Inferno Astral

Não sei se já comentei aqui que acredito em muita coisa. Ou pelo menos gosto de acreditar.Tipo, sério. Acho a vida muito sem graça do jeito que ela é, então sempre fui de procurar algo fora do normal. Acho que é o meu jeito de acreditar no lado bom das pessoas, e também é o meu jeito de interpretar coincidências, sei lá.

Já tinha ouvido falar de Inferno Astral. Aqueles 30 dias antes do nosso aniversário, onde tudo parece dar errado e tal. Pra ser sincera, nunca tinha reparado nisso. Tentei lembrar de alguns dias antes dos meus aniversários passados, e nada de ruim me veio a cabeça. Até pouco tempo, achava que era besteira mesmo.

Aí quando foi esse ano, decidi prestar atenção. No começo, nada tinha dado mais errado do que o normal. É claro que, prestando atenção, qualquer coisa poderia ser fruto deste período, mas nada saiu muito fora do normal. Eu tava viajando, de boa, curtindo e bla bla bla.

Coisas boas começaram a acontecer. Eu achei estranho, aquele sentimento de ‘felicidade de pobre dura pouco’. Eu sabia que algo ia dar errado, mais pelo fato de isso sempre acontecer do que de estar no meu Inferno Astral.

Eu já tinha desistido de acreditar nesse lance todo, até porque as coisas estavam super normais, dando certo ou errado na ‘medida certa’, e já faltava quase uma semana pro meu aniversário.

E então, foi quando tudo começou, na sexta feira. Uma semana antes, EXATAMENTE. Primeiro foi um lance de saúde, algo que eu sentia de vez em quando sem saber o que era, foi descoberto. Estava tendo palpitações quando acordava, e isso já foi logo ameaçando meus treinos de Derby. E que tinha começado sendo algo bom, havia se tornado algo horrível. Sim, estou falando de um relacionamento. Passei o sábado e o domingo muito mal, de um jeito que eu não esperava. Na segunda, apesar das coisas só piorarem, eu já me sentia melhor. Haviam mentido pra mim e eu estava sendo trocada, mas estava incrivelmente de boa com isso.

Na terça, comecei a noite angustiada, o lance da palpitação não me deixava em paz. Desconfiei que isso pudesse estar ligado a grande decisão que deveria tomar (bad vibe também relacionada ao Inferno Astral?): Adiar ou não a minha ida pro Rio. Todo dia surgia um argumento novo sobre ir ou não logo pra lá.

Sempre ‘internalizei’ muito meus sentimentos. Na superfície eu sinto tudo normal, não sinto pressão, angústia, estresse, desespero. Mas inconscientemente, isso acaba me deixando mal de algum jeito, fisicamente. Daí a desconfiança da palpitação estar ligada a decisão.

Anyway, na terça, bem mais tarde, eu já não aguentava mais ficar em casa, acabei aceitando o convite de um amigo pra dar uma volta. Passear de madrugada é muito amor, e me deixou com um humor estranho. Acordei rindo hoje, e gritando, coisa que eu não faço com tanta frequência.

E hoje, quarta,véspera do final do meu Inferno Astral, eu acabei descobrindo um monte de coisa que outrora me faria MUITO triste. E eu continuei rindo. Quero ver o que vai ser de amanhã, me desejem sorte!

o/

Não morri, yay!

Bom, não até agora, pelo menos.

2012 tem sido muito bom pra mim, mas este não é o post para isso.

Vim aqui porque queria postar uma imagem no FB. Decidi que não iria rolar, então pensei “Por que não postar no blog e aproveitar e voltar com ele?!”

então aí vai:

Image

Isso foi do episódio de The Good Wife de domingo passado ( And The Law Won).

Resolvi postar isso porque eu lembro de ter lido no site do Ausie (tvline.com) um blind item sobre uma cena considerada meio forte para os padrões de emissoras ‘abertas’ nos EUA. E lembro que muita gente tava apostando que o seriado de tv aberta que faria isso era The Good Wife. E BANG! Todos acertaram e a cena foi boa, nada HBO style, mas ainda assim BOLD.

Anyway, em breve volto com mais post e coisas decentes =D

AHS, Melancholia & Ano novo

American Horror Story Season Finale + Season 2

Se você ainda não viu o final de American Horror Story, nem leia.

Demorei uns dias pra realmente decidir como eu me sentia em relação à série. Primeiro, o season finale. Senti a mesma coisa que senti no primeiro episódio: TOO MUCH INFORMATION. Foi a junção do final da história dos Harmons + uma nova leva de personagens, a nova família da casa. Muita gente, pouca história. Foi legal, e a príncipio, serviu pra desguiar todos nós, fãs. Digo desguiar porque aquele final deixou a ideia de que na próxima temporada a gente realmente veria uma nova família na casa, convinvendo com os Harmons fantasmas. Pois é, Ryan Murphy, que não é nem um pouco besta, deu um tapa na cara da sociedade e decidiu que uma família nova pra casa era pouca coisa. Bom mesmo era recomeçar a série do zero: novo elenco, novo lugar pra assombrar.

Eu levei um tempo pra aceitar a ideia, mas sempre soube que ele estava certo. O nome da série é AMERICAN HORROR STORY, ou Estória de Horror Americano. E aí cabe vários tipos de histórias, não somente da família Harmon ou da Murder House.

Já se sabe que foi um bold move, uma cartada arriscada, visto que os fãs estão indo a loucura com ideia de perder Tate/Violet, Moira, Constance e os outros personagens. Eu realmente não me sinto assim. Claro que gostaria de ver mais sobre alguns personagens, acho que ainda podia render histórias muito boas, mas ok, move on. Não sou tão fechada a mudanças. Acho que rola dar uma chance a série ao invés de sair gritando por aí que agora odeia o que antes dizia amar. Passei minha infância toda ouvindo ‘você deve experimentar antes de dizer que não gosta’… então nesse caso, eu digo o mesmo pra vocês, principalmente aqueles que são (ou se dizem, ou se acham) fãs de terror e apreciaram as referências e boas músicas da série!

Melancholia

Mais um filme do grande Lars Von Trier. Eu já tinha lido sobre o filme principalmente porque é com o Alexander Skarsgard, aquele ator lindo e maravilhoso que eu perdi a chance de conhecer por pura preguiça (sim, me odeiem) e a sinopse era algo assim: bla bla bla  a colisão da Terra com outro planeta…

Enrolei o mundo pra ver esse filme, apesar de ser bastante ‘apelativo’ (pro meu gosto, é claro). Aí um dia me deparei com uma resenha que dizia a “os primeiros 8 minutos do filme estragam a história porque mostra como vai terminar…” E o texto era de um psicólogo que estava analisando o filme… Foi assim que eu decidi que tinha que ver, porque estou cansada da opinião cheia de si de psicólogos que não se dão o trabalho de ler a sinopse do filme ou então não entendem que se o final aparece no começo, provavelmente é porque não era pra ser segredo nenhum. Minha opinião, vale ressaltar, não tem nada de cult, de esperta, de nada. HAHA.

Anyway, voltando a falar do filme. Uma coisa é fato pra mim: filme do Lars é muito dificil de ver pra mim. Não por causa do conteúdo em si, mas porque acho uma viagem extremamente cansativa. Ainda assisto porque depois que você sobrevive ao cansaço, em algum ponto as coisas começam a funcionar e você acaba entendendo alguma coisa. Com Melancholia, o que eu mais gostei foi a forma como ele representou o fim do mundo. Uma forma simples, sem muito estardalhaço, se focando mais no problema das personagens do que no fato em si, que seria a histeria. Não sei dizer ao certo se o papel de Kirsten Dunst foi realmente dificil pra ela ou se ela apenas não era a atriz para ele. Na medida do possível, ela foi ok. Já a Charlotte, eu devo admitir que gostei bastante mais pelo fato de ela ter interpretado algo diferente do papel dela em Antichrist, que foi muito bom. Adoro o fato do Stellan Skarsgard estar no filme também, sou apaixonada por ele desde Dogville (‘aquela’ cena dele com a Nicole Kidman me ganhou =x)… E foi só nesse filme que percebi o sobrenome dele e achei que ele fosse irmão do Alexander… HAHAHAHA. A parte ruim do filme foi que os dois Skarsgard não apareçam bastante!

Ano novo

Bom, último post do ano, tem que falar aquelas coisas né. Bom, 2011 foi um ano e tanto pra mim, me superei. Agora é trabalhar pra que 2012 seja tão bom quanto. Devo dizer que só o fato de eu me formar no meio do ano que vem já é algo muito bom, visto que graduação = liberdade. HAHA. O problema é que eu ainda não sei exatamente o que eu vou fazer. Mas tem tempo pra pensar. Anyway, bom 2012 pra todos ae e vamo ver se vai rolar esse Apocalipse Zumbi hehehe ;D

#3 coisas aleatórias

Vou aproveitar este belo tempinho que estou tendo nesta manhã por conta da espera de um cidadão pra me atender, e postar algo que eu queria ter postado antes.

Na real, não é algo específico. Deu vontade de falar sobre várias coisinhas pequeninas que num poste só se perderia. Daí vou juntá-las aqui.

Primeiramente, queria agradecer a você que esbarrou no blog e deu uma paradinha pra ler alguma coisa. Valeu. Valeu mais ainda pra você que resolveu deixar um recadinho =D

Então vamos lá

#1

Alguém aqui curte filmes de Terror? Lembram desse post sobre Let Me In? ? ? Pois é. Alguém gosta, alguém leu e alguém comentou e este alguém eu só conheço por Newkay.

Esta pessoa deixou um comentário muito interessante sobre o filme, especialmente com relação ao gênero dos vampiros. Aqui vai o comment na íntegra.

“Para quem já assitiu o filme pode ler abaixo !!! Em especial a escritora do artigo, muito legal ^^, é sobre o que vc disse sobre os vampiros não terem sexo em let the right one in, estarei explicando os fatos do livro Sueco.
-SPOILER-
Eli/Abby não é uma menina, há 220 anos atrás um lorde de um castelo mandou chamar todos os garotos mais pobres dos camponeses entre 8 e 12 anos, Eli na verdade Elias (isso mesmo), foi o escolhido pelo homen meio gordo engraçado de peruca, que escolheu ele jogando dados, que na verdade tiveram os resultados alterados para que Elias fosse escolhido, Elias era tido por muitos como o menino mais bonito do campo, e viam nele a imagem de sua mãe e achavam que ao ficar mais velho iria se parecer ainda mais com ela, no castelo ao ser escolhido, ele foi tirado de sua familia, foi castrado e cauterizado pelo carrasco, e o lorde bebeu o sangue e o transformou, alimentou Elias com vitimas, e ultilizou-o como seu brinquedo até se cansar e o libertar.
(Por isso no filme original a protagonista Lina Leandersson, tem um jeito mais andrógeno que Chloe Moretz).
-FIM DO SPOILER-
Se quiser saber mais só é deixar uma resposta que posso lhe indicar o livro, a continuação do livro, e o site tido por oficial dos fãs do livro e filmes, onde até o escritor do livro e atores dos filmes são cadastrados e aparecem por lá para comentar (no forum é só papo cabeça, muito bem discutido). sim o livro tem o mesmo nome do filme original, mais só tem inglês, mais vale a pena ler, muito boa a estória, e a continuação do livro tbm que está em sueco, mais se quiser só é falar que eu adianto o que tem na continuação do livro para vc, já que o livro foi lançado esse ano (meados de janeiro de 2011) na suecia, e não vai ser traduzido para o inglês nem tão cedo, fiquei sabendo a historia do novo livro pelos spoliers do povo sueco no forum que já o leu (titulo: Let the old dreams die), e tem uma fanfic extremamente ótima, sério nunca gostei de fanfics, mais essa surprendeu mais de 20 mil pessoas, e tbm a mim, muito bem feita, com estoria excelente chamada “Once Bitten”, que foi até elogiada pelo propio autor do livro original no forum, lhe indico, o final dela é extremamente ótimo, vc chega a chorar lendo essa fanfic varias vezes apreensivo, agora ela tem um pdf com 377 paginas +-(um verdadeiro livro), vale apena, e tbm é inglês, pra quem não sabe inglês o google traduz, é só ter paciencia), a continuação do livro e a fanfic contam o que aconteceu após a fuga de Eli/Abby e Oskar/Owen (acredite ou não a fanfic é mais centrada nas crianças que a própia continuação do livro, o que acho muito melhor), e lendo o 1º livro original, ou me perguntando vc vai saber melhor quem é o “protetor” que fica com Eli (não é o vampiro de 220 anos atrás não tá! é alguem do presente, mesmo só para não deixar duvidas.),por enquanto só posso dizer que Eli o encontrou em um park bebado. A historia do livro original tem muitos quebra cabeças, e muitos temas para serem discutidos a nivel de psicologia e filosofia, ^^ bye bye.”

 

Interessante saber que a história é bem mais profunda do que o filme mostra e que de fato existe toda uma ideia, uma lenda, digamos assim, por trás de tudo. Vale muito a pena dar uma conferida, sendo você fã ou não de vampiros.

 

#2

Eu e as redes sociais. HAHA. Dessa vez tentei me apegar ao 4square, mas não rolou muito não. O que eu gostei mesmo realmente do fundo do meu coração foi o GetGlue. Ele é quase que um site de relacionamentos, mas tem um pouco da ideia do 4square. Você dá check in nas coisas que você está fazendo, tipo o que você tá vendo na TV, ouvindo, lendo, pensando e coisas do tipo. Daí, dependendo do número de check ins que você dá e outros detalhes, você ganha adesivos virtuais. Marcar seus filmes, músicas,livros, artistas entre outros como favorito também vale. O legal é que a cada 20 adesivos virtuais que você ganha, o site manda adesivos de verdade pra você *-* Achei muito lindo isso porque sou louca por adesivos, imãs e bottoms. Fica aí então a dica.

 

#3

Já ouviu falar em crowndfunding? ? Resumindo, é o mais novo jeito de trazer show das bandas que você curte pra sua cidade ou pra um lugar mais acessível. A ideia geral é juntar uma certa quantidade de pessoas dispostas a pagar um valor razoável antecipadamente, para garantir que a banda venha pra cá (cá sendo o Brasil, São Paulo, Rio ou a sua cidade, quando dá). Daí, depois que o dinheiro necessário é juntado e a banda é contratada, começa a venda de ingressos normais, como em qualquer outro show. O diferencial é que você, jovem que resolveu pagar antecipadamente pelo show, tem a chance de vê-lo de graça, se a renda arrecadada com os ingressos ‘normais’ conseguir cobrir o que já foi pago. Complicou? Aí vai um exemplo: é preciso 50 mil reais pra trazer Metric pra São Paulo (valor chutado, não faço nem ideia de quanto aqueles lindos cobram). Daí é necessário que 200 pessoas paguem 250 reais OU 500 pessoas paguem 100 reais (dependendo do número de pessoas que der pra juntar, o valor diminui né). Existe um prazo para conseguir que essas 500 pessoas paguem 100 reais. Se no dia marcado, o dinheiro for arrecadado, a banda é contratada e marca-se data e local para o show. Aí começam a vender ingresso pro show pro resto da população. Vamos supor que o ingresso seja 50 reais (baratíssimo, cá entre nós) e 1000 pessoas compram o ingresso. Voilá, 50.000 arrecadados. Esse dinheiro arrecadado com a venda do ingresso normal volta pros que compraram antecipado, pois o dinheiro que você pagou antecipado já foi usado para os gasto com o show, sacou? Agora você é um sortudo feliz que vai ver sua banda favorita DE GRÁTIS. Curtiu a ideia, dá uma olhada nesses sites: Queremos, MOBSocial. Manaus também tem um, por enquanto voltado a trazer show de bandas nacionais para este lado do país, confira: wann.

Das profundezas do oceano sem fim.

Acho até que isso é a versão brasileira pra algum filme americano com a Michelle Pfeifer…

Mas então, volto aqui hoje pra espairecer um pouco. Nada demais.

Ultimamente ando bem irritadiça com tudo. Acho isso uma droga, principalmente pra quem tem que conviver comigo, mas poxa, maioria das vezes eu tenho razão de estar assim. Fato é que as pequenas coisas que antes eram totalmente abstraídas, hoje em dia não passam mais despercebidas. E me irritam profundamente.

Não é segredo que quanto mais você se importa com algo, pior pra você. Mas onde mesmo que desliga o botão ‘importar’ ?

A situação é chata. A solução é complicada. O jeito é ir vivendo e procuresse tal botão sempre que der.

Hoje as palavras não querem mais sair da cabeça. Vai ficar por isso mesmo.

E valeu vocês que continuam vindo aqui pra ler o post sobre desenhos animados hehehehe….

todos chora

me perdoem pelo título do post, mas não resisti hihihihi

Lembram dessa imagem? NÃO? Check this out.Então, hoje vim aqui reclamar =D  Olha, esse é o segundo post que eu dedico a este tipo de coisa, porque sinceramente, a vida de todos nós já não é fácil… imagina quando a gente tem que aguentar todo mundo reclamando… e o pior, você ainda guardar as suas críticas e reclamações pra si mesmo… NÃO dá. Decidi usar mais uma vez o meu blog querido para tal objetivo. Porque assim né, no twitter a galera manda o que quiser, muitas vezes sem ligar para o fato de que tem muita gente lendo aquilo e blablabla. Aqui não, o que eu posto aqui não aparece na sua timeline, logo você não tem que ler. Você vem aqui SE você quiser, né?

Voltando para o rumo do post. Por incrível que pareça, vou reclamar de outra rede social HAHAHAHA. Aí você pensa ‘poxa, se ela reclama tanto de redes sociais, por que ela continua usando?’ … Porque sou uma pessoa entediada, that’s the truth. Uma pessoa entediada e muito preguiçosa. Redes sociais são perfeitas para o meu tipo. Passar o dia no computador fazendo nada construtivo. Não que eu curta ou me orgulhe disso, mas enquanto o Preguiçosos Anônimos não funciona na minha vida, eu ainda não consegui largar o vício.

Mais, uma vez, de volta a abobrinha. O lance agora é o tumblr. Se você não sabe o que é, vai continuar sem saber. OK. Clica aqui pra saber. Fiz um pra mim final do ano passado, mas comecei a usar mesmo agora no final de janeiro. E o que eu percebi é que ele praticamente reuniu todas as pessoas depressivas (ou wannabe depressivas) do planeta. Isso não pode ser bom.Enquanto por um lado a galera lá parece super engajada na luta contra a homofobia, o que é algo legal, por outro lado sempre tem alguém ameaçando se matar no dashboard.

Eu só me pergunto o que leva uma pessoa a querer chamar a atenção fingindo ter uma doença que não é legal. O pior é quando a pessoa REALMENTE acredita que ela sofre de depressão pelo fato de, sei lá, o cachorro dela ter sido atropelado ou o cabelo dela estar caindo por excesso de pintura. Ok, motivos errados. Mas sério, QUEM foi que disse que a vida é fácil? Que a vida é perfeita? Os filmes mostram isso, eu sei. Mas vamos concordar né? No mundo real, quem é que não tem problemas????? E digo mais, como saber se o seu problema é pior do que o meu? Isso não existe. Todo problema, por mais ridiculo que possa parecer pra você (como o cachorro atropelado ou a queda de cabelo), vai ser sempre grande e ruim na vida de quem tem que aguentá-lo. FIM.

Outro ponto engraçado é: a pessoa realmente tem depressão (ou não). Aí ela resolve criar uma conta numa rede social (twitter, tumblr, etc.) e fica anunciando pro mundo todos os seus problemas e OH COMO SOFRO minha vida acabou. PRA QUÊ? Sério, a ajuda não está na internet. Ou pelo menos, não nas redes sociais. Aí ainda chega aquela pessoa ‘esperta’ e vai lá e fala um monte de coisa ruim só pra outra se sentir pior ainda. Isso quando não é a propria pessoa depressiva que manda mensagem de ódio pra ela mesma, pra fazer com que os outros sintam pena e mandem mensagens de ‘ eu te amo você é linda’. Não aguento.

Quer dizer, aguento sim, por que lá vou eu de volta pro tumblr. E até o próximo post. hehehe

Tudo junto e misturado.

Faltam 19 dias pro ano novo,

faltam 16 dias pra eu viajar,

faltam 12 dias pro natal,

faltam 7 dias pra eu ser operada.

Final de ano do jeitinho que eu gosto. Bem atarefadinho.

Esse provavelmente deve ser o último post do ano. Eu tava pensando em fazer os posts sobre a viagem na viagem, mas aí é perder muito tempo né? Então…

Hoje é sábado. Trabalhei o dia todo, das 8h às 18h. Tenso. Mas resolvi vir aqui meia noite e meia pra aliviar o peso dos problemas. Que aliás, nem são problemas. Mas sabe quando você tem muito tempo livre e fica pensando na vida mais do que o suficiente ? É quando eu noto coisas sobre a minha pessoa que em outro momento eu não vejo. O fato é que eu não ando saindo muito. Sério, digo isso porque eu não saio toda vez que me chamam (não saio nunca praticamente). E aí eu percebi que só queria fazer coisas simples, como ir ver filme na casa de alguém, pedir pizza e jogar conversa fora, dar uma volta de carro (bem the sims né? não?). Só que quando eu penso nessas coisas, não me vem nenhuma companhia em mente. Simplesmente não consigo pensar em ninguém que me agrade. Horrível, eu sei.

De certa forma isso resume bem o que eu sinto agora. SAD, but TRUE.

Eu podia estar ficando louca pelo fato de não querer ninguém por perto, mas na verdade eu ando me sentindo como não me sentia há bastante tempo. Uma das outras coisas que notei sobre a minha pessoa, mas esta já faz algum tempo, foi o quanto eu mudei. Não digo aquela mudança que é normal, que acontece com todo mundo. Digo da minha essência mesmo. Eu sempre fui tímida e na minha, nunca fiz questão de expor minhas opiniões… era feliz sendo invisível. Hoje em dia eu sou outra pessoa e eu odeio que essa pessoa seja praticamente o inverso de quem eu era. Além da parte da maldade que cresceu no meu coração e que vem afetando minhas atitudes.

Tudo isso tem que mudar. E não digo nem que isso é resolução de ano novo porque nem acredito mais nisso. Não gosto da ideia de ter que esperar o fim do ano velho/começo do ano novo pra tomar atitudes. Sem falar que quando a gente deseja, planeja, a gente cria expectativa e todo mundo já aprendeu, a essa altura da vida, que expectativa é uma droga. Bom, falando em resoluções, vou deixar vocês com as minhas, cantada pelo Jamie Cullum:

Next Year,
Things are gonna change,
Gonna drink less beer
And start all over again
Gonna read more books
Gonna keep up with the news
Gonna learn how to cook
And spend less money on shoes
Pay my bills on time
File my mail away, everyday
Only drink the finest wine
And call my Gran every Sunday
Resolutions
Well Baby they come and go
Will I do any of these things?
The answers probably no
But if there’s one thing, I must do,
Despite my greatest fears
I’m gonna say to you
How I’ve felt all of these years
Next Year, Next Year, Next Year
I gonna tell you, how I feel
Well, resolutions
Baby they come and go
Will I do any of these things?
The answers probably no
But if there’s one thing, I must do,
Despite my greatest fears
I’m gonna say to you
How I’ve felt all of these years
Next Year, Next Year, Next Year

e o video pra acompanhar porque né:

___________________________________________________________________

Papo nada a ver, mas aproveitando a deixa,

Lista de shows que eu quero ver (ano que vem se der né):

– Metric;

-The Dead Weather;

– Jamie Cullum;

– Portishead;

– Pearl Jam;

– Arcade Fire;

– The Editors

– BILL CALLAHAN (sonha)

até 2011 =*

Sobre livros

Acho que é a primeira vez que vou postar sobre livros. Não que eu não goste muito… eu gosto. E, na verdade, não sei porque nunca postei sobre livros. Vai ver é porque eu sou fresca pra isso tanto quanto sou fresca pra comida.  Sofria na escola quando tinha que ler livros que não faziam meu tipo. Hoje em dia é um pouco mais fácil na faculdade… Melhor mesmo são os que eu escolho, e claro, não poderiam deixar de envolver Terror…

Quando eu era bem pirralha (leia-se 10, 11 anos) eu já lia \o/ E não, não era Harry Potter me senti velha agora. Eu lia uma série de livros chamada Arquivo Z. Era sobre um garoto que vivia altas aventuras HEHEHEHE. E tinha todo aquele Q de sobrenatural. Lembro que meu livro favorito era um que ele e um amigo achavam um livro falando sobre a experiência da alma sair do corpo e dar uma volta por aí. Passei bem uma semana tentando fazer aquilo. Depois não sei o que veio primeiro, Harry Potter ou O Diário da Princesa…. mas minha paixão maior sempre foi o Terror…

Um dos meus livros favoritos é O Iluminado (The Shining). Parece clichê né? Mas eu acho dificil achar alguém que tenha lido o livro. Mais dificil ainda é achar alguém que tenha lido o livro e não tenha gostado do filme tipo eu… Sim, grande parte das pessoas consideram O Iluminado o melhor filme de Terror/Suspense EVAH. Poxa, fala sério. Não consigo achar aquele filme nada demais comparado com o livro. Sem querer parecer convencida e desmerecer o Stanley Kubrick, mas eu teria escolhido muito mais cenas legais ao invés de ficar naquela enrolação e também SPOILER acho mil vezes mais legal o final flamejante do livro do que o final congelante e sem sal do filme. Mas quem sou eu né?

OK, essa foi minha brevíssima introdução no mundo dos livros. Na verdade o Post de hoje é pra falar de um livro específico, da Rosa Amanda Strausz, Sete Ossos e uma maldição.


Medo. Um medo avassalador, sutilmente construído. É isso que você vai sentir quando penetrar na atmosfera de ter­ror deste livro. Sem escapatória, completamente seduzido, vai entender que não haverá mais volta. O horror e o so­brenatural farão de você a sua morada. Para sempre. Maldição? Talvez redenção. A escolha é sua.

Sete ossos e uma maldição é um livro de contos de terror para jovens. São exatamente 10 pequenas histórias (no site dela diz 11, mas no livro digitalizado que eu tenho só tem 10 =/):

Crianças à venda. Tratar aqui

Esse é bem interessante. A história é sobre uma família bem pobre. Uma mãe e cerca de 5 filhos. Uma mãe que vende os filhos.  Algo mais sombrio do que o próprio fato sombrio descrito aqui.

“Todos disseram que Marialva era louca e desalmada quando ela pôs os filhos à venda. Até o padre tentou demovê-la de idéia tão cruel. Mas nada adiantou. A mulher era obstinada. “Quero que eles tenham um futuro melhor que o meu”, ela repetia.”

Devolva minha aliança

História envolvendo noiva e cemitério. Parece clichê. Mas parece que nada é clichê nas mãos da autora. Mesmo quando você tem certeza de que algo vai acontecer, quando acontece, você ainda sente aquele calafrio. Não é o melhor conto, mas vale a ideia.

“Pedro e Antônio foram criados na mesma rua, ao fim da qual havia um pequeno cemitério. Pequeno mesmo, assim como a cidade, que não passava de mil habitantes.

Os três cachorros do senhor Heitor

Uma casa mal assombrada, cachorros e senhor muito mal encarado. Fora o final. Sem mais.

“Quando Zé Luiz apareceu morto, atrás do banco da pracinha, a cidade toda correu para ver. Até aí, nenhuma novidade. Cidade pequena é assim mesmo. Morte é sempre notícia. Todo mundo quer olhar, dar palpite, fazer comentários e, no fundo, dar graças a Deus porque não foi ninguém da própria família.”

Dentes tão brancos

O nome dá a dica. História bizarra envolvendo dentes. Porque nada é o que parece.

“Andréia entrou em casa às três de manhã e encontrou sua mãe em pânico.

— Minha filha, o que aconteceu?

— Não sei.

Não era mentira. E estava perturbada demais para inven­tar uma desculpa qualquer.

— Como não sabe? Você sai de casa dizendo que vai a uma festa na casa da Mariana, desaparece sem dar notícias, deixa todo mundo preocupado e ainda diz que não sabe?”

O chapéu de guizos

Criança que ouve vozes, Chinês na parada…

“Ouço vozes. Sempre ouvi, desde muito criança. Para mim, nunca existiu nada de excepcional nisso. Aprendi a dialogar com elas, a perceber quando estavam só zoando de mim, quando falavam sério, ou quando refletiam apenas a solidão de seres exilados num mundo que ainda hoje não consigo adi­vinhar qual seja.”

Sete ossos e uma maldição

História que dá nome ao livro… me lembra histórias que ouvia quando era criança, sobre a boneca da Xuxa.

“Se não fosse pelos pesadelos que vinha tendo nos últimos dias, Clara não acreditaria na orientação recebida da tia. Mas eles não falhavam. Toda noite, uma mulher surgia no meio de seus sonhos e sussurrava: “Meus ossos.” Não conseguia ver o rosto da mulher, nem mesmo suas roupas. Só uma silhueta ameaçadora. E apavorante. Invariavelmente, acordava enso­pada de suor frio.”

O fruto da figueira velha

Desculpem minha imaginação fértil, mas essa história me lembra algo de O Anticristo ( The Antichrist)….

” Denise não acreditava em casa mal-assombrada. Não há nada que dez baldes de tinta fresca não resolvam, costumava dizer. Além disso, ficou louca quando viu o casarão à venda. Era sim­plesmente espetacular. Tinha um excelente terreno para fazer jardim e quintal, três salas imensas, cinco quartos, três banhei­ros e vários cômodos que poderiam ser adaptados. O lugar per­feito para uma recém-casada que pretendia ter muitos filhos.”

A procissão

História tensa. Achei legal e diferente.

“Eram quatro amigos, todos estavam na mesma rua deserta no meio da madrugada, mas foi só Adriano quem viu a procissão. Nem Tomé, nem Carlos, nem Marita perceberam o moti­vo da perturbação do amigo, que parou, de repente, com os olhos arregalados na direção do fim da rua. Bem ali, na curva, ele viu surgir um estranho grupo de mulheres.”

Morte na estrada

Levemente clichê e minha favorita. Vai entender.

“Imagino que todo mundo conheça a história da assom­bração da estrada. Eu conhecia desde pequeno. Meus pais também. Era assim: uma família viajava de carro quando sur­gia uma mulher desesperada à beira da estrada. Pedia socorro, dizia que tinha um carro caído na ribanceira próxima dali com três crianças feridas dentro dele. A família parava e ia até o local. Ao chegar lá, descobria um carro acidentado.”

O elevador

13°, Não? Ok, não. Um elevador com vida, maybe…

“O prédio era bem antigo. Oito andares. À época da constru­ção, foi considerado um dos mais luxuosos da cidade. Em 1930, nenhum edifício tinha oito andares, porque ninguém queria subir tanta escada, e elevador custava muito caro. Além disso, as pessoas tinham medo de subir tão alto naquela caixa de madeira — que, ainda por cima, nos primeiros tempos, vivia enguiçando. Por isso, além de elevador, o prédio também pos­suía um ascensorista, que trabalhava uniformizado, vestido como se fosse um general em dia de festa.”

O bom dos contos é que você vai direto ao ponto na história. Sem muita enrolação e informação desnecessário. A parte ruim desses contos é que eles acabam na hora H. Você tá lá desejando que tenha só mais um pouquinho de história, mas era isso. O resto fica a cargo da sua imaginação. Leiam cara, vale a pena!

Sobre a autora, uma breve história: nasceu no Rio de Janeiro, em 18 de junho de 1959. Formou-se em Jornalismo pela Escola de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Após trabalhar em diversos órgãos da imprensa, dedicou-se exclusivamente aos serviços de texto em suas diversas feições: redação empresarial, roteiros, webwriting e projetos editoriais.(http://www.bmsr.com.br/autores/detalhe_autor.asp?cod=Rosa%20Amanda%20STRAUSZ )

Ela também tem um blog que serve de site:

http://rosaamandastrausz.wordpress.com

Espero que curtam e até a próxima!

Segunda feira 13

Nove dias depois…. eu voltei =D

Assim, toda aquela minha inspiração foi pro brejo. Eu devia estar fazendo trabalho pra amanhã, mas não, vim aqui.


Ando com vontade de escrever. Na real eu tenho a minha historinha na cabeça, problema é saco pra escrevê-la… Anyway, não foi pra isso que eu vim aqui.

Quem me segue no twitter já deve ter me visto falar de Felicity…. Pois bem… hoje vim colocar aqui algo que vi lá… Na real é uma quotation que fala de um poema… Olha, não curto poema não, sério… toda aquela linguagem rebuscada e conteúdo subjetivo pra mim não significa muito (pra expressar o que eu sinto não inventaram nada melhor que música)… mas esse….parei pra ele…

Vamos lá então… A quote desse episódio (1×06 Cheating):

“Listening to your tape, I was reminded of this poem. It has the central question: Is it harder to count on someone or to know that you’re being the one counted upon? Anyway, there’s this part that goes: “if equal affection cannot be, then let the more loving one be me.” Have you ever read that one? It’s one of my favorites.”

E agooora o poema:

The More Loving One
by W.H. Auden
Looking up at the stars, I know quite well
That, for all they care, I can go to hell,
But on earth indifference is the least
We have to dread from man or beast.
How should we like it were stars to burn
With a passion for us we could not return?
If equal affection cannot be,
Let the more loving one be me.
Admirer as I think I am
Of stars that do not give a damn,
I cannot, now I see them, say
I missed one terribly all day.
Were all stars to disappear or die,
I should learn to look at an empty sky
And feel its total darkness sublime,
Though this might take me a little time.
Lindo. Pra quem não entendeu, eu poderia até traduzir, mas aí não vai expressar toda a beleza dele…

Deixo vocês com este pequeno post, só pra tirar a teia ;D