O Doctor e eu

Hoje eu vou contar a história de como Doctor Who entrou na minha vida, mudou ela e ainda me deixou um pouco (mais?) nerd.

Um belo domingo estava eu em casa verminando na cama. Era o final de semana da WFTDA Championship (campeonato de roller derby dos states). De repende a Jana me liga e diz que Carol está na casa dela e elas vão assistir a final lá e me chama pra ir. Por um milagre divino, eu consigo deixar minha preguiça de lado por 10 segundos, que foi o tempo suficiente pra levantar e decidir ir.

Sem enrolar, cheguei lá depois de horas, assistimos a final, a Jana ainda tinha que pintar o cabelo da Carol e a gente não tinha nada pra ver. Foi quando finalmente disse: ACHO que vou começar a assistir Doctor Who. Aí as duas, sendo super fãs da série, falaram SIIIM COMEÇA POR FAVOR O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO NA SUA VIDA QUE AINDA NÃO VIU BLA BLA BLA. Aí aproveitamos pra começar a ver lá.

O detalhe (super importante) foi por onde começar: Carol me aconselhou a começar a ver pela quinta temporada, exatamente quando o ~décimo primeiro Doctor (Matt Smith) “chega”. E aí eu fui assistindo, primeiro a quinta temporada, depois a sexta, depois voltei pro começo, primeira, segunda, terceira, quarta temporada e por último, a sétima. Não sei explicar exatamente, mas assistir nessa ordem faz com que você veja a série de uma perspectiva muito diferente, principalmente na fase que o Moffat (roteirista e produtor) começa a escrever mais (quinta temporada). Muita coisa foi diferente pra mim, e de uma certa forma foi mais fácil de gostar, principalmente porque comecei pelos efeitos especiais legais e quando tive que voltar pro começo, onde os efeitos não eram essas coca cola toda, já tava presa pela história (fora que é sensacional poder uma série na ordem trocada e não ficar 100% perdida).

Foi assim que eu comecei a ver Doctor Who e me apaixonei. Aí também resolvi comentar meus episódios favoritos (sem dar muito spoiler).

Não vou colocar nenhum da primeira temporada, nem segunda, porque mesmo apesar ter adorado o Christopher Eccleston como o nono Doctor e ter curtido a Rose como companion dele e do Tennnat depois, eu resolvi focar nos que a história dura mais (fora os twists e importância deles na vida né).

– The Impossible Astronaut

Acho que esse deve ser meu episódio favorito. A história em si é bem intrigante e importante pro futuro, mas o que eu mais gosto mesmo é esse cenário maravilhoso que é o Lake Silencio em Utah. O local é fictício, mas essa paisagem deve estar por aí. Fora isso, apresenta um dos meus vilões favoritos, os ~Silence/Silent (Silêncio).

– A Good Man Goes To War

Esse episódio revela um dos maiores segredos da série. Aposto que muita gente já tinha sacado ele antes. Nem sei dizer ao certo se pela ordem normal dos episódios, dava pra ter sacado, mas como vi meio trocado, realmente foi um mind blown pra mim. Outra coisa muito linda no episódio (fora a história por traz da tal guerra e tudo o que é revelado) é o poema que resume bem o episódio:

“Demons run when a good man goes to war/ night will fall and drown the sun/ when a good man goes to war/ friendship dies, and true love lies/ night will fall and the dark will rise/ when a good man goes to war.”

–  Blink

Os Weeping Angels (Anjos Chorões/ Anjos Lamentadores) são outros vilões que eu amo. Eles são estátuas que só atacam quando você não está olhando pra elas. O primeiro episódio que eu vi sobre eles foi o The Time Of The Angels/ Flesh And Stone (duas partes) na quinta temporada (que foi também quando eu vi a River Song pela primeira vez <3). Mas esse episódio aí foi a primeira aparição deles na série, além de ter contado com a participação da Carey Mulligan. Além da história dos anjos, eu gosto muito de episódio por ser um daqueles que ‘brinca/explica’ o esquema do tempo muito bem, mostrando como, de certa forma, o passado pode ser ~influenciado pelo futuro (nesse caso, como as decisões que você toma no futuro estão diretamente ligadas com eventos do passado que podem ou não já ter ocorrido no seu presente, mais ou menos HAHA) e vice-versa. BTW, achei que devia comentar que o Doctor desse é o TENnant.

– Silence In The Library / Forest Of The Dead

Mais um daqueles ‘duas partes’. Esse foi o primeiro episódio da River Song, mas pra mim foi um dos últimos, já que é da quarta temporada (a penúltima que eu assisti). A maravilha de ter assistido do jeito que eu assisti é que, enquanto maioria das pessoas não ligaram ou não prestaram atenção na River (que era uma personagem nova e apenas bem misteriosa), eu não conhecia toda a história dela, mas já tinha a visto antes e tinha ideia de quem ela era. Sem querer dar muitos spoilers, em algum episódio que ela já tinha aparecido, ela comenta com alguém que a história dela e do Doctor é bem interessante, que eles vivem a vida meio que ao contrário, no sentido de que ele tá avançando e ela tá meio que voltando. Não posso falar mais que isso, mas pra quem já assistiu a série, pode imaginar como é ver esse episódio já sabendo de tudo (quase que como pela própria visão da River) ;~~

– The Angels Take Manhattan

Eu fiquei empolgada quando fui ver esse episódio porque né, amo NYC. Imagina o Doctor, a Amy e o Rory na minha cidade favorita. Pois é, era só isso que eu pensava. Quem acompanha a série sabe do que episódio se trata, e mesmo ele tendo passado há um tempo, eu prefiro não comentar sobre o seu grande tema (que também foi um MIND BLOWN mt forte, apesar da Carol ter comentado sobre ele antees {e eu não saber que esse episódio específico era o que ela tinha comentado}) Anyway, o melhor que eu posso comentar do episódio sem falar muito da história dele é que a estátua da Liberdade vira um Weeping Angel!!!

Eu podia falar BEM MAIS TIPO PRA SEMPRE de Doctor Who, mas por enquanto é só isso mesmo. Ano que vem tem temporada nova, Doctor novo, e quem sabe mais tempo pra vir falar mais coisas aqui hehehehe.

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