2015

Primeiro dia do TERCEIRO mês do novo ano.

No momento que escrevi essa frase, rolou um apertinho no coração: já se foram dois meses de 2015!

Muita coisa realmente rolou desde o último post aqui. Ganhei um cachorrinho lindo chamado Bill Murray,

bill

que acabou de tomar banho e tá cheirosinho no meu colo. Teve final de ano em Manaus e irmãs no carnaval no Rio, teve também meu projeto da pós, que acabei de receber a nota e agora apenas preciso fazer um TCC e teve um novo roommate (que na verdade divide o ap, não o quarto).

O ano começou estranho, não necessariamente ruim, e também não tem sido assim. O que melhora tudo são os planos/planejamentos para o que ainda tem por vir. Sobre isso, um deles é voltar a escrever aqui, de verdade. Decidi que vou começar devagar, com algo fácil: vou escrever uma vez por semana (muito provavelmente domingo) sobre os filmes que ando assistindo.

Falando em filme, QUANTO FILME! Infelizmente não fiz uma lista dos que vi nos últimos meses, só sei que foram muitos. Ando assistindo filmes como nunca antes. Por isso vou começar falando deles.

Também decidi voltar a ler. Vou tentar ler um livro por mês (fevereiro já foi prejudicado, mas não totalmente perdido). Quem sabe  consigo escrever sobre isso também.

E é isso por enquanto. Conforme o tempo passar, vou voltando mais. Por enquanto, até semana que vem.

Clau

Sobre morar no Erre Jota parte II

Sexta feira, dia 21 de fevereiro de 2014 fez UM ANO que eu moro no Rio.

Coincidentemente acabou rolando um encontro de despedida do Diley (que eu conheço a pouco tempo, mas já considero ~pakas), então lá estavam eu, Diley, Jany e Luana comendo uma boa pizza em Santa Teresa.

Mas sim, um ano. Eu lembro que eu tinha feito um daqueles posts rápidos e rasteiros sobre morar no Rio, aí decidi fazer uns comentários sobre como estão as coisas.

“Meu patins novo chegou e ontem foi usado pela primeira vez (estou me sentindo um pouco Bliss/Babe Ruthless) …” Meus patins tem quase um ano, huh! Mas não me sinto mais nem um pouco Bliss/Babe Ruthless. Muita coisa rolou no Derby, e hoje em dia a verdade é que eu tô parada. Sem contar com um sábado de janeiro que rolou jogo, eu não patinei esse ano. Mas é provavel que eu volta ao ~normal, ainda amo Derby e faz bem pra saúde HAHA

“…e hoje foi a minha aula inaugural da pós.” VISH. Fiquei sabendo na aula da semana passada que nosso curso tá sem coordenador HAHA >( Mas o que importa é que em abril começa o ÚLTIMO módulo da pós :OOO E essa semana começa uma das matérias mais importante pra mim: Captação de recursos para eventos, que é sobre o que eu pretendo escrever no meu artigo de conclusão da pós (!!!!)

“Tive a certeza de que quero organizar eventos hoje, quando encontrei gente que parece comigo, e que levam realmente a sério o que muitos acham que qualquer um pode fazer a qualquer hora e em qualquer lugar.” Se eu tinha tido a certeza de que era isso que eu queria na minha primeira aula, imagina quando participei do meu primeiro festival de música!!! O Novas Frequências não é um festival grande em tamanho de público, mas o enriquecimento que ele trouxe pra mim, assim como traz pra todo mundo que tem contato com o mesmo, é ENORME. Amei muito todos os 10 dias do festival e tudo o que ele foi.  Esse ano é ~rezar pra ser chamada de novo \o/

“Ainda me falta um pouco de coragem (de vencer a preguiça) pra ir me aventurar por aí …” Esse item ainda precisa melhorar, mas considerando que entrei o ano super ~alegre, depois de ter ido numa festa em Santa Teresa, ter parado na praia, pulado ondinha, caído e muito mais, dá pra ver que tô no caminho certo.

Morar no Erre Jota tá sendo isso mesmo, não é minha cidade ideal, não é o clima ideal, nem todas as pessoas são legais (cariocas e seu estilo único inconfundível) mas vem se mostrando uma ótima aventura, para o lado bom E ruim. Vamo só ver se dura até a próxima? HAHA

Resumo do twitter

Tanta coisa acontece e é tão difícil saber o que falar.

Mas aí tem o twitter, e dá pra escolher alguns tweets pra ajudar a contar as coisas.

resumotwitterPrimeiro tweet do ano: é, o ano novo foi uma festa e tanto. Eu tava com mania de escrever depois de ter bebido pra caramba. Um ou outro eu nem lembrava de ter mandado, mas algo que chamava minha atenção é que não importava o quão bêbada eu estava, eu sempre escrevia em português impecável.

Inferno astral: pelo segundo ano seguido, fui prestar atenção.

Antes das 10h: esse tweet é engraçado e MUITO verdadeiro. Rolou depois que recebi uma ligação do Rogério antes das 10h e fiquei de mau humor. HAHAHA. Foi numa sexta feira, uma bem importante, mas não por esse motivo.

Não ter mais windows 8: é um tweet qualquer aleatório, mas o que importa é que no dia que meu computador foi formatado também foi o dia que cheguei a segunda temporada de Breaking Bad, graças (ou não) ao Eduardo. Foi também um dia que eu saí de casa depois da meia noite, mesmo estando com muita preguiça, pra conhecer uma das pessoas que mais tinha coisa em comum comigo na vida.

Inferno astral dando as caras: e aí, claro, sem falhar, meu inferno astral começou. Foi um mês difícil, e ele atingiu novamente minha vida amorosa não existente, digamos assim. Mas aí ainda nem tem muito o que falar, já que a semana crítica, a última, acabou de começar. E começou tensa mesmo, e se for como no ano passado, os últimos dias ainda prometem ~surpresas. MEDO>

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Diário de uma preguiçosa

Olha, vontade de escrever não falta, problema sempre vai ser a preguiça.

Mas falando sério, até que tô melhorando. Entrei na academia (apesar de ainda não ter conseguido ir todos os dias da semana), tô estudando direitinho, indo aos treinos (quando não estou ~trabalhando ou viajando) e até consegui me comprometer com o derby ainda mais.

Falando nisso, faltam 34 dias pro Brasileirão de Roller Derby. Esse ano vai rolar ~campeonato ( infelizmente com poucos times, já que precisa de mais geeeente jogando) e bootcamp. A ideia de viajar pra SP com um grupão de amigas lindas que jogam pra caramba e são tudo de bom é bem feliz. Mas, pra ser sincera, achei que fosse estar mais empolgada. Primeira vez que vou jogar ~sério, competindo (até comecei academia por conta disso), mas assim, tá faltando alguma coisa. Espero que eu descubra o que é até lá.

Ainda tô sem trabalho ~fixo, mas consegui fazer uma ponta no Rock In Rio e apesar de todos os pesares (pouco dinheiro, muito cansaço e algum aborrecimento) foi demais, definitivamente o que eu quero fazer. Mas por enquanto tá difícil conseguir algo na área, o jeito está sendo procurar qualquer coisa mesmo que me ajude a me manter no Rio.

E vai rolar uma reforma no apartamento onde tô morando. Tô super empolgada, adoro mudança de visual e não vejo a hora de dar um up aqui. Tadinho, o ap é bem mais velho que eu e faz um bom tempo que não rola uma reforma (se é que já rolou alguma vez na vida).

Planos para 2014 já estão rolando. O que me fez pensar sobre anos bons e ruins. Um dos melhores anos da minha vida foi 2004. Nessa altura do campeonato nem lembro bem direito o porquê, só sei que por bastante tempo tive essa impressão. Eu estava na oitava série, estudava de manhã no Auxiliadora pela primeira vez e o Rogério ainda era uma grande parte da minha vida. Devia ter algo a ver. Não sei. Daí não lembro muito bem das coisas, porém parece que os anos ímpares começaram a fazer mais diferença: 2005 mudei de escola, fiz 15 anos (e papai morreu :////), 2007 entrei na faculdade, 2009 fui pro Canadá *-*, 2011 passei meu niver em NYC num show de uma das minhas bandas favoritas… e 2013 me mudei pro Rio e participei do RiR. Mas tenho a forte impressão de que 2014 vai ser um desses anos que vai marcar, estilo 2004, mesmo que seja por algo que eu não vá mais lembrar em dois, três anos. O que importa é que a sensação é boa e que tem tempo pra fazer as coisas realmente acontecerem ano que vem, mesmo sendo um ano par.

E é basicamente isso. A preguiça continua ditando minha presença aqui, mas quem sabe né. Talvez eu volte com mais frequência pra falar de coisas aleatórias da minha vida. Ou até de coisas mais interessantes do mundo, como a minha próxima fantasia de halloween HEHHE.

A minha sonolência

O Brasil acordou.

Essa frase vem brotando na minha timeline há pelo menos 10 dias. Na minha não, aposto que na de todo mundo.

Não vim aqui falar de política e reivindicações porque, sinceramente, não me sinto informada o bastante para tal. Hoje estou tão sincera que admito que não entendo muito de política, num todo. Muito do que eu sei foi o Eduardo(meu amigo) que me explicou.Não sei se sou de direita ou de esquerda. Só sei o que eu acho, a partir das informações que julgo serem verídicas. Mas vim aqui falar do que sei, e da minha opinião.

Bom, quando as manifestações começaram em SP, minha primeira reação foi o espanto. Primeiro porque minha mãe ainda estava por lá, e perto da Paulista. Segundo porque né, nunca tinha visto tanta gente nas ruas. Mas essa passeata, do dia 06/07, não lembro, eu não acompanhei direito. Para falar a verdade, só comecei a acompanhar de perto as do dia 13, que foi quando eu decidi que não ia pra aula, justo quando a galera daqui do Rio foi pra Candelária. Acredito também que foi o dia em que a reporter da Folha levou uma bala de borracha no olho em São Paulo.

Não lembro datas exatas, mas isso não interfere no que eu quero falar. O que eu quero falar é do que eu senti quando alguns amigos chegaram me falando #vemprarua, dizendo que eu tinha que ir. Realmente, praticamente todo mundo que eu conheço no Rio estava indo. Isso foi numa segunda ou terça, quando todo mundo tava se programando pra ir pra grande passeata do dia 20/06 (que também ia rolar em Manaus).

Fato é que naquela altura do campeonato eu já estava enojada. Minha timeline era 100% gente indignada, gente acordada, gente compartilhando TODO tipo de informação, todos os textos, todos os videos, todos os relatos. Primeiro fiquei chocado com amigos agindo como se ‘tivessem nascido ontem’ , mortos de indignados com fatos que eles nem se deram o trabalho de confirmar. Gente defendendo argumentos que não entendiam, sendo imparciais e irredutíveis. Cara, não sei ser assim. Me acho muito ‘justa’, procuro por fontes confiáveis e, mesmo assim, se a informação é da TÃO TERRÍVEL mídia que só quer saber de enganar o povo, procuro absorver só o essencial, sem deixar me levar por exatamente tudo o que falam.

Aí decidi que não, que não #vouprarua, não acho válido não. As reivindicações em sua maioria são válidas, fiquei emocionada quando a tarifa realmente baixou na quinta (ontem), mas não queria sair na rua com esses tipos de pessoas tão deturpadinhas (não todas, é claro!).

Na quinta, tava todo mundo eufórico, principalmente o pessoal de Manaus, que ia viver seu segundo Ato (o primeiro realmente grande). Enquanto o clima da galera de lá era “vamo lá galera, vamo arrasar, sem violência, sou da paz /pausa pra foto” o pessoal daqui era mais “então, quem vai? onde a gente se encontra? qual o esquema?”. No auge da minha falta de paciência, já tinha desistido até de acompanhar as manifestações pela tv.

Foi quando meu bom e velho amigo Eduardo resolve me chamar pra manifestação, tamanha 19h (aqui começou 17h). Quando eu li a mensagem, meu primeiro impulso foi ficar empolgada. Mas aí rapidinho veio aquela sensação de “não sou obrigada, não vão me convencer, não tô nem afim de gritar”. Mas decidi ir, pra ficar pouquinho, no canto, só assistindo, afinal não tinha nada pra fazer (aula da pós cancelada).

Assim que me arrumei, me arrependi da ideia. Já queria desistir. Falei pro Eduardo que talvez não fosse conseguir voltar no metrô. Ele disse que pagava meu táxi. Aí eu fui hheheheehehehehhee. Quando tava no metro em Botafogo, ele disse que ia miar, que tava lá perto já e tinha um monte de gente voltando. Falei que tava com fome, pra ele me esperar lá pra gente comer algo. Cheguei na Uruguaiana 19h30. Realmente, tinha muita gente indo embora. A gente chegou até a andar na Presidente Vargas, mas nós estávamos muito ‘do contra’, andando contra o fluxo, que tava voltando. Resumindo, galera tinha dispersado. Eduardo ficou um pouco decepcionado por perder a manifestação.

Fomos comer na Bob’s, lá perto. Quando saímos de lá, um grande grupo passava pela Uruguaiana, rumo a Carioca. Aí Eduardo foi me levar pro metrô. Tava fechaaaado! Ok, vou de táxi. Decidimos seguir a galera pra chegar numa rua principal e poder ir embora. Fomos seguindo e seguindo e a turma era grande e eles cantavam e xingavam a polícia, tudo na ~paz. Aí falei pro Eduardo “AE, essa é uma manifestação, a gente conseguiu!”. Aí ele “ehhhh…não…”. Chegamos na Rio Branco e mais gente se juntou. OK, era uma manifestação, a segunda parte. Daí, chegamos na Cinelândia e TCHAMRAM, tava todo mundo lá. Todo mundo lindo, uns sentados nas escadarias da biblioteca e do teatro, cantando, com suas bandeiras e tal. Tava bonito.

Dali menos de dez minutos parados, eu vi umas poucas pessoas começarem a correr. Aí eu corri. Puxei o Eduardo e dei uma corridinha. Aí o Eduardo “QUE FOI? Não corre, tá correndo porque???”. Aí eu “Não sei, um pessoal correu, eu corri!”. O Eduardo falou que na segunda (outra manifestação, que ele foi) a namorada dele e uma amiga nossa começaram correr e ele só dizia “não corre”, com medo delas caírem e baterem a cabeça. Aí a gente parou mais longe da concentração. Ele apontou pra onde a policia ficava e provavelmente da onde ela iria sair, e dava pra ver as luzinhas vermelhas. Tava distante, mas dava pra ver. A galera linda ainda, pacífica e cantando quando BOOOOOOOOM. Uma bomba, a gente deu uma leve corrida. Aí falei pra ele não correr. Meu coração acelerou, mas de empolgação, não de medo. BOOOM BOOOM, mais duas bombas e daí geral começou a correr…. Aí né, a gente correu também, mas parou na Rua do Passeio. Ficamos lá e foi quando eu falei: CARA, que maneiro! Quero ver. Ficamos lá um tempo, o pessoal já tinha parado de correr, mas ainda descia muita gente. Eduardo queria que eu entrasse num táxi, mas eles tavam lotados. Decidimos ir pra Lapa. Mas eu queria esperar. BOOOM BOOOM mais perto agora, ai ok, fomos pra Lapa.

Chegamos na Lapa, ê laiá, lotada, muita gente chegando também, os bares abertos, cheios, iluminados…noite na Lapa né. Ainda dava pra ouvir os helicópteros. A gente foi caminhando e paramos no Circo Voador. O Eduardo queria entrar em um bar e sentar. Eu, não. Mais pessoas chegavam, mas tudo de boa. Vi meu ônibus passar e decidi que ia embora. Fomos pra Riachuelo, pro ponto. Aí eu não lembro o que aconteceu direito. Não lembro se foi antes ou depois da gente chegar no ponto (e ver que os ônibus estavam lotados e não estavam parando) que as pessoas começaram a correr. Nessa altura eu ainda falava MANO NÃO CORRE. Aí a gente viu que era a Cavalaria da polícia vindo pela Riachuelo. Pessoal ficou tenso, Eduardo só falou pra gente ficar perto da parede.

Depois disso, decidi que não dava pra ir embora aquela hora, não tinha ônibus, nem táxi, e o transito tava tenso. Ficamos por ali na frente do Circo. Foi quando olhei o whatsapp e fiquei sabendo que uma amiga minha tava sozinha na cinelândia, tentando sair. As coisas por lá estavam caóticas. Falei pro Eduardo que ia atrás dela e ele disse que ia comigo, que era pra ver onde ela tava e falar pra ela encontrar a gente no meio do caminho. Quando consegui ligar, ela já tinha conseguido entrar num ônibus.

Até aí tudo bem, Eduardo queria entrar em algum bar. Falei que queria ver o que tava acontecendo. Ele: vamo, a gente senta e vê na TV. Eu: NÃO, quero ver AO VIVO!. Foi quando as bombas chegaaaaaram na Lapa! Galera começou a vir na nossa direção. A gente deu uma caminhada e chegou num posto de gasolina. BOOOOM BOOOM. Mais bombas. Falei pra gente ficar no posto. Aí o Eduardo: É, tão soltando bomba, se soltarem aqui vai ser legal. Aí nessa altura eu já estava falando TODO e QUALQUER tipo de besteira (pausa pra agradecer o Eduardo por me aguentar). BOOOOOM BOOOM BOOOM, as bombas chegaram mais perto, mas só dava pra ver fumaça ainda. O pessoal começou a correr, aí a gente decidiu se mover. Os bares começaram a fechar, com as pessoas lá dentro.

Os BOOOMs ficaram mais pertos, as pessoas se apressaram e nós entramos na rua do Lavradio, em direção a Riachuelo. Naquela hora, agora eu penso, era mais pânico da galera do que perigo iminente, e isso fez a gente querer correr e até pensar em entrar em algum boteco, mas tava tudo lotado, aí falei que não.

Já na Riachuelo, foram uns 20 minutos e uma caminhada eterna. A gente andava, vinha um BOOM, a gente dava uma corrinha e parava. Ficamos nesse looop por um tempo, porque eu queria ver. Mas não dava pra ver nada, a não ser claro, o 8 ou mais mini ônibus CHEIO de policiais passando, as duas viaturas a 60 km/h que quase fizeram boliche humano e capotaram….quase. Mais motos de policiais e viaturas…e já quase no final, o tão temido CAVEIRÃO. Depois disso, já quase na casa do Eduardo, finalmente resolvi ceder e parar de esperar pra ver. Fomos pra casa dele e eu fiquei lá dando um tempinho pra poder ir pra casa.

Long story short, deu tudo certo…pra gente. Claro que muita gente se machucou, se deu mal, alguns foram presos… Mas olha, mesmo não tendo ouvido falar quase nada do que aconteceu na Lapa na mídia (sem contar os relatos), não achei as informações muito defasadas não…sei lá. Eu sei que eu fui e vivi um pouco, e me perdoem, mas… ADOREI. Não me levem a mal, não sou de longe a favor da polícia descer o cacete da galera da paz (e foi o que aconteceu), e muito menos gostei do vandalismo e de pessoas terem se machucado….mas o que eu senti ali, aquela adrenalina e empolgação que o ~perigo causa, eu amei =x

 

O Brasil acordou…parece que vai continuar ~acordado, mas eu, eu mesma tô de preguicinha na cama mesmo!

Sobre morar no Erre Jota

Então, meu Inferno Astral foi uma experiência dolorosamente maravilhosa. Apanhei, sobrevivi e aprendi muito.

 

Mas aí, como já tinha comentado aqui antes, esse ano vim morar no Rio de Janeiro por nenhum motivo especialmente válido. Vim estudar, jogar roller derby, dar um tempo de Manaus… essas coisas.

Fato é que já estou aqui há mais de 30 dias. Sobrevivendo. E não tenho feito muita coisa além de almoçar em Copacabana e ir pros treinos.

Decidi escrever hoje porque parece que as coisas vão começar a andar. Meu patins novo chegou e ontem foi usado pela primeira vez (estou me sentindo um pouco Bliss/Babe Ruthless) e hoje foi a minha aula inaugural da pós. Uma das melhores coisas da vida: descobrir o que você realmente gosta e ir atrás. Tive a certeza de que quero organizar eventos hoje, quando encontrei gente que parece comigo, e que levam realmente a sério o que muitos acham que qualquer um pode fazer a qualquer hora e em qualquer lugar. Vi as matérias que vou estudar e nunca me empolguei tanto em me comprometer com alguma coisa. Sei lá, foi só a aula inaugural, mas eu sinto que tô no caminho certo.

Fora isso, o Rio de Janeiro continua lindo. Queeeeente demais, fresquinho a noite, festa todo dia (não que eu vá né), gente linda e simpática de um lado, gente mal educada e feia do outro, a praia sempre em algum lugar que eu não vou. Ainda me falta um pouco de coragem (de vencer a preguiça) pra ir me aventurar por aí, mas já é perceptível o quanto já melhorei, visto que agora tô naquela vida de andar/ônibus/metrô.

Volto aqui pra falar de coisas mais interessantes. Por enquanto só queria dizer mesmo que SIM, eu vim, estou vendo e vencerei (o erre jota).

Inferno Astral

Não sei se já comentei aqui que acredito em muita coisa. Ou pelo menos gosto de acreditar.Tipo, sério. Acho a vida muito sem graça do jeito que ela é, então sempre fui de procurar algo fora do normal. Acho que é o meu jeito de acreditar no lado bom das pessoas, e também é o meu jeito de interpretar coincidências, sei lá.

Já tinha ouvido falar de Inferno Astral. Aqueles 30 dias antes do nosso aniversário, onde tudo parece dar errado e tal. Pra ser sincera, nunca tinha reparado nisso. Tentei lembrar de alguns dias antes dos meus aniversários passados, e nada de ruim me veio a cabeça. Até pouco tempo, achava que era besteira mesmo.

Aí quando foi esse ano, decidi prestar atenção. No começo, nada tinha dado mais errado do que o normal. É claro que, prestando atenção, qualquer coisa poderia ser fruto deste período, mas nada saiu muito fora do normal. Eu tava viajando, de boa, curtindo e bla bla bla.

Coisas boas começaram a acontecer. Eu achei estranho, aquele sentimento de ‘felicidade de pobre dura pouco’. Eu sabia que algo ia dar errado, mais pelo fato de isso sempre acontecer do que de estar no meu Inferno Astral.

Eu já tinha desistido de acreditar nesse lance todo, até porque as coisas estavam super normais, dando certo ou errado na ‘medida certa’, e já faltava quase uma semana pro meu aniversário.

E então, foi quando tudo começou, na sexta feira. Uma semana antes, EXATAMENTE. Primeiro foi um lance de saúde, algo que eu sentia de vez em quando sem saber o que era, foi descoberto. Estava tendo palpitações quando acordava, e isso já foi logo ameaçando meus treinos de Derby. E que tinha começado sendo algo bom, havia se tornado algo horrível. Sim, estou falando de um relacionamento. Passei o sábado e o domingo muito mal, de um jeito que eu não esperava. Na segunda, apesar das coisas só piorarem, eu já me sentia melhor. Haviam mentido pra mim e eu estava sendo trocada, mas estava incrivelmente de boa com isso.

Na terça, comecei a noite angustiada, o lance da palpitação não me deixava em paz. Desconfiei que isso pudesse estar ligado a grande decisão que deveria tomar (bad vibe também relacionada ao Inferno Astral?): Adiar ou não a minha ida pro Rio. Todo dia surgia um argumento novo sobre ir ou não logo pra lá.

Sempre ‘internalizei’ muito meus sentimentos. Na superfície eu sinto tudo normal, não sinto pressão, angústia, estresse, desespero. Mas inconscientemente, isso acaba me deixando mal de algum jeito, fisicamente. Daí a desconfiança da palpitação estar ligada a decisão.

Anyway, na terça, bem mais tarde, eu já não aguentava mais ficar em casa, acabei aceitando o convite de um amigo pra dar uma volta. Passear de madrugada é muito amor, e me deixou com um humor estranho. Acordei rindo hoje, e gritando, coisa que eu não faço com tanta frequência.

E hoje, quarta,véspera do final do meu Inferno Astral, eu acabei descobrindo um monte de coisa que outrora me faria MUITO triste. E eu continuei rindo. Quero ver o que vai ser de amanhã, me desejem sorte!

Tudo novo de novo

E mais um ano começa.

2013

Rolou boatos de que esse ano não chegaria. E chegou. De boa até. Se 2012 foi bom, com notão no TCC, fim de faculdade, altas viagens (NYC <3) e shows, 2013 será melhor. Mais posts? Chega de prometer isso né? Mas que o ano parece ser promissor, isso sim.

Depois da breve experiência de morar fora por seis meses no intercâmbio pro Canadá, agora é a vez de morar no Rio de Janeiro, por um ano. É claro que a coisa é bem diferente dessa vez, não é tão longe, nem frio e nem vou precisar falar inglês 24/7. Mas o que vale é o que importa. Morar ‘sozinha’ (na casa de parentes que eu não conheço) numa cidade diferente e maior, estudar, trabalhar… as coisas estão ficando sérias.

Mas não vim falar exatamente sobre isso.2013 tem apenas 16 dias de idade, mas pra mim os bons momentos já começaram. Já li livro bom, vi filme legal e até acabei me convencendo a ver outras séries aí.

Livro: Sombras da Noite – Stephen King

Esse é um dos primeiros livros de contos (se não o primeiro) do Stephen King. Eu adoro história de terror, mas tenho uma certa dificuldade de acompanhar histórias muuuuito longas. Descobri que contos eram perfeitos pra mim quando li 20th Century Ghosts, o livro de contos do filho do King, o Joe Hill ❤  Daí, ano passado, quando eu estava alone em SP, vi um video de uma palestra do Stephen numa faculdade, e aí alguma coisa despertou em mim e eu reconheci o que eu estava perdendo não lendo mais das obras dele. Sombras da Noite é um ótimo livro, até porque tem os contos mais famosos dele, como As crianças do Milharal, Mangler e ‘Salem’s Lot.

Filme: Pitch Perfect

Primeiramente, devo dizer que adoro Moulin Rouge, Nine e Burlesque, mas não sou fanzona de musicas. Odeio Glee. Mas Pitch Perfect é outra coisa. Tudo começou quando eu me apaixonei de vez pela Anna Kendrick, logo depois da primeira vez que vi Up In The Air. Daí assisti Elsewhere e What to Expect When You’re Expecting. Ainda tenho um certo caminho a percorrer na filmografia dela (que infelizmente não é tão grande). E decidi assistir Pitch Perfect por esse exato motivo. Tinha ouvido dizer que não era essas coca cola toda, mas pra mim foi uma boa de uma coca gelada (sdds refrigerante!). Como disse David Letterman, a assistida vale por, no mínimo, isso: Anna Kendrick being Awesome with the cup.

Série: The Carrie Diaries

Eu nunca assisti Sex And The City. Primeiro eu tinha um preconceito bobo com séries too girly. Depois, foi passando, novas temporadas, aí acabou. O filme eu vi, mas só o primeiro. Acontece que agora mais do que nunca tô numa fase TOO NYC, então quanto mais séries ambientadas lá, melhor! Bom, TCD (The Carrie Diaries) só tem o piloto lançado, mas devo dizer que já curti, apesar de ser girly e tudo mais. Mas tem o Austin Butler e é ambientada nos anos 80! E com o tempo que eu vou ter pra mim por aqui, bem capaz de eu acabar vendo SatC também.

Atualizando…

Pois é, muito tempo se passou e esse é o segundo post de 2012.

Acontece nas melhores famílias.

2012 vem sendo um ano muito bom, terminei a faculdade, assisti o show de uma das minhas bandas favoritas, conheci uma cidade nova dos EUA (Chicago), assisti a um jogo de Roller Derby, conheci minha atleta favorita lá…E ainda faltam dois meses e uns quebrados pro ano acabar.

Vamos ser mais específicos. Terminei a faculdade em junho. Tirei 9.8 no meu trabalho de conclusão de curso. Pra ser sincera, foi só ai que o ano realmente começou pra mim, nem lembro o que aconteceu nos meses antes (só a agonia de terminar o trabalho). Aí em agosto fui pra Chicago, pro Lollapalooza. Assisti show do Metric, Band of Skull e um pedaço do show do Jack White, entre outros tantos.

De lá, fui para minha querida NYC. Como sempre, uma aventura diferente. Dessa vez foi o calor. Cara, NYC no verão agora só por um ÓTIMO motivo, fora isso, nem rola mais. Em NYC rolou show do The Drums com Bloc Party, e rolou Roller Derby também *-*

Brooklyn Bombshells x Bronx Gridlock

Suzy Hotrod!!

Depois que eu voltei de viagem, rolou a colação de grau. Estaria oficialmente livre da faculdade. E aí foi que eu comecei a viver. Parei de dar aula de inglês, voltei a praticar Roller Derby (parei por causa do TCC =/), ver séries, ficar acordada até tarde, sair todos os dias…

E agora tô aqui, ainda aproveitando essas férias. Acho que até ano acabar, ainda volto aqui pra falar do mundo de séries que tô vendo =D

e mais Gringos

Continuando…

O voo pro Rio foi….tenso. É o que eles chamam de Red Eye, aquele voo da noite. E eu tive que sentar na poltrona do corredor, ou seja, nenhum bom lugar pra encostar a cabeça. Fora que o pouso foi o mais tremido da minha história. Chegamos umas 6 e pouquinho e fomos direto pro albergue, o CabanaCopa (haha). A primeira coisa que reparamos foi a ladeira pra chegar lá, mas acabou que o albergue é bem localizado. O ruim foi a gente chegar lá e não ter ninguém na recepção, porque não é 24hr. Aí, quando deu 8h, chegou o moço da recepção só pra dizer que a gente só ia poder fazer check in as 14h. Deixamos as malas lá e fomos pra praia de Copacabana dar um tempo. Ficamos num quiosque quase em frente ao Copacabana Palace. E foi água de coco e muita conversa até 13h, quando decidimos que já era hora de voltar. Fizemos o check in e dormimos a tarde toda!

Acordamos quase 19h e enrolamos pra nos arrumar pra sair. A intenção era ir comer algo. No nosso dormitório, era nós três mais uma roommate, que até hoje não sabemos o nome porque não entendemos quando ela disse. Depois de prontos, ela disse que conhecia um lugar perto onde poderíamos comer. O lugar era perto da praia, e tinha muitos gringos lá, assim como muitas ladies of the night (como a tiffany as chama). Comemos e logo voltamos pro albergue. De lá, resolvemos ir pra Lapa, que era o que o Shawn achava que ia bombar. Fomos e voltamos antes das 2h da manhã. Tenho quase certeza de que o lugar onde fomos é o mesmo onde gravaram cenas de Amanhecer =x

No sábado, acordamos 8 e pouquinho, tomamos café, banho e nos arrumamos. O passeio do dia era o Big Jesus (apelido que o Shawn deu pro Cristo Redentor). Chegamos lá quase 11h eu acho. Ao invés de pegar o bondinho, fomos de van mesmo. Esperar naquele sol pra quê?! Gringos fazendo sucesso, galera da van curtindo conversar com eles. Fomos no mirante Santa Marta e depois no Big Jesus. Haja escada no sol do meio dia hein…O melhor de tudo foi a volta…quando um bêbado decidiu falar com a gente. Eu fingi que não falava português pra ver se ele ia embora. Ele pegou o mesmo ônibus que a gente e fez a galera de lá rir e se estressa. E no final deu tudo certo. De noite, decidimos ir pra uma ‘boate’, a Casa da Matriz, que eu já tinha ouvido falar e que parecia ser boa. Antes de ir, tentamos ir na Pizza Hut, mas tava lotada, acabamos indo no Informal, um boteco na mesma rua. Saímos de lá um pouco mais 00h. Não sei que horas chegamos na Matriz, mas tinha pouca gente. O que de certa forma era bom.O alto da noite foi um cara de barba meio que ‘dando em cima’ da Tiffany, basicamente esfregando a barba dele no braço dela. E a gente na pista de dança, também foi legal.

No domingo, a gente tinha que mudar de quarto cedo, porque a nossa reserva era até domingo, e ai decidimos continuar no mesmo albergue. Acabamos indo pra um dormitório de 9 pessoas. Dormimos quase a tarde toda de domingo. No finalzinho, fomos na feirinha hippie em Ipanema. Depois fomos tomar água de coco na praia e caminhar. Na volta, jantamos na Domino’s e fomos pro albergue. O Shawn ainda saiu depois, com nossos roommates.

Na segunda de manhã, o Shawn ficou dormindo e eu e a Tiffany fomos ao Pão de Açucar. Tava nublado, mas dava pra ver bastante coisa. Voltamos pro albergue, o Shawn tava acordado. Decidimos ir pra praia. Ainda estava meio nublado. Ficamos na areia por quase uma hora, pois o sol começou a aparecer. A Tiffany e Shawn ainda conseguiram entrar no mar, mas eu só molhei os pés mesmo (frio do inferno). Comemos no Copa Lima, um daqueles lanches que vendem sucos MARAVILHOSOS perto do albergue. Tomamos banho, trocamos de roupa. Já tinha comentado que iria pra Casa da Matriz mais tarde, pois um amigo meu ia discotecar lá. Decidimos que antes iríamos pro Shenanigan’s. Ótima escolha, simplesmente adoro aquele lugar. Guinness e Heineken fizeram minha felicidade. Voltamos de lá um pouco depois das 21h. No albergue, o Shawn e a Tiffany felizmente decidiram ir comigo mais uma vez na Matriz. Sempre que um roommate entrava no quarto, perguntava o que a gente ia fazer, aí o Shawn dizia que a gente ia pra Casa da Matriz. Todo mundo se empolgou, apesar da gente avisar que lá era diferente, alternativo. No final acabou indo eu, Shawn, Tiffany, Tushie (um cara da Australia), o cara de Israel, o Alemão e a Emma Stone (Stephanie, eu acho, mas parecia muito a Emma Stone). A noite foi bem divertida. Mas parece que a Emma Stone passou mal, aí o cara de Israel e o Tushie voltaram cedo com ela. Não muito depois eu, a Tiff, o Shawn e o Alemão voltamos também.

Na terça, hora de dar tchau. Acordei meio enjoada, não tomei café direito. Tive que acordar a Tiff, porque ela precisava fazer check out também. Fiquei conversando com eles enquanto tomavam café, até meu táxi chegar. Foi uma despedida estranha. Não consegui me prolongar nem dizer muita coisa, porque realmente não sabia o que dizer. Mas tive e tenho a impressão de que essa com certeza não vai ser a última vez que encontrarei os dois!