Aventuras: do grande dia pt 2

Hora da festa. Ela seria na 42nd Street, no AMC theatre, no coração da Times Square. Na real essa era a única festa que eu podia entrar (under 21). Acabou que as nossas amigas brasileiras, a Luciana e a Inês(que eu ainda não conhecia), iriam pra mesma festa.

A festa em si era muita onda. Num teatro, entenda por CINEMA. E tinha vários tipos de ingresso. Claro que pra mim era só um, os do under 21, que custou 25 dólares. Tinha o simples de 35 dólares para maiores (O do Diego e das meninas), que dava acesso a uma outra area, com open bar. Daí tinha mais uns de ricassos, com direito a ir pro terraço ver a Ball Drop e bla bla bla…. Sei que vi ingresso de até 350 dólares (pra grupo de 4 pessoas e que vinha com Champagne).

Anyway, deixa eu lhes dizer que ir numa festa de ano novo na Times Square foi a melhor decisão que eu fiz na vida (98% das minhas decisões dão errado). Primeiro porque a noite de ano novo é FRIA. É um frio desconfortável e você supostamente tem que aguentá-lo por pelo menos 2,3 horas, se você decidir ver o Ball Drop na rua(tem que chegar cedo pra garantir um lugar decente). Depois que você só tem acesso a Times Square propriamente dita se você tiver ingresso pra alguma festa. Sim, eles fecham a Times Square e quem for ver na rua fica LONGE.

Então, depois do passeio no Central Park, chegamos no hotel 5 e pouquinho e eu, como boa agoniada, queria partir pra festa 6 horas, já contando com os atrasos do metro, andanças, e todos os imprevistos possíveis. A Luciana disse que nem precisava ir tão cedo assim, que o metrô tava funcionando direitinho e que o portão pra festa só abria 8 horas e coisa e tal. Me convenci a sair oito horas mesmo, com eles.

Fui pro quarto, descansei uns poucos minutos, e comecei a me arrumar. Em meia hora tava pronta (sem maquiagem né, os olhos não permitem ainda x=). Eram sete horas ainda. Subi pro quarto do Diego e fiquei enrolando lá até sete e meia. Daí eu desci enquanto ele continuava a se arrumar (Diego é uma moça pra se arrumar, pqp. mas o cara tem estilo né, tenho que relevar). Enrolei, enrolei, enrolei. Dez pras oito, nada de ninguém. Fui la embaixo no lounge (que é no ‘sotão’) ver se tinha alguem por lá. Nada. Quando subi, encontrei com a Inês pela primeira vez, que já tava me perguntando se eu era a amiga do Diego e dizendo que elas já estavam quase prontas. Eu falei que era e que tudo bem, eu ainda tava esperando ele. Ela disse que quando ele descesse, a gente podia ir lá pro quarto delas esperar.

Oito horas em ponto. O Diego aparece. Esperamos uns cinco minutos na recepção e resolvemos subir pro quarto delas. Chegando lá a Inês já tava pronta e a Luciana tava terminando a maquiagem. A gente falou que ia esperar lá embaixo mesmo. Quando voltamos pra recepção, tinha uma moça lá em pé esperando. Sentamos no sofá e ficamos lá esperando. Daí entrou um pessoal do hostel falando meio alto com ela. Pelo que deu pra entender, alguem tava fazendo alguma coisa errada e ela tinha que resolver, se não era multa.

Resumindo essa história, o cunhado dela tava lá fora fumando, o que parece que não pode. HIHIHI. Ela foi lá chamar ele e depois sentou com a gente e puxou papo. Depois de algumas frases trocadas em inglês, a gente descobre que ela também é brasileira, que tava lá pra ir pruma festa no ano novo com a irmã dela, que mora em algum lugar que eu não lembro qual é agora, e é casada/namorada desse americano. Muito louco, cara. A gente ainda ficou um tempo batendo papo, tiramos fotos (cadê essas fotos agora?) E aí a gente finalmente partiu, quase nove horas já.

O metrô não demorou horrores e nem tava cheio. Não tinha muita polícia e eles nem estavam revistando ninguém por lá. Descemos na nossa estação e fomos atrás da 42nd Street. Ali sim tava o aperto. Gente pra todo lado se espremendo. Aquela coisa de show lotado sabe? E você tenta passar, avançar e as pessoas só vão te apertando mais e mais. Seria até ‘normal’ se não fosse pelo fato de eu estar usando cachecol e as pessoas começarem a puxá-lo e eu quase morrer sufocada. TENSO. Mas aí eu não morri, e a gente achou um policial, falou que tinha ingressos e ele deu um gritão pra galera abrir espaço pra gente passar *-*

Depois do sufoco, a gente teve que ir pra uma fila pra entrar. Uma fila pequena, mas que não estava se movendo. Logo que a gente chegou no final da fila chegou também um grupo de garotos. PLIM. Garotos bonitos. De primeira eu nem vi né. Mas aí depois que a gente tava nos nossos lugares, eu dei uma olhada de leve. Foi só eu me virar pra espiá-los que o menino mais próximo lança um HI. Meus olhos brilharam. Ahhh New York, sua linda. O Diego e as meninas estavam conversando um pouco mais a frente, então era tipo só eu conversando com 4 meninos. Não lembro exatamente o que a gente conversou, sei que um deles morava em New Jersey e os outros estavam visitando-o, de Chicago. Um deles parecia com o Jesse McCartney

o outro, o Brian, parecia com um garoto que eu conheço de vista de Manaus. O bonitinho que falou comigo primeiro é descendente de irlandês e o que mora em New Jersey é um alto, o Matthew. Daí as meninas se aprochegaram e todos nós estávamos lá conversando. E conversa foi e voltou e foi e voltou. Numa dessas, que as meninas estavam conversando com o Diego de novo, eu lá na minha autistando, acabei vendo movimentos suspeitos. Tentei disfarçar, fingir que não vi. Mas uns segundos depois o bonitinho que eu esqueci o nome (porque né ninguem se apresentou HAHA) virou pra mim e perguntou se eu queria. MEDO PRA SEMPRE. Olhei pra ele com a cara mais desconfiada do mundo. Ai olhei pra baixo e era Whisky HAHAHA, daqueles Brandy (sei lá, não é minha praia ok). Aí bebemos todos um pouco. Nessa altura já sabiam que eu tinha 20 anos e me chamavam de baby e ficavam tirando onda do tipo ‘ e aí vai assistir filminho de criancinha??’ (aliás, a festa sendo num cinema né, tinha filmes passando a noite toda!).

A emoção da fila foi rápida, a gente nem demorou muito lá. Entramos, eu com minha pulseira verde de criança e tudo mais. Nos perdemos deles e eu perdi um lado da minha luva (noooo, valor sentimental x=). E haja subir escada rolante. E todo mundo pedindo a minha id. Fazia tempo que eu não era de menor x= Chegamos ao piso dos de menores, várias famílias e tal, pipoca e pizza. Fomos comer. Depois disso era aquele momento decisivo onde a galera ia subir pro open bar e eu ia morrer ali vendo filmes. Foi então que as meninas disseram que tinham pulseira sobrando, porque deram outra pra elas na porta. TCHANRAN. Consegui uma pulseira pro open bar (não que eu quisesse beber, queria ir atrás dos bonitinhos). Agora era a hora de enganar a galera dos states. ADRENALINA. Naquela altura, por muita sorte, eles não pediam mais id, só pulseira, então passei de boa \o/

Lá em cima, galera indo atrás das bebidas e eu de olho pra ver se via alguém. Acabei vendo o que parecia com o menino de Manaus, o Brian, subindo pra area vip. Anyway. A festa tava legal e tal. Daí as meninas decidiram tentar subir. A gente foi atrás. Elas subiram, mas quando chegou na vez do Diego eles barraram, porque ele tava com a pulseira azul, como eu. Elas tavam com a pulseira roxa. OH VIDA. Lá ia eu morrer na praia. Fiquei um tempo com o Diego depois resolvi ir assistir um filme. PS: eram onze e pouco já. Entrei na sala, sentei, assisti um trailer. Achei que já que ia ter que ver filme, ia pegar uma bebida. Quando saí pra ir atrás do Diego com as bebidas, quem eu encontro?? Brian. A gente começa a conversar, ele me fala que tava procurando um dos amigos deles, e eu dizendo que tinha me perdido também, que as meninas tinham subido e eu não podia. Aí ele falou pra eu ir com ele, tentar a sorte. Eu fui. Ele passou na frente e quando foi na minha vez ele começou a conversar com o segurança e quando eu vi, já estava na escada rolante. URRUL. Cheguei lá em cima e as meninas estavam com os amigos dele. Aí comecei a curtir tudo de novo. Mas eram quase meia noite e cadê o Diego?! Uma olha pra cara da outra. A gente decide descer. Lá embaixo começa a comoção pra ir pra fora ver a Ball Drop cair. A gente vai no meio. Contagem regressiva que eu nem vi. Já estava era com outro drink na mão. Quando olho pro lado, Diego no outro terraço, dos vipassos. Todo mundo de boa e feliz. Meia noite. Barulheira, fogos. Não lembro muito bem. Fica a dica de como entrei o ano né?!

Não sei quando volto pra postar o resto, mas ele virá, dont worry.

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