Up In The Air

Então, cont. do post passado, vou falar mais um pouco de Up In The Air (Amor Sem Escalas),

Então, se você ainda não viu o filme e não curte que eu te conte tudo antes spoiler, não leia mais. CORRE. Ou então, continua!

Começo com a minha tradução da quote de ontem:

O quanto sua vida pesa? Imagine por um segundo que você está carregando uma mochila. Eu quero que você coloque nela tudo o que você tem na sua vida… comece com as pequenas coisas. As pratileiras, os armários, depois você começa a colocar as coisas maiores. Roupas, utensílios de mesa, lâmpadas, sua TV… a mochila deve estar começando a pesar agora. Você continua colocando coisas maiores. Seu sofá, seu carro, sua casa… Eu quero que você coloque tudo dentro da mochila. Agora eu quero que você a preencha com pessoas. Comece com conhecidos, amigos de amigos, pessoal do trabalho… e depois você passa para as pessoas que você confia os seus segredos mais íntimos. Seus irmãos, suas irmães,seus filhos, seus pais e finalmente seu marido, sua mulher, seu namorado, sua namorada. Você coloca eles dentro da sua mochila, e sente o peso dela. Não se engane, seus relacionamentos são os componentes mais pesados da sua vida. Todas aquelas negociações, argumentos e segredos, os compromissos. Quanto mais devagar nos movemos, mais rápido morremos. Não se engane, se movimentar é viver. Alguns animais foram feitos para carregar uns aos outros e viver simbioticamente ao longo da vida. Cisnes monogâmicos. Nós não somos cisnes. Nós somos tubarões.

Falando um pouco do filme. Como disse, me parece que muita gente não gostou ou achou medíocre. Outros, que gostaram, ou foi pelo final não-tão-feliz ou foi…sei lá…pelo George Clooney. Admito que o final foi bem mais legal do que eu esperava. É o tipo de ‘fim’ que deixa margens pra interpretação. SIIIIM. Muitos podem achar que o Ryan vai mudar de vida, que mesmo com a decepção amorosa, ele vai passar a dar mais valor pra família e tentar ter uma vida ‘normal’ . Eu sou do time de pessoas que acham que não. Prefiro acreditar que esse filme tem uma ligação com a realidade e ele vai continuar na mesma, que nem sempre uma decepção amorosa ou algo do tipo pode mudar tudo. Primeiro porque eu acho o estilo de vida dele muito bacana. Viver viajando de primeira classe não me parece nada mal. E trabalhar demitindo pessoas por aí não me parece um preço tão caro a pagar. Sem falar que ele tem o dom pra isso, ele sabe o que tá fazendo e acaba trazendo um pouco de…. compaixão¿…pro ofício.

Outro comentário que andei ouvindo sobre esse filme foi de que ele é imaturo. IMATURO, sério¿ Assim, ele me parece egoísta sim, quando não aceita ‘de primeira’ a ideia de mudar o modo como seu trabalho é feito ( do cara-a-cara para o mundo virtual). A primeira coisa que pensei quando ele criticou a ideia da novata Natalie (Anna Kendrik, excelente nesse papel!)  foi: HAHA, tá frescando só porque vai perder as viagens. Mas aí eu ouço os argumentos dele e penso: num mundo tecnológico como o de hoje, toooodooo mundo adora internet, mas sabe que NADA substitui o cara-a-cara. Ainda mais nas situações delicadas, como demitir alguém. Isso se você tem alguma consideração com os sentimento dos outros, claro. Mas imaturo o Ryan não é não. Ele não é compreendido, isso sim. O cara quer viver a vida dele, do jeito que ele quer e gosta, colecionando milhas

Oi eu tenho 10.000.000 milhas e um cartão VIPASSO hehehe

e viajando por aí. Eu entendo completamente. Não é porque o cara quer viver sozinho que ele é imaturo oras! CLARO que , em algum ponto, ele vai sentir falta de alguém pra conversar e eventualmente vai fazer algo a respeito. Normal. Mas sei lá, não vejo nada errado na vida dele não. Ainda mais porque super concordo com a ideia principal da ‘Teoria da Mochila’. Quem se move devagar aproveita menos a vida. Certas questões envolvendo relacionamento atrasam SIM a vida. Mágoa, ressentimento e coisas ruins, por exemplo. Isso é o que acho que pesa mais na mochila. E se você tem o espírito aventureiro como eu e o Ryan, você sabe que não dá pra se prender à sua família e amigos e querer conhecer o mundo ao mesmo tempo, né¿  Conheço muita gente assim!

No final, aquele belo tapa na cara: quando ele acha que tá na hora de dar uma chance ao amor e que encontrou a pessoa certa pra isso, ele estava errado. Achei válido. Tava muito bom pra ser verdade!!! E lá foi ele, seguiu a diante com sua vida. Bem legal mesmo! Alguém acha que não¿ Sério, me diz porque esse filme não é legal!

Minha opinião é essa aí e como sempre, estou disposta a mudar de ideia dependendo dos argumentos. Ou seja, até segunda ordem, Jason Reitman

é o cara o/

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