Who should you let in?

Olá peeps

Querem saber algo engraçado? O post passado era pra eu reclamar de outra coisa. HAHA. E eu queria fazer um post sobre o Oscar, sabe, bem clichê, dizendo quem eu queria que ganhasse e mimimi. Mas decidi que não. Basta dizer que sei que The Social Network vai ganhar quando na verdade Inception deveria levar. E se tudo der certo, Natalie Portman também ganha como melhor atriz. Só acho uma droga ninguém reconhecer que a Mila Kunis atuou muito bem. Mas como não vi os outros indicados, sou suspeita pra falar hehe.

Mas o post de hoje é dedicado a outra coisa. O título quer dizer ‘quem você deve deixar entrar?’ e é sobre um filme e seu remake.

Sim, vou fazer uma tentativa de resenha mais voltada na comparação de Let The Right One In e Let Me In.

Primeiro queria falar sobre outro original x remake: REC x Quarentine. Eu infelizmente acabei vendo o Remake primeiro. Infelizmente, porque acaba com toda a magia que é ver um filme na sua essencia. Queria deixar claro que essa é a minha opinião. Primeiro porque os originais são baseados numa ideia, num livro, em imagens abstratas, e do nada se tornam uma história que acompanhamos com nossos próprios olhos. Eles contém exatamente a medida certa de sentimento e emoção que você precisa receber para entender e apreciar a ideia. Muitos remakes, na minha opinião, tentam recontar aquela história de um ponto de vista onde muita informação é dada, onde o mistério acaba e quase tudo é explicado. ESPECIALMENTE se o remake for americano.

Eu nunca realmente tinha prestado atenção, mas sempre ouvi dizer que o povo americano é burro, quando se fala em filme. E até em série. Sempre achei que existia dois tipos de ‘povo americano’ aqueles sem importância nenhuma, que povoam a internet mostrando seu fanatismo por determinado assunto, ou série, ou livro, e que eu acabo me identificando… e aqueles super importantes, numerosos, que tem o poder de mudar de canal, fazer uma série muito boa perder audiência e ser cancelada, não entender um filme muito bom e os quais eu nunca encontrei por aí. Tá confuso com o que eu acabei de falar? Ok, eu explico. Primeiro percebi isso com seriados de tv. Por exemplo, um seriado estreia, daí você assiste e se amarra, daí vê que todo mundo que você conhece também se amarra, e na internet em todo canto todo O mundo se amarra, e no episódio seguinte ele é cancelado, e dizem que foi por falta de audiência. Ai você se pergunta ” E todas as pessoas que assistiam??? Que amam??? TODO MUNDO GOSTAVA, poxa!” e aí é que eu digo que esse todo mundo são as pessoas sem importância, e que existem pessoas mais importantes, que você nunca viu, que odiaram o seriado e pronto, ele foi cancelado.

Assim acontece com os filmes. Não, eles não são cancelados. Mas muitas vezes filmes estrangeiros ganham remakes americanos, muito provavelmente por que as pessoas importantes de lá não entendem o original. Sério, só vejo esse motivo. Voltando a Rec, original espanhol e Quarentine, remake USA. Esses dois são o único conjunto que eu achei um a cara cuspida e escarrada do outro. Sério, ficou bem parecido. O que é bom porque não perde muito a essencia do original e ruim por que…. se é tão parecido, pra que fazer ?

Já no caso de Let The Right One In, o original sueco e que eu apelidarei de right one, e de Let Me In, remake USA que será chamado por mim de me, a história é diferente. Com eles vocês COM CERTEZA vão entender o que eu tô dizendo, pois eles são o perfeito exemplo disso.

Então vamos lá falar deles. A partir daqui sinto informar que haverá spoilers de ambos.

Primeira coisa que eu notei, eles inverteram a cor do cabelo dos personagens. Em right one, a menina tem cabelos pretos e o menino é loiro e em me a menina é loira e menino tem cabelos pretos. Desculpa, isso me pertubou um poucozinho, hehe.

Depois, o começo. Right One começa belamente com neve caindo *-* mais exatamente com o reflexo de um menino loiro na janela onde vemos a neve cair e depois a cena muda para  um homem e a sombra de uma menina chegando num prédio. Me começa com um cara gritando que nem um louco dentro de uma ambulância e depois de uns minutos, descobrimos que ele foi atingido por um tipo de ácido no rosto e nas mãos e que por isso não pode ser identificado. O policial tá no hospital investigando, daí ele tem que atender a ligação de uma enfermeira que fala algo sobre a filha dele. Aí ela não termina de falar porque todos nós ouvimos gritos e descobrimos que o cara se jogou da janela. OU SEJA, pra quem já viu o original, sabemos que o Me começa então com um flashback.

Nada contra flashbacks, mas sinceramente não vi motivo para isso. AH, claro, os USA gostam de começar causando né, claro… Mal sabem eles a beleza que eles perderam deixando de seguir o caminho do Right One, simples e bonito.

Aí ok, ambos continuam. Começamos a ver então a história do menino Oskar (right one)/ Owen (me), que sofre de bullying. É claro que mais uma vez os USA vão exagerar um pouco, mas nada que fuja MUITO da história original.

Daí então tem a primeira morte. Minhas dúvidas quanto a melhor versão. No Right One, o homem (que eu nem sei se tem nome hehe) vai no parque (cheio de neve*-*), encontra um caramada qualquer, passa um papo, estrangula o cara, pendura ele na árvore, e corta o pescoço dele, pro sangue cair e escorrer pro balde lá. Daí ele é interrompido por um cachorro que começa a latir. Ele tenta espantar o cachorro, mas a dona começa a se a proximar, daí ele tem que fugir com o pouco de sangue que ele conseguiu. A cena é muito peculiar. Primeiro porque ela é super clara e tal, e o cara bloqueia nossa visão quando vai esfaquear a vítima. Por isso, achei meio simples demais. Mas a parte do cachorro foi ótema.

Já no Me… as coisas são bem mais dramáticas né? O cara se esconde na parte de trás do carro de um garoto, sufoca ele, leva pro mato, pendura e faz o mesmo processo. Só que aqui, vejam vocês, está tudo escuuuuuuro, você pode ver bem a respiração dos dois. Ainda tem fumacinha saindo da boca da vítima quando o ‘pai’ se abaixa pra cortar a garganta, e aí, minha gente, é on screen… ouvi a galera no cinema dar um gemidinho.

Bom, não vou ficar aqui falando de todas as diferenças dos dois. Vou logo ao ponto. Lembro de estar um dia na TGTG procurando filme pra baixar. Me deparei com o tópico de Let The Right One In e nos comentários é que fui ver que tinha algo muito bom nesse filme. Era de vampiro, todos sabíamos. Mas tinha certos comentários sobre certa cena que me chamaram a atenção. Assim, cada filme de vampiro com suas lendas, certo? No Right one tanto quanto no Me, tem a famosa cena de quando a Eli (Right One)/ Abby (Me) entra na casa do Oskar/Owen sem ser convidada e começa a sangrar (um dos posters do filme).

A gente sabe que maioria dos vampiros só podem entrar em um lugar se forem convidados, mas eu nunca tinha visto em filme nenhum o que acontecia se eles não obedecessem. A outra lenda tratada no Right One e que é famosa cena que eu comentei ali em cima, a cena do banheiro, NÃO está em Me. Isso me deixou pra baixo, mas era de se esperar. Por algum motivo eu sabia que os USA não iam querer se aprofundar na questão do filme. Por mais que a Abby ficasse falando que não era uma menina, os USA preferiram dar a entender que ela se referia ao fato de ser vampira e não ao fato de os vampiros não terem sexo (lenda de Right One).

Outra coisa que eu percebi foi que no Me eles usam a palavra vampiro. Posso estar errada e me corrijam se esse for o caso, mas acredito que eles não mencionam essa palavra em Right One. USA querendo explicar as coisas .-.

O que me deixou mais mordida foi a ousadia dos USA de tentar dar uma explicação para quem era ‘o pai’. No original, tudo fica subentendido. Nos comentários na comunidade haviam várias teorias legais. Mas no Me eles basicamente disseram. Até achei legal a explicação, mas acho que isso quebra muito do clima do filme. Aliás, todas as explicações e facilitações do Me me deram nos nervos. Era como se eles achassem que eu fosse burra ou coisa do tipo. Mas aí lembro que eles consideram que grande maioria do público não viu o original, sem contar que, como mencionado mil vezes hoje, o povo americano é meio burro e prefere tudo explicadinho.

UPDATE

Esqueci de comentar mais sobre o ‘pai’. Me deixou irritada o fato de no Me eles explorarem mais a relação da Abby com o cara lá. No Right One eles quase não se falavam, se entendiam com poucas palavras, e a relação deles parecia ser boa, apesar de sempre ficar no ar o que exatamente eles eram um para o outro, o que eu achei muito bom. Já no Me não, eles interagem um pouco mais, mas dá pra ver que a relação deles não é boa. Ele já está cansado de servir a Abby e ela meio que esnoba ele. Pelo menos foi assim que eu vi. Sem falar que eles explicam, meio que subentendido, a relação dos dois, como eu já comentei aqui.

As atuações foram boas, no meu ponto de vista. Posso ser um pouco injusta por que pago pau pra Chloe Moretz (Abby), e mesmo a Lina Leandersson tendo toda aquela cara dura, ao mesmo tempo inocente, e ainda assim sendo fria, não acho que a Chloe Moretz tenha ficado para trás. Já sobre os meninos, achei a atuação bem parecida mesmo, levando em conta que alguma situações mudaram devido ao roteiro né… USA querendo ser MUITO dramático, acabou forçando um pouco as coisas, mas nada MUITO sério. Não consigui decidir qual foi minha dupla favorita. Talvez tenha algo a ver com os cabelos.

Let Me In tá passando nos cinemas de SP (morram) … e Let The Right One In tem dvd vendendo nos USA e provavelmente na internet. Se você tiver que escolher um pra ver, FIQUE com o original. Se não, vale ver os dois (mas o original primeiro) ;D

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3 pensamentos sobre “Who should you let in?

  1. Menine, eu ainda nao vi pq né, sou cagadinha pra ver esse tipo de filme; mas vontade é o que não falta.
    Estou até pensando seriamente em recrutar alguém pra assistir comigo nesse final de semana. Disso tudo que você falou, me interessou muito a parte em que Right One não usa a palavra ‘vampiro’. O legal do suspense é ler nas entrelinhas. Se for pra ser tudo mastigado, então que apareça logo no começo “Este é um filme sobre vampiros”. Tirando esse meu exagero, o que eu quis dizer mesmo é que o fator “surpresa” conta muito a favor do filme. E seria bom que o cinema americano pudesse estimular os telespectadores a pensar mais.
    =*

  2. Para quem já assitiu o filme pode ler abaixo !!! Em especial a escritora do artigo, muito legal ^^, é sobre o que vc disse sobre os vampiros não terem sexo em let the right one in, estarei explicando os fatos do livro Sueco.
    -SPOILER-
    Eli/Abby não é uma menina, há 220 anos atrás um lorde de um castelo mandou chamar todos os garotos mais pobres dos camponeses entre 8 e 12 anos, Eli na verdade Elias (isso mesmo), foi o escolhido pelo homen meio gordo engraçado de peruca, que escolheu ele jogando dados, que na verdade tiveram os resultados alterados para que Elias fosse escolhido, Elias era tido por muitos como o menino mais bonito do campo, e viam nele a imagem de sua mãe e achavam que ao ficar mais velho iria se parecer ainda mais com ela, no castelo ao ser escolhido, ele foi tirado de sua familia, foi castrado e cauterizado pelo carrasco, e o lorde bebeu o sangue e o transformou, alimentou Elias com vitimas, e ultilizou-o como seu brinquedo até se cansar e o libertar.
    (Por isso no filme original a protagonista Lina Leandersson, tem um jeito mais andrógeno que Chloe Moretz).
    -FIM DO SPOILER-
    Se quiser saber mais só é deixar uma resposta que posso lhe indicar o livro, a continuação do livro, e o site tido por oficial dos fãs do livro e filmes, onde até o escritor do livro e atores dos filmes são cadastrados e aparecem por lá para comentar (no forum é só papo cabeça, muito bem discutido). sim o livro tem o mesmo nome do filme original, mais só tem inglês, mais vale a pena ler, muito boa a estória, e a continuação do livro tbm que está em sueco, mais se quiser só é falar que eu adianto o que tem na continuação do livro para vc, já que o livro foi lançado esse ano (meados de janeiro de 2011) na suecia, e não vai ser traduzido para o inglês nem tão cedo, fiquei sabendo a historia do novo livro pelos spoliers do povo sueco no forum que já o leu (titulo: Let the old dreams die), e tem uma fanfic extremamente ótima, sério nunca gostei de fanfics, mais essa surprendeu mais de 20 mil pessoas, e tbm a mim, muito bem feita, com estoria excelente chamada “Once Bitten”, que foi até elogiada pelo propio autor do livro original no forum, lhe indico, o final dela é extremamente ótimo, vc chega a chorar lendo essa fanfic varias vezes apreensivo, agora ela tem um pdf com 377 paginas +-(um verdadeiro livro), vale apena, e tbm é inglês, pra quem não sabe inglês o google traduz, é só ter paciencia), a continuação do livro e a fanfic contam o que aconteceu após a fuga de Eli/Abby e Oskar/Owen (acredite ou não a fanfic é mais centrada nas crianças que a própia continuação do livro, o que acho muito melhor), e lendo o 1º livro original, ou me perguntando vc vai saber melhor quem é o “protetor” que fica com Eli (não é o vampiro de 220 anos atrás não tá! é alguem do presente, mesmo só para não deixar duvidas.),por enquanto só posso dizer que Eli o encontrou em um park bebado. A historia do livro original tem muitos quebra cabeças, e muitos temas para serem discutidos a nivel de psicologia e filosofia, ^^ bye bye.

  3. Pingback: #3 coisas aleatórias | clau-strophobic

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