonha alheiaaaa): o nome do epi é: Song Beneath the Song. Acho que os videos com How to Save a Life ficaram tão famosos na época que eles incluíram essa música junto com Chasing Cars e outras.
  • Os “internos” originais da série eram: Meredith Grey, Christina Yang, George O’Malley, Izzie Stevens e Alex Karev. Christina foi trabalhar num hospital na Europa, George foi atropelado por um ônibus e morreu, Izzie teve cancêr, depois se separou de Karev e foi embora.
  • Meredith tem (ou tinha) duas irmãs que ela não conhecia: Lexie Grey, filha do seu pai com outra mulher e Maggie Pierce, filha de sua mãe e do Dr. Richard Webber.
  • Atualmente, os personagens principais são: Dra. Meredith Grey, Dr. Alex Karev, Dra. Miranda Bailey, Dr. Richard Webber, Dra. Callie Torres, Dr. Owen Hunt, Dra. Arizona Robbins, Dra. April Kepner, Dr. Jackson Avery, Dra. Amelia Shepherd, Dra. Jo Wilson, Dr. Stephanie Edwards e Dr. Derek Shepherd (SPOILER: NÃO MAIS).
  • Aqui pra quem curte as músicas da série: CLICA.

Tem muito mais coisa pra falar de Grey’s, mas não tenho muito tempo pra fazer algo mais elaborado. Então fica aqui o meu muito obrigado a esta série maravilhosa.

#37

Hello there,

First, let me tell you I’m listening to the wonderful Amelie Paulain’s soundtrack, track “Guilty”, to be exact.

Oh, no, it’s over now. Anyway, this one here is not to describe every track I’m listening to tonight (Oh, now it’s one of Valse of Amelie’s version. Ok, I’m gonna stop now).

Today I arrived early at home, had to leave before the class finished. I also ate two slices of yesterday’s pizza (?!? right ?!?). So, by only these small hints, you know it wasn’t a normal day.

Well, to be completely honest, there wasn’t a normal day these days. I’m starting to think I’m in some kind of “astral hell” or something, only my birthday is not any day soon. You would say i’m exaggerating, life is supposed to be hard, right? We’re supposed to have problems and get sad or angry trying to solve them. And most of them we can’t solve because it’s not enterily up to us. You are always so right.

That’s why I’m writing you today, friend. I need you, Mr. Right, to tell me what to do with life. If I can’t solve all of my ‘so called problems’, what should I do? How do I learn to live with them? Better yet, how do I learn not to think of them as problems? And by now you know some of them are emotional problems, right?

See, I thought I was on some other level now. I was doing what I wanted to do, and at some point I knew it wasn’t what I was expecting it to turn out. And I thought ‘ok, it is not that, but I can handle whatever it is’. And then, I knew exactly what it was, but still thought I could handle. I knew what was going to happen exactly, and still, when it did happened, I was heartbroken like I NEVER thought I would be at this point, you know?

Anyway, the point is: what is wrong with me? When and why did I lose the ability of controlling myself like once I could? Not fair. And now I’m just angrier with myself, to the point of not wanting to live with me anymore. How do I take a break?

I know I have too many questions this time, but I also haven’t ask too many questions lately (mostly because I thought I had it all together). Help me, master.

A minha sonolência

O Brasil acordou.

Essa frase vem brotando na minha timeline há pelo menos 10 dias. Na minha não, aposto que na de todo mundo.

Não vim aqui falar de política e reivindicações porque, sinceramente, não me sinto informada o bastante para tal. Hoje estou tão sincera que admito que não entendo muito de política, num todo. Muito do que eu sei foi o Eduardo(meu amigo) que me explicou.Não sei se sou de direita ou de esquerda. Só sei o que eu acho, a partir das informações que julgo serem verídicas. Mas vim aqui falar do que sei, e da minha opinião.

Bom, quando as manifestações começaram em SP, minha primeira reação foi o espanto. Primeiro porque minha mãe ainda estava por lá, e perto da Paulista. Segundo porque né, nunca tinha visto tanta gente nas ruas. Mas essa passeata, do dia 06/07, não lembro, eu não acompanhei direito. Para falar a verdade, só comecei a acompanhar de perto as do dia 13, que foi quando eu decidi que não ia pra aula, justo quando a galera daqui do Rio foi pra Candelária. Acredito também que foi o dia em que a reporter da Folha levou uma bala de borracha no olho em São Paulo.

Não lembro datas exatas, mas isso não interfere no que eu quero falar. O que eu quero falar é do que eu senti quando alguns amigos chegaram me falando #vemprarua, dizendo que eu tinha que ir. Realmente, praticamente todo mundo que eu conheço no Rio estava indo. Isso foi numa segunda ou terça, quando todo mundo tava se programando pra ir pra grande passeata do dia 20/06 (que também ia rolar em Manaus).

Fato é que naquela altura do campeonato eu já estava enojada. Minha timeline era 100% gente indignada, gente acordada, gente compartilhando TODO tipo de informação, todos os textos, todos os videos, todos os relatos. Primeiro fiquei chocado com amigos agindo como se ‘tivessem nascido ontem’ , mortos de indignados com fatos que eles nem se deram o trabalho de confirmar. Gente defendendo argumentos que não entendiam, sendo imparciais e irredutíveis. Cara, não sei ser assim. Me acho muito ‘justa’, procuro por fontes confiáveis e, mesmo assim, se a informação é da TÃO TERRÍVEL mídia que só quer saber de enganar o povo, procuro absorver só o essencial, sem deixar me levar por exatamente tudo o que falam.

Aí decidi que não, que não #vouprarua, não acho válido não. As reivindicações em sua maioria são válidas, fiquei emocionada quando a tarifa realmente baixou na quinta (ontem), mas não queria sair na rua com esses tipos de pessoas tão deturpadinhas (não todas, é claro!).

Na quinta, tava todo mundo eufórico, principalmente o pessoal de Manaus, que ia viver seu segundo Ato (o primeiro realmente grande). Enquanto o clima da galera de lá era “vamo lá galera, vamo arrasar, sem violência, sou da paz /pausa pra foto” o pessoal daqui era mais “então, quem vai? onde a gente se encontra? qual o esquema?”. No auge da minha falta de paciência, já tinha desistido até de acompanhar as manifestações pela tv.

Foi quando meu bom e velho amigo Eduardo resolve me chamar pra manifestação, tamanha 19h (aqui começou 17h). Quando eu li a mensagem, meu primeiro impulso foi ficar empolgada. Mas aí rapidinho veio aquela sensação de “não sou obrigada, não vão me convencer, não tô nem afim de gritar”. Mas decidi ir, pra ficar pouquinho, no canto, só assistindo, afinal não tinha nada pra fazer (aula da pós cancelada).

Assim que me arrumei, me arrependi da ideia. Já queria desistir. Falei pro Eduardo que talvez não fosse conseguir voltar no metrô. Ele disse que pagava meu táxi. Aí eu fui hheheheehehehehhee. Quando tava no metro em Botafogo, ele disse que ia miar, que tava lá perto já e tinha um monte de gente voltando. Falei que tava com fome, pra ele me esperar lá pra gente comer algo. Cheguei na Uruguaiana 19h30. Realmente, tinha muita gente indo embora. A gente chegou até a andar na Presidente Vargas, mas nós estávamos muito ‘do contra’, andando contra o fluxo, que tava voltando. Resumindo, galera tinha dispersado. Eduardo ficou um pouco decepcionado por perder a manifestação.

Fomos comer na Bob’s, lá perto. Quando saímos de lá, um grande grupo passava pela Uruguaiana, rumo a Carioca. Aí Eduardo foi me levar pro metrô. Tava fechaaaado! Ok, vou de táxi. Decidimos seguir a galera pra chegar numa rua principal e poder ir embora. Fomos seguindo e seguindo e a turma era grande e eles cantavam e xingavam a polícia, tudo na ~paz. Aí falei pro Eduardo “AE, essa é uma manifestação, a gente conseguiu!”. Aí ele “ehhhh…não…”. Chegamos na Rio Branco e mais gente se juntou. OK, era uma manifestação, a segunda parte. Daí, chegamos na Cinelândia e TCHAMRAM, tava todo mundo lá. Todo mundo lindo, uns sentados nas escadarias da biblioteca e do teatro, cantando, com suas bandeiras e tal. Tava bonito.

Dali menos de dez minutos parados, eu vi umas poucas pessoas começarem a correr. Aí eu corri. Puxei o Eduardo e dei uma corridinha. Aí o Eduardo “QUE FOI? Não corre, tá correndo porque???”. Aí eu “Não sei, um pessoal correu, eu corri!”. O Eduardo falou que na segunda (outra manifestação, que ele foi) a namorada dele e uma amiga nossa começaram correr e ele só dizia “não corre”, com medo delas caírem e baterem a cabeça. Aí a gente parou mais longe da concentração. Ele apontou pra onde a policia ficava e provavelmente da onde ela iria sair, e dava pra ver as luzinhas vermelhas. Tava distante, mas dava pra ver. A galera linda ainda, pacífica e cantando quando BOOOOOOOOM. Uma bomba, a gente deu uma leve corrida. Aí falei pra ele não correr. Meu coração acelerou, mas de empolgação, não de medo. BOOOM BOOOM, mais duas bombas e daí geral começou a correr…. Aí né, a gente correu também, mas parou na Rua do Passeio. Ficamos lá e foi quando eu falei: CARA, que maneiro! Quero ver. Ficamos lá um tempo, o pessoal já tinha parado de correr, mas ainda descia muita gente. Eduardo queria que eu entrasse num táxi, mas eles tavam lotados. Decidimos ir pra Lapa. Mas eu queria esperar. BOOOM BOOOM mais perto agora, ai ok, fomos pra Lapa.

Chegamos na Lapa, ê laiá, lotada, muita gente chegando também, os bares abertos, cheios, iluminados…noite na Lapa né. Ainda dava pra ouvir os helicópteros. A gente foi caminhando e paramos no Circo Voador. O Eduardo queria entrar em um bar e sentar. Eu, não. Mais pessoas chegavam, mas tudo de boa. Vi meu ônibus passar e decidi que ia embora. Fomos pra Riachuelo, pro ponto. Aí eu não lembro o que aconteceu direito. Não lembro se foi antes ou depois da gente chegar no ponto (e ver que os ônibus estavam lotados e não estavam parando) que as pessoas começaram a correr. Nessa altura eu ainda falava MANO NÃO CORRE. Aí a gente viu que era a Cavalaria da polícia vindo pela Riachuelo. Pessoal ficou tenso, Eduardo só falou pra gente ficar perto da parede.

Depois disso, decidi que não dava pra ir embora aquela hora, não tinha ônibus, nem táxi, e o transito tava tenso. Ficamos por ali na frente do Circo. Foi quando olhei o whatsapp e fiquei sabendo que uma amiga minha tava sozinha na cinelândia, tentando sair. As coisas por lá estavam caóticas. Falei pro Eduardo que ia atrás dela e ele disse que ia comigo, que era pra ver onde ela tava e falar pra ela encontrar a gente no meio do caminho. Quando consegui ligar, ela já tinha conseguido entrar num ônibus.

Até aí tudo bem, Eduardo queria entrar em algum bar. Falei que queria ver o que tava acontecendo. Ele: vamo, a gente senta e vê na TV. Eu: NÃO, quero ver AO VIVO!. Foi quando as bombas chegaaaaaram na Lapa! Galera começou a vir na nossa direção. A gente deu uma caminhada e chegou num posto de gasolina. BOOOOM BOOOM. Mais bombas. Falei pra gente ficar no posto. Aí o Eduardo: É, tão soltando bomba, se soltarem aqui vai ser legal. Aí nessa altura eu já estava falando TODO e QUALQUER tipo de besteira (pausa pra agradecer o Eduardo por me aguentar). BOOOOOM BOOOM BOOOM, as bombas chegaram mais perto, mas só dava pra ver fumaça ainda. O pessoal começou a correr, aí a gente decidiu se mover. Os bares começaram a fechar, com as pessoas lá dentro.

Os BOOOMs ficaram mais pertos, as pessoas se apressaram e nós entramos na rua do Lavradio, em direção a Riachuelo. Naquela hora, agora eu penso, era mais pânico da galera do que perigo iminente, e isso fez a gente querer correr e até pensar em entrar em algum boteco, mas tava tudo lotado, aí falei que não.

Já na Riachuelo, foram uns 20 minutos e uma caminhada eterna. A gente andava, vinha um BOOM, a gente dava uma corrinha e parava. Ficamos nesse looop por um tempo, porque eu queria ver. Mas não dava pra ver nada, a não ser claro, o 8 ou mais mini ônibus CHEIO de policiais passando, as duas viaturas a 60 km/h que quase fizeram boliche humano e capotaram….quase. Mais motos de policiais e viaturas…e já quase no final, o tão temido CAVEIRÃO. Depois disso, já quase na casa do Eduardo, finalmente resolvi ceder e parar de esperar pra ver. Fomos pra casa dele e eu fiquei lá dando um tempinho pra poder ir pra casa.

Long story short, deu tudo certo…pra gente. Claro que muita gente se machucou, se deu mal, alguns foram presos… Mas olha, mesmo não tendo ouvido falar quase nada do que aconteceu na Lapa na mídia (sem contar os relatos), não achei as informações muito defasadas não…sei lá. Eu sei que eu fui e vivi um pouco, e me perdoem, mas… ADOREI. Não me levem a mal, não sou de longe a favor da polícia descer o cacete da galera da paz (e foi o que aconteceu), e muito menos gostei do vandalismo e de pessoas terem se machucado….mas o que eu senti ali, aquela adrenalina e empolgação que o ~perigo causa, eu amei =x

 

O Brasil acordou…parece que vai continuar ~acordado, mas eu, eu mesma tô de preguicinha na cama mesmo!

As séries que estou acompanhando

Depois de terminar a faculdade, o que eu mais ganhei foi tempo livre. E mesmo com todo esse tempo em minhas mãos, ainda não tô assistindo tantas séries quanto gostaria. Mas nada que um dia ou dois não mude.

Pra ser sincera, ando assistindo as mesmas séries de sempre. Algumas novas, algumas que já foram canceladas. Aí vai uma lista atualizada de todas elas, sem nenhuma ordem em particular.

– Once Upon A Time

Sinceramente, essa série vem se saindo melhor do que eu esperava. Depois de passar daquela fase de aceitação dos contos de fadas ‘alternativos’, num reino onde Mulan e princesa Aurora andam juntas, você consegue perceber o quão cuidadosamente a história vai se construindo. Não é nada complicado demais, mas é bem amarradinha e, no fundo, é bem gostosinha de acompanhar. Outro bom motivo pra ver é a majestosa seleção do elenco, que é de limpar os olhos:

* Once Upon A Time está no episódio 6 da segunda temporada e passa aos domingos na ABC.

– Sons Of Anarchy

SOA já teve uma temporada descartável. Fora isso, sempre foi uma série boa. Quando eu comecei a assisti-la, já haviam 4 temporadas.  Assisti tudo em uma semana (temporadas curtas, 12/13 episódios cada). Não sei exatamente o que esperava dessa quinta temporada, mas acho que não esperar nada foi bom, porque essa temporada está sensacional de um jeito que pouquíssimas séries conseguem manter nessa altura do campeonato. O lance com SOA é que ela não é uma série pra qualquer pessoa. O foco dela é na ação mesmo, nessa temporada mesmo pelo menos uma pessoa morre em cada episódio! O que me deixou extremamente feliz foi a audiência dela estar muito alta nos EUA, visto que o público de lá tem um gosto pra lá de duvidoso.

*Sons Of Anarchy está no episódio 9 da quinta temporada e passa as terças no FX.

– The Good Wife

Essa é talvez uma das séries mais subestimadas da TV pelos meus amigos. HAHA. No total, a série e seu elenco já ganharam 21 Emmys nas três primeiras temporadas. Porém, todavia, entretanto, apenas um dos meus amigos assiste e reconhece o merecido valor dessa série. Geralmente, essas séries que tem política no meio não me atraem muito (porque não entendo mesmo =x), mas TGW une política, direito e drama de uma forma extraordinária. A trama que interliga cada característica da série é sempre bem elaborada em todos os episódios (sério, difícil lembrar de algum episódio ruim) e os atores são gênios em interpretar seus devidos personagens e entregar a história da forma correta. O elenco convidado também sempre é fino, com atores ótimos em papéis melhores ainda.

*The Good Wife está no episódio 6 da quarta temporada e passa aos domingos na CBS.

–  Switched At Birth (nova na minha lista)

Assisti essa série sem querer e não sei porque gostei. Ela é diferente, a contar pelo número de episódios: 30 em uma temporada. Ela terminou em setembro, mas já tem uma winter primiere marcada pro dia 7 de janeiro. E tenho a impressão de que vai continuar na primeira temporada. A história é bacaninha, duas meninas que foram trocadas na maternidade e agora suas famílias moram juntas pra que elas possam aproveitar a vida sem deixar ninguém de fora. Acho que o eu mais gosto na série é o fato de uma delas estar envolvida com arte, grafitti e tal. Vale a assistida se você tem tanto tempo livre quanto eu 😉

*Switched At Birth exibiu o episódio 30 da primeira temporada dia 22 de outubro e volta dia 7 de janeiro, na ABC family.

– Homeland

Essa é série favorita do momento. A primeira temporada foi muito boa, mas devo admitir que acho que alguns fatos aconteceram muito rápido. E é exatamente assim que começa a segunda temporada, as coisas acontecendo rápido demais. O que faz dela uma série boa é que mesmo com tudo acontecendo na velocidade em que está, a série não perde a tensão de cada episódio por ser bem escrita e possuir vários twists (reviravoltas).

*Homeland está no episódio 6 da segunda temporada e passa aos domingos no Showtime.

– Fringe

A tristeza do momento. Fringe está na quinta temporada, sua última. Essa série também foi subestimada (em parte pelos meus amigos também) pelo tema ‘complicado’. É o tipo de série que você não pode piscar pra não perder um detalhe. A quinta temporada tem uma história relativamente diferente do que as quatro anteriores apresentaram. Mas se você foi um telespectador atencioso, você pode perceber que todos os acontecimentos anteriores podem ter levado a esse fim, e aí (quase) tudo faria sentido. Enfim, vai fazer falta. #WalterForever.

*Fringe está no episódio 6 da quinta temporada e passa as sextas na Fox (Citytv no Canadá).

– 666 Park Avenue (novíssima)

Essa série faz parte das que eu comecei a ver por ter NYC de fundo. Motivo besta, mas só eu sei como meu coraçãozinho se anima vendo os lugares por onde passei e que tanto sinto falta. E além do mais, 666 Park Avenue é de ‘terror’. Nada de assustar muito, algumas historinhas macabras e cenas legais, vááárias referências a filmes de terror (O Iluminado e Os Pássaros, por exemplo) e uma trama misteriosa. Vale a assistida, não só por NYC ou pela temática, mas pelos atores também (falo de Terry O’quinn e Vanessa Williams), porém, todavia, entretanto, fique avisado de que a série não foi bem recepcionada nos EUA, o que quer dizer que provavelmente ela terá uma temporada apenas, se terminar.

*666 Park Avenue está no episódio 6 da primeira temporada e passa aos domingos na ABC (Citytv no Canadá).

– Perception

A grande surpresa dessa série pra mim foi ver Eric McComarck hétero. HAHA. É bom ver de novo a Kelly Rowan na TV também, além da Rachael Leigh Cook. Eu gostei bastante da série porque McComark é um neuropsiquiatra que ajuda o FBI a solucionar casos, e assim, de um jeito ou de outro, acaba tratando das doenças (sei que não é a palavra correta, mas não lembro de nenhuma outra) da mente, um assunto que de certa forma me encanta. Fora as músicas clássicas e CHICAGO de fundo *-*

*Perception exibiu o episódio 10 da primeira temporada dia 17 de setembro. A segunda temporada irá ao ar no verão de 2013 na TNT.

– The River (Nova e já foi)

Taí uma série que nem a crítica nem meus amigos gostaram. E eu amei. Ela tinha tudo pra não cair no meu gosto, com seu rio Amazonas verde e tal, mas a verdade é que eu adorei as lendas que eles inventaram e a tensão que eu senti assistindo aos episódios. Pena que ela morreu já com apenas 8 episódios da primeira temporada e eu ainda não tive coragem de ver o último, até hoje. Vale ressaltar que ela é do mesmo diretor de Atividade Paranormal (veja e entenda).

*The River foi exibido do dia 7 de Fevereiro ao dia 20 de Março, pela ABC. 

Menções Honrosas: Dexter, que nesta sétima temporada está conseguindo manter a história levemente mais interessante do que a da sexta. Revenge, que está cheia de reviravoltas e de poucas coisas relevantes. American Horror Story, que teve uma ótima primeira temporada, mas ainda não fez essa segunda pegar no tranco.

Notícia dos últimos minutos do sábado, 23 de julho de 2011

Estou eu no computador, olhando o FB, quando mamãe entra no quarto:

– Já soube da Amy Winehouse?

EU – Não. Que foi? Ela morreu?

MAMÃE – Morreu, tá dando na TV.

EU – HAHAHAHAHAHA, sééério???

Sim, meus caros, a notícia é recente. Amy Winehouse is DEAD.

Não me entendam mal. Eu adorava a voz dela e maioria das músicas que ela cantava. Mas poxa. Pensem comigo: é fato e todos sabem que todos vamos morrer mais cedo ou mais tarde, né não??? Fato também que com a Amy, era mais cedo mesmo.

Ai o que acontece quando todo mundo descobre a notícia? Todo mundo posta nas redes socias como se todo mundo não soubesse. E pior, é aí que você conhece os MAIORES FÃS DELA DE TODOS OS TEMPOS dos vinte minutos atrás.

Como se não bastasse, a mamãe deixa a TV bem alta naqueles programas que não tem assunto melhor pra falar e que agora tão fazendo uma cobertura COMPLETA sobre um fato ocorrido e incontestável.

Bom, não vim aqui pra falar de comportamentos alheios, mas já falei, não vou apagar. A única coisa que me resta comentar é:

WELL DONE, AMY, YOU’VE MADE TO 27!!!

Previsões do Oscar

by me.

Melhor filme

Cisne Negro (Black Swan)

O Vencedor (The Fighter)

A Origem (Inception)

O Discurso do Rei ( The King’s Speech)

A Rede Social (The Social Network)

Minhas Mães e meu Pai (The Kids Are All Right)

Toy Story 3

127 Horas (127 Hours)

Bravura Indômita (True Grit)

Inverno da Alma (Winter’s Bone)

Melhor diretor

Darren Aronovsky – Cisne Negro (Black Swan)

David Fincher – A Rede Social (The Social Network)

Tom Hooper – O Discurso do Rei (The King’s Speech)

David O. Russell – O Vencedor (The Fighter)

Joel e Ethan Coen – Bravura Indômita (True Grit)

Melhor ator

Jesse Eisenberg – A Rede Social (The Social Network)

Colin Firth – O Discurso do Rei (The King’s Speech)

James Franco – 127 Horas (127 Hours)

Jeff Bridges – Bravura Indômita (True Grit)

Javier Bardem – Biutiful

Melhor atriz

Nicole Kidman – Reencontrando a Felicidade (Rabbit Hole)

Jennifer Lawrence – Inverno da Alma (Winter’s Bone)

Natalie Portman – Cisne Negro (Black Swan)

Michelle Williams – Blue Valentine

Annette Bening – Minhas Mães e meu Pai (The Kids Are All Right)

Melhor ator coadjuvante

Christian Bale – O Vencedor (The Fighter)

Jeremy Renner – Atração Perigosa (The Town)

Geoffrey Rush – O Discurso do Rei (The King’s Speech)

John Hawkes – Inverno da Alma (Winter’s Bone)

Mark Ruffalo – Minhas Mães e meu Pai (The Kids Are All Right)

Melhor atriz coadjuvante

Amy Adams – O Vencedor (The Fighter)

Helena Bonham Carter – O Discurso do Rei (The King’s Speech)

Jacki Weaver – Animal Kingdom

Melissa Leo – O Vencedor (The Fighter)

Hailee Steinfeld – Bravura Indômita (True Grit)

Melhor longa animado

Como Treinar o Seu Dragão (How To Train Your Dragon)

O Mágico (The Illusionist)

Toy Story 3

Melhor direção de arte

Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland)

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte I (Harry Potter and the Deathly Hallows part 1)

A Origem (Inception)

O Discurso do Rei (The King’s Speech)

Bravura Indômita (True Grit)

Melhor documentário

Waste Land

Exit Through the Gift Shop

Trabalho Interno (Inside Job)

Gasland

Restrepo

Melhor trilha sonora

Alexandre Desplat – O Discurso do Rei (The King’s Speech)

John Powell – Como Treinar o seu Dragão (How To Train Your Dragon)

A.R. Rahman – 127 Horas (127 hours)

Trent Reznor e Atticus Ross – A Rede Social (The Social Network)

Hans Zimmer – A Origem (Inception)

Melhor canção original

“Coming Home” – Country Strong

“I See the Light” – Enrolados (Tangled)

“If I Rise” – 127 Horas (127 Hours)

We Belong Together – Toy Story 3

Melhor edição de som

A Origem (Inception)

Toy Story 3

Tron – O Legado (Tron Legacy)

Bravura Indômita (True Grit)

Incontrolável (Unstoppable)

Melhor mixagem de som

A Origem (Inception)

Bravura Indômita (True Grit)

O Discurso do Rei (The King’s Speech)

A Rede Social (The Social Network)

Salt

 

* Vale comentar que estes NÃO são meus preferidos, mas quem eu realmente acho que vai ganhar, considerando outras premiações e comentários por aí. Não coloquei meus preferidos, até porque  não vi todos os indicados, então nem ia contar muito né.

** Tô vendo o tapete vermelho e so far, o vestido da Mandy Moore é o meu favorito. HEHE