The Leftovers e Les Revenants

Eu bem me lembro quando ouvi falar de The Leftovers pela primeira vez. Tava assistindo HBO (Game Of Thrones, O Negócio ou True Blood) quando apareceu a chamada. Era daquelas que aparecia todo intervalo, mas bastou a primeira vez passar pra eu me apaixonar: tocava Retrograde do James Blake e nessa época eu tava perdidamente apaixonada por ele, fora que a premissa da série era muito boa, você está lá vivendo sua vida com as pessoas ao seu redor e de repente BUM, o carrinho do supermercado tá se mexendo sozinho porque quem tava empurrando ele simplesmente sumiu.

Aí sim, comecei a acompanhar a primeira temporada bonitinha e tal (tinha hbo na época, tudo na legalidade, um epi por semana). Lembro que retrograde realmente tocou no primeiro epi, mas também lembro que a parte mais interessante, das pessoas desaparecendo, passou bem rápido e antes do epi acabar já tinha se passado três anos do famoso 14 de outubro.

Enfim, a primeira temporada teve bastante altos e baixos (mais baixos na minha opinião). Não sei como consegui terminar de ver, nem lembro muita coisa. Mas o mais marcante foi a sequencia que a Nora chega em casa e tem uns bonecos representando a família dela, na mesma ‘posição’ que eles estavam quando sumiram. Achei essa a melhor cena da primeira temporada, e uma das únicas que eu lembro.

Com Les Revenants eu não lembro como fiquei sabendo, só lembro que achei a primeira temporada pra baixar em um blog (na real falo mais sobre como achei nesse post). Não lembro quando vi pela primeira vez (depois de ver o post, sei que foi em 2013), mas sei que foi lançada em 2012. Não sabia muito além de que era uma série francesa baseada num filme e se tratava de “gente que morreu e voltou”.

O que mais me empolga sobre Les Rev é que eu fiquei perdidamente apaixonada pela série desde o PILOTO. Isso quase nunca ocorre, pra ser sincera nem lembro quais séries que eu gostava eu comecei a amar desde o primeiro episódio. Só sei que com Les Rev foi assim. De cara a fotografia é muito boa, tão bonita que chamou minha atenção. Os atores eu não conhecia nenhum, todos franceses né, mas também dava pra perceber uma certa realidade na atuação deles, por alguns segundos aquilo parece até real. E caaaara, a trilha sonora! Começa com a abertura, lindona, onde toca Hungry Face do Mogwai. Aliás, Mogwai (que já era uma banda que eu tinha bastante simpatia) compôs toda a trilha da série e o trabalho é lindo porque super combina com a série e casa/acrescenta muito a fotografia. Só vendo pra crer.

Primeira temporada de The Leftovers e Les Rev assistidas. A segunda de Les Rev estava prevista pra sair só em 2015, três anos depois do lançamento da primeira. Esperei ansiosa por isso e só fui assistir quando saíram todos os episódios.

Já a segunda temporada de The Leftovers eu fui ver porque tinha um monte de gente comentando, e eu tinha lido superficialmente que iria ser bem diferente da primeira temporada, então resolvi dar a segunda chance, já que ela não tinha me impressionado muito na primeira vez.

Pra começar a falar das duas séries juntas, já devo dizer que não dá pra comparar muito, apesar de elas terem certas similaridades. Les Revs é sobre pessoas que já morreram e voltam a vida como se nada tivesse acontecido, enquanto The Leftovers é sobre pessoas que sumiram misteriosamente do nada. A construção é um pouco similar, as duas usam flashback pra incrementar a história, e algumas vezes até explicar certas situações. Mas enquanto Les Revs parece seguir uma linha de raciocínio que só não está muito clara no momento, The Leftovers parece estar jogando um grande números de informações novas o tempo todo, sem ter muito que explicar o que cada coisa quer dizer. Particularmente acho isso incrível, já que o povo americano é muito acostumado a ter o plot mastigado pra eles entenderem.

Ou seja, Les Revs é um suspense, onde eles vão dando algumas dicas no caminho, e quando parece que você finalmente sacou alguma coisa, ele te joga uma situação nova, um novo caminho com novas informações. Já The Leftovers parece uma confusão mental, bem ao estilo de Where’s my mind mesmo, onde eles contam uma história, explicam algumas coisas mas maioria do que está acontecendo ainda continua um mistério. É bem legal também porque tudo acaba sendo meio que imprevisível, e as dicas são bem sutis, como a Austrália, mencionada diversas vezes mas nunca explicada 100%, ou o cara da torre ou a mulher que dá a luz no primeiro episódio. E o mais empolgante é que a gente nunca vai saber se vão mesmo explicar tudo. E não faz muita diferença se não explicarem, porque o que poucas pessoas notam é que o objetivo da série não é fazer a gente entender o que são os sumiços repentinos, e sim mostrar como as pessoas podem reagir a situações inexplicáveis. É sobre fé de uma forma que a gente não tá muito acostumado a ver e as questões levantadas são até mais profundas dos que as apresentadas em Les Rev.

Pra concluir, The Leftovers é uma série pra galera com cabeça aberta e que tem paciência pra ver uma história se desenrolar sem precisar ficar perguntando a cada 5 minutos “o que está acontecendo?”. Les Revenants é uma séria mais fácil de acompanhar, também levanta questões bacanas do tipo “e se aquela pessoa que morreu voltasse?” mas é muito mais que isso e caminha também pra alguma explicação, mais do que se pode esperar de The Leftovers.

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Era uma vez… Grey’s Anatomy

Eu tive uma infância e principalmente adolescência bem diferente do que eu vivo hoje.

Apesar de ter começado a assistir séries cedo (comecei com Gilmore Girls no auge dos meus doze anos, acompanhando os episódios semanais atrasados da Warner), antigamente eu era muito mais obcecado por elas do que sou hoje. Obsessão era uma grande característica minha que hoje em dia está bem mais controlada.

Anyway, minha obsessão por Grey’s Anatomy me levou a criar um fotolog sobre a série. Depois dos tempos em que só era possível criar um novo fotolog.net depois da meia-noite porque cada país tinha um número limitado de novos integrantes bla bla bla, ficou fácil criar um, e uma galera estava criando fotolog sobre coisas que gostavam.

E aí voltando rapidinho pros tempos atuais, essa semana rolou um episódio forte como poucos outros na série, e que pra mim serviu como aviso de que a mesma está perto do fim (ou pelo menos,deveria estar!12ª = última temporada?). De qualquer forma achei uma boa oportunidade de contar minha história com essa série.

Voltando ao passado: eu tinha 16 anos e já estávamos na segunda temporada de Grey’s. Como também já desisti de me importar com a vergonha que eu tenho de algumas fases da minha adolescência, resolvi fazer minha pequena homenagem a essa série usando algumas ~~~~montagens da época.

Primeiro dia:

Isso era o que chamava de ~~~montagem (sempre curti o powerpoint, jamais consegui mexer com photoshop).

Também nunca fui perfeccionista. Nem tinha muito gosto pras coisas não. SÓ QUERIA UM FOTOLOG DE GREY’S MESMO.

Segunda foto:

Houve um tempo (até a segunda temporada, digamos assim) que a Izzie era minha personagem favorita.

Terceira foto:

Ohhh, uma ~colagem mais ~elaborada. HAHA. Essa daí foi pra representar um especial da série, chamado Under Pressure (Queeeen ❤ Boooowie <3), que recapitulava os 10 primeiros capítulos da segunda temporada (OLHA A MER eE A HANNAH/CHRISTINA RICCI SEGURANDO AQUELA BOMBA QUE MATA O DYLAN/KYLE CHANDLER!! só aconteceu no episódio 16, depois do especial, mas anyway).Cês sabem que todos os epis de Grey’s são nomes de música né?

Quarta foto:

Primeiro ~especial do fotolog: uma semana com fotos da Sandra Oh. Nunca gostei muito dela, pra ser sincera, então nem sofri quando ela saiu 😡

Quinta foto:

Uma ~montagem que eu achei supimpa na época. É legal pra ver como a Ellen era novinha e como ela mudou. Não acho que tenha ficado velha/feia/acabada, mas até como personagem, ela está bem mais madura na série. Também vale lembrar (EU não lembrava) que a Sandra Ramirez/Callie Torres já estava na série na segunda temporada :O Eu lembro que ela casou com o O’Malley e tal, mas isso foi depois dele ter um caso com a Izzie, e na segunda temporada a Izzie tava com o Denny….

Sexta foto:

Pelamor. O melhor casal de Grey’s merecia a ~montagem mais tosca né? O que falar de Denny e Izzie? NÃO SEI, SÓ SEI QUE AMAVA ELES :~~~~ Acho que a história deles foi o primeiro grande drama da série que não foi centrado na Mer (teve a Christina e a gravidez bizarra dela, mas que não chegou aos pés dessa storyline). Eu preciso de outra foto importante pra falar mais deles:::::

Sétima foto:

O nome do episódio foi Losing My Religion e ele foi o último da segunda temporada. Foi a primeira vez que chorei muito com uma série, mas muito mesmo (eu era obcecada né). Foi lindo o epi, todo mundo numa vibe down com seus problemas e a Izzie mega feliz como uma debutante. E a cena da morte do Denny e ela indo encontrá-lo….uma das melhores sequências da Shonda em qualquer série dela.

Eu não lembro muito bem, mas acho que nessa época foi quando eu comecei a baixar séries, mas não muito depois delas saírem lá nos States. Só lembro que alguém fez um fan-video com a história dos dois e usou a música “How to Save A Life”***.

E eu vi esse vídeo antes de ver o episódio e fiquei apegada a música. Mas no episódio eles usaram “Chasing Cars” e aí foi outro chororô.

Esse fotolog durou um ano só e teve 31 fotos. Mas Grey’s foi muito além né. Então só pra pontuar coisas legais da série sem ordem particular:

  • O episódio 7.18 foi um ~musical (vergonha alheiaaaa): o nome do epi é: Song Beneath the Song. Acho que os videos com How to Save a Life ficaram tão famosos na época que eles incluíram essa música junto com Chasing Cars e outras.
  • Os “internos” originais da série eram: Meredith Grey, Christina Yang, George O’Malley, Izzie Stevens e Alex Karev. Christina foi trabalhar num hospital na Europa, George foi atropelado por um ônibus e morreu, Izzie teve cancêr, depois se separou de Karev e foi embora.
  • Meredith tem (ou tinha) duas irmãs que ela não conhecia: Lexie Grey, filha do seu pai com outra mulher e Maggie Pierce, filha de sua mãe e do Dr. Richard Webber.
  • Atualmente, os personagens principais são: Dra. Meredith Grey, Dr. Alex Karev, Dra. Miranda Bailey, Dr. Richard Webber, Dra. Callie Torres, Dr. Owen Hunt, Dra. Arizona Robbins, Dra. April Kepner, Dr. Jackson Avery, Dra. Amelia Shepherd, Dra. Jo Wilson, Dr. Stephanie Edwards e Dr. Derek Shepherd (SPOILER: NÃO MAIS).
  • Aqui pra quem curte as músicas da série: CLICA.

Tem muito mais coisa pra falar de Grey’s, mas não tenho muito tempo pra fazer algo mais elaborado. Então fica aqui o meu muito obrigado a esta série maravilhosa.

Sobre bolos e acidentes fatais

Semana passada assisti Cake, mas não tinha tido vontade de escrever sobre ele ainda.

Cake

Hoje decidi que ia escrever sim. Mas ia contar o filme mesmo, então prepara que é só SPOILER daqui pra baixo.

(Mentira)

Antes de falar do filme, eu tava pensando sobre o nome do mesmo. Um dos meus filmes favoritos e que não é conhecido é Snow Cake. Se bolo já é bom, imagina com neve *-* Resolvi que vou falar de Snow Cake em outro post, mas tive que mencionar ele aqui por conta da semelhança, não só no título.

Eu vi que Cake é um drama com a Jennifer Anniston. Fiquei levemente curiosa, pois estou nessa vibe de dar-uma-chance-pra-ator-de-comédia-em-dramas-na-esperança-de-descobrir-o-próximo-Matthew-McConaughey. Foi quaaaaase com o Bradley Cooper em American Sniper (ele ficou bem caracterizado a ponto de eu esquecer The Hangover, que eu nunca vi todo anyway, mas ainda faltou um pouquinho), mas com a Jennifer nem tanto. Não que ela não estivesse bem em Cake, mas faltou um pouco de profundidade, eu acho. Bom, vamos lá.

 

(Agora sim, SPOILERS)

 

Cake, como na imagem acima vocês podem ver, se trata de uma mulher que frequenta um grupo de apoio, e depois que uma das outras mulheres do grupo se mata, ela começa a ter visões da mesma.

E é isso mesmo. O filme começa com as mulheres reunidas no tal grupo de apoio, e logo vemos que quem se matou foi a personagem da Anna Kendrick (LINDA, SOU FÃ HAHA :x). Todas estão falando de seus sentimentos, e quando chega a vez da Jennifer (Claire no filme), ela não fala dos seus sentimentos, mas sim aponta algumas particularidades do suicídio de Nina (a Anna), como ela ter se jogado no meio de um cruzamento de estradas, caído num caminhão e que só foram perceber que havia alguém morto ali quando já estava longe, em outro estado, dando um mega trabalho para o marido trazer o corpo de volta. Resumindo, you go Nina! Pontos pela execução.

E aí as coisas começam. Claire pega um táxi e vai deitada no banco de trás. Claire não dirige, ela tem uma espécie de ‘cuidadora’ que dirige pra ela, além de cuidar da casa. Claire só anda no carro no banco da frente se ele estiver todo rebaixado. Claire tem cicatrizes no rosto e na barriga. Ela faz fisioterapia porque tem placas pela perna. Esses são os detalhes do filme, que realmente foca em algumas poucas aparições de Nina, uma Nina feliz e ‘brincante’, que faz com que Claire vá atrás do viúvo.

O que eu mais gostei mesmo no filme é a falta da enorme necessidade que os americanos tem de explicar tuuuuudo o tempo todo. Isso que estraga, por exemplo, remakes como o de Let The Right One In. Nesse filme, não tem isso, apenas detalhes que deixam a gente imaginando que grande catástrofe aconteceu na vida dessa mulher.

Mesmo quando, depois da metade do filme, fica claro que ela perdeu o filho num acidente que também a debilitou física e mentalmente, a ponto de não conseguir mais nem morar com seu marido e ter que ser cuidada pela maravilhosa Silvana, eles nunca falam exatamente o que aconteceu, ou mostram. Só ficam as dicas mesmo. Até o responsável pelo acidente aparece para tentar pedir desculpas, mas mesmo assim, não fica claro exatamente o que aconteceu.

O que, de novo, me remete a Snow Cake. QUE ~SEMELHANÇA! A do título também é MEGA parecida! Em Cake, em uma das aparições da Nina, elas comentam um exercício do grupo de apoio onde devem falar o que gostariam mais de fazer se não estivessem em depressão. Nina comenta que o que mais gostaria de fazer era um bolo para o aniversário do filho. No final do filme, Claire arranja um bolo (feito por uma aleatória que ela achou e deu carona e levou pra casa e que depois roubou ela, mas não sem antes fazer o bolo) e leva para o ex marido de Nina e pro filho, no aniversário dele. Depois que entrega o bolo e volta pro carro, ela coloca a cadeira no lugar e o filme acaba.

No IMDb a nota do filme foi 6.5, e eu devo concordar. A ideia do filme é até legal, e ele tinha tudo pra deixar a gente triste e tal, mas não chega lá. Mesmo assim, gostei da atuação da Jennifer Anniston, espero vê-la num papel mais desafiador ainda.

Hoje tem: séries!

Vi três filmes entre sexta e sábado (Two Nights Stand, Let Us Prey e Foxcatcher) e não deu vontade de escrever sobre nenhum hoje 😡

Aí resolvi falar sobre séries.

Primeiramente, houve uma grande mudança na minha lista de séries. Algumas das quais eu assistia há anos acabaram recentemente: Dexter, True Blood, Sons Of Anarchy, Parenthood… E aí fui me sentindo meio orfã, parecia que não ia mais ter série pra assistir.

E depois de assistir várias outras séries e tentar me apegar a algumas, finalmente minha lista começou a ficar estável. Aí resolvi vir falar de algumas séries novas que curti, e também sobre o Popcorn Time e o trakt.tv.

Bom, acredito que a esta altura do campeonato todo mundo saiba o que é o Popcorn Time. Explicando rapidinho, ele é um aplicativo que deixa você assistir séries e filmes de torrents, sem precisar baixar nada (além do aplicativo). Como ele utiliza torrents, não é exatamente legal, mas é um jeito ainda bacana de ver séries e filmes que dificilmente (por conta de grana tbm) estão disponíveis pra gente de forma legal.

E é ele que eu venho usando pra ver filmes e séries. Também comecei a usar o trakt.tv para me organizar e tentar lembrar o que eu já vi e também porque ele posta os filmes que vejo no facebook e aí as pessoas comentam e aí rola discussões legais as vezes.

Mas falando das séries. Ultimamente tenho assistido Chicago Fire, Law & Order SVU, Brooklyn Nine-Nine, The Good Wife e voltei a ver Grey’s Anatomy. Fora as que estão paradas no momento: Penny Dreadful, Game of Thrones (que nem sei se vou continuar :O), Rookie Blue, True Detective, Les Revenants e Constantine. Sobre as séries novas que estou acompanhando:

CSI Cyber

Ainda não sei se gosto, mesmo depois de 4 episódios. A série conta com a Patricia Arquette (que eu sinto MUITA falta em Medium) e o James Van der Beek, que já tentou voltar pelo menos duas vezes com séries que não deram muito certo, e fala de crimes cibernéticos, um pouco mais do que invadir o computador de alguém e jogar fotos online. Vou continuar assistindo na esperança de que comecem a escrever tão bem quanto o CSI original.

 

iZombie

Nova série do Rob Thomas, criador de Veronica Mars. Não tive tempo de julgar pela capa antes de decidir assistir, mas mesmo com apenas dois episódios, acabei gostando mais do que esperava. A série ficou uma mistura de Crossing Jordan com Medium com o diferencial Zumbi. Acredito que ela teria um potencial maior se puxasse um pouco mais pro drama do que pra comédia, mas mesmo assim é agradável de ver (fora toda aquele cartoon baseado nos quadrinhos no qua a série é inspirada *-*).

 

Black Mirror

Uma série inglesa sobre tecnologia e suas consequências. Todo episódio conta uma história diferente e sem relação com as outras, geralmente numa outra realidade, com personagens e atores diferentes. Até agora são duas temporadas com três episódios cada e um especial de natal de 90 minutos. Também vem sendo comparada com The Twilight Zone e Tales Of The Unexpected.

Essa está sendo minha série favorita, apesar de não saber quando ( e se) sai a próxima temporada. O que se sabe é que já estão pensando em fazer a versão americana (¬¬) e que o Robert Downey Jr. comprou os direitos de um dos episódios para transformá-lo em filme – > The Entire Story of You, onde todo mundo tem um chip implantado atrás da orelha, chamado de Grain, onde você armazena tudo o que já viu/viveu e pode ser revisto por você quando e onde quiser.

As histórias são muito boas, e as tecnologias/gadgets, melhores ainda (de deixar a apple lá em embaixo). A minha favorita sendo Be Right Back, que não quero dar spoiler, mas que lembra um pouco o filme Her.

Ainda tem umas séries pra ver e decidir se gosto ou não, mas basicamente é isso.

 

Sobre problemáticos unidos

Domingo passado não consegui postar, nem ver filme. Já esse final de semana….

 

O filme de ontem hoje é Short Term 12.

short term 12

 

Eu queria que existisse uma categoria, um gênero chamado despretensioso.

1. Aquele que não tem pretensão; desprovido de objetivo específico; 2. Desinteressado, tranquilo

Seria o meu gênero favorito de filmes. Aqueles que não tentam ser algo mais do que realmente são, que não tentam te convencer de alguma coisa, ou ter algum objetivo do tipo mudar sua vida, ganhar dinheiro ou ser o novo filme indie/underground do momento…Eles são tranquilos (não necessariamente as historias, mas como estas são contadas), só estão ali pra contar aquela história e depois vão seguir em frente, independente de você ter gostado ou não do que eles falaram, se sorriu ou se chorou, ou até mesmo se identificou.

Qualquer história, seja de filme, livro ou até música, só se torna realmente interessante pra mim se eu conseguir me identificar com alguma coisa. E esse filme fez isso e aposto que vai fazer com muitas outras pessoas.

A sinopse, que está em inglês na imagem acima, diz: Um membro de apoio de supervisão de 20 e poucos anos de uma instituição residencial de tratamento navega nas águas turbulentas daquele mundo junto com seu colega de trabalho e namorado de longa data.

Clica na imagem pra ler a triste história da polvo Nina :~~

E eu acho que é quando você termina de ver o filme e depois lê a sinopse de novo que você tem certeza que ele é despretensioso. A sinopse nunca chega aos pés de tudo o que o filme tem a mostrar, e isso QUASE nunca acontece (principalmente quando é filme de terror, que a sinopse sempre é melhor). Não são como aqueles filmes que você assiste o trailer depois que assiste o filme, descobre que as melhores cenas estavam no trailer (motivo de eu não gostar de trailers haha). Com Short Term 12 é diferente, com essa sinopse você provavelmente nunca se imaginaria assistindo esse filme e gostando tanto.

A minha sinopse, sem falar de spoiler, seria: Um filme que retrata a rotina de uma pequena clínica de reabilitação para jovens problemáticos e seus empregados, outros jovens que usam seu tempo para ajudar. Conhecemos Grace, uma ótima e esforçada assistente, que passa por momentos delicados em sua vida pessoal, mas conta com o incrível namorado Mason, que junto com ela, transforma a vida de jovens desesperançosos.

Talvez a minha sinopse pareça melhor do que realmente era pra ser, mas tentei ser objetiva. O fato é que o filme vale a assistida sim, inclusive ficou a nota 8 no IMDb. Eu daria até 8.5, pra ser sincera. E olha, Brie Larson entrando pra minha lista de atrizes favoritas simples assim.

Uma confusa história de paradoxos.

Antes de começar minha primeira resenha, queria dizer que não sou formada em cinema, não assisti todos os filmes clássicos do mundo nem tenho nenhuma razão pra acreditar que sou dona da verdade ou que a minha opinião vale de alguma coisa. Só resolvi escrever sobre o que eu acho dos filmes que eu vejo porque eu vejo vários e acredito que a minha opinião é diferente justamente por não ser pretensiosa 🙂

(ou a minha resenha sobre Predestination).

predestination

Quando decidi assistir Predestination, só sabia que era com o Ethan Hawke e só tinha lido essa sinopse:

“The life of a time -traveling Temporal Agent. On his final assignment, he must pursue the one criminal that has eluded him throughout time.”

Fui esperando mais um filme sobre viagem no tempo, assunto que eu adoro. Pelo poster do filme, já dava pra ver semelhanças com Fringe e The Adjustment Bureau pelas capas e chápeis (apesar dos dois mencionados não serem exclusivamente sobre viagem no tempo, e sim sobre pessoas que alteram sua ‘timeline’, seu ‘destino’).

Aí o filme começa com um personagem correndo, uma bomba que explode e uma cirurgia facial. Não vou falar mais que isso sobre o filme porque não quero dar spoilers.

Mas cara, esse filme é louco. Não sei se no bom ou mal sentido. Descobri depois que é uma short story que ainda vou ler, mas já sabendo do enredo, acredito que não vá fazer muita diferença. O legal mesmo foi que nos primeiros dez minutos de filme lembrei da sinopse, mais especificamente da parte de ‘viagem no tempo’ e comecei a me perguntar se estava vendo o filme certo ( e se o Ethan Hawke era mesmo o ‘principal’ do filme, como o poster indicava). E depois de meia hora, continuei me perguntando.

Aí, um pouco antes da metade do filme fui começando a perceber algo, e um pouco depois da metade, tive certeza. Parei de perguntar se tava assistindo o filme certo e passei a me perguntar WTF como pode?????

O fato é que o filme é um mega paradoxo, e eu não curto paradoxos, ainda mais daquele tipo “quem veio primeiro, o ovo ou a galinha” porque me confunde muito e eu preciso de um pouco de lógica, ou de um ponto de partida definitivo. (Aliás é por isso mesmo que preciso ver Interstellar de novo). No final as coisas ficam bem claras, mas não necessariamente mega explicadas.

No final das contas, vale a assistida SIM, é um filme “diferente”, tem viagem no tempo sim, é meio superficial quanto a questões mais profundas, mas pra história central, serviu certinho. E não podia deixar de comentar que a atuação da Sarah Snook, que eu nunca vi atuar antes, foi bem satisfatória!

 

No IMDb a pontuação foi 7.4 (o que pra mim é alto, hoje em dia). Na minha opinião, fica com 6.8, o que quer dizer que é bom, mas não foi tão satisfatório assim (sorry, paradoxos).

 

2015

Primeiro dia do TERCEIRO mês do novo ano.

No momento que escrevi essa frase, rolou um apertinho no coração: já se foram dois meses de 2015!

Muita coisa realmente rolou desde o último post aqui. Ganhei um cachorrinho lindo chamado Bill Murray,

bill

que acabou de tomar banho e tá cheirosinho no meu colo. Teve final de ano em Manaus e irmãs no carnaval no Rio, teve também meu projeto da pós, que acabei de receber a nota e agora apenas preciso fazer um TCC e teve um novo roommate (que na verdade divide o ap, não o quarto).

O ano começou estranho, não necessariamente ruim, e também não tem sido assim. O que melhora tudo são os planos/planejamentos para o que ainda tem por vir. Sobre isso, um deles é voltar a escrever aqui, de verdade. Decidi que vou começar devagar, com algo fácil: vou escrever uma vez por semana (muito provavelmente domingo) sobre os filmes que ando assistindo.

Falando em filme, QUANTO FILME! Infelizmente não fiz uma lista dos que vi nos últimos meses, só sei que foram muitos. Ando assistindo filmes como nunca antes. Por isso vou começar falando deles.

Também decidi voltar a ler. Vou tentar ler um livro por mês (fevereiro já foi prejudicado, mas não totalmente perdido). Quem sabe  consigo escrever sobre isso também.

E é isso por enquanto. Conforme o tempo passar, vou voltando mais. Por enquanto, até semana que vem.

Clau